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Metade das cidades em alerta para dengue exige cuidado redobrado no RN

Levantamento nacional aponta 49,2% dos municípios em alerta ou risco para o Aedes aegypti; no RN, saúde reforça eliminação de criadouros antes do período de calor.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 08 de outubro de 2026 às 18:24 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Mossoró Notícias)

Agente de saúde vistoria quintal em busca de focos do mosquito Aedes aegypti
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Mossoró Notícias

NATAL/RN — Quase metade das cidades brasileiras que participaram do segundo levantamento nacional de infestação do Aedes aegypti está em situação de alerta ou risco. Segundo o Ministério da Saúde, 49,2% dos 3.732 municípios que enviaram dados do LIRAa, realizado entre maio e agosto e divulgado nesta quarta-feira, dia 7, apresentaram índices preocupantes para o mosquito que transmite dengue, chikungunya e zika. No Rio Grande do Norte, o resultado reforça a necessidade de mutirões de limpeza e vistoria domiciliar antes do período mais quente do ano.

O levantamento funciona como um termômetro antecipado: ele não mede casos, mas a presença de larvas em imóveis vistoriados. Quando o índice sobe, a chance de explosão de casos nos meses seguintes aumenta, sobretudo em bairros da Grande Natal, do Oeste e do Seridó onde o armazenamento de água em tambores e caixas é mais comum por causa da irregularidade no abastecimento.

Casos caem no país, mas infestação mantém sinal amarelo

Apesar do mapa de risco, os registros de doença recuaram em 2026 na comparação com o ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde. Até 26 de setembro, o país somou 470,5 mil casos prováveis de dengue, queda de cerca de 70% diante de 1,5 milhão no mesmo intervalo de 2025. As notificações de chikungunya caíram 43% e as de zika, 35%.

  • Cobertura: 3.732 municípios enviaram dados no segundo ciclo do LIRAa
  • Em alerta ou risco: 49,2% das cidades participantes
  • Dengue em 2026: 470,5 mil casos prováveis até 26 de setembro
  • Comparação: retração de cerca de 70% frente ao mesmo período de 2025
  • Outras arboviroses: chikungunya recuou 43% e zika, 35%

Especialistas ouvidos em balanços nacionais costumam atribuir a queda a uma combinação de imunidade adquirida em anos de pico, ampliação da testagem e ações antecipadas de bloqueio de criadouros. O alerta, porém, é que a redução de casos não autoriza relaxar: ovos do Aedes resistem meses em recipientes secos e eclodem com as primeiras chuvas fortes, cenário típico do verão potiguar.

Onde o mosquito mais se cria dentro de casa

O levantamento detalhou os depósitos predominantes e mostrou que o perigo mora em objetos pequenos do dia a dia. Vasos e pratos de plantas, garrafas e recipientes descartáveis concentraram 42,3% dos focos encontrados no país. Reservatórios de água para consumo responderam por 26,1%, enquanto pneus, lixo e entulho somaram 23%.

  • Pequenos recipientes: 42,3% dos focos — vasos, pratos, garrafas e potes
  • Armazenamento de água: 26,1% — caixas d'água, tambores e cisternas
  • Lixo e entulho: 23% — pneus, sucata e material descartado
  • Locais críticos no RN: quintais, lajes, terrenos baldios e pontos de água parada
  • Período sensível: meses de calor e chuvas rápidas, com água acumulada por poucos dias

Para a realidade potiguar, o recado é direto. Em Natal e Mossoró, os agentes de endemias encontram com frequência pratos de plantas com água, bebedouros de animais sem troca e calhas entupidas. No interior, baldes e tambores destampados viram berçários do mosquito em menos de uma semana. A recomendação do Ministério da Saúde é vistoriar o quintal ao menos uma vez por semana, tampar caixas d'água, limpar ralos e descartar corretamente qualquer objeto que acumule água.

Conclusão

O retrato nacional serve de aviso prévio para o Rio Grande do Norte: mesmo com menos casos em 2026, a infestação segue alta em metade das cidades avaliadas. A resposta mais eficaz continua sendo a prevenção doméstica aliada ao trabalho dos agentes de saúde. Com dez minutos semanais de vistoria, uso de telas em reservatórios e descarte correto de lixo, Natal, a Grande Natal e os municípios do interior podem chegar ao verão com risco menor de surto de dengue, chikungunya e zika. Novos boletins estaduais devem orientar mutirões regionais nas próximas semanas.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Mossoró Notícias (via RSS)
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