Em Mossoró, candidato Allyson separa voto presidencial e aposta na mudança com a chapa 44
Candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra (União Brasil) disse em discurso no Oeste que respeita qualquer escolha na disputa presidencial e pediu apoio à sua candidatura, a chapa 44, no segundo turno.
Por Tribuna RN
Publicado em 19 de outubro de 2026 às 19:17 • 2 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Mossoró Notícias)

MOSSORÓ/RN — A poucos dias da decisão, o candidato Allyson Bezerra (União Brasil), que disputa o Governo do RN, usou um discurso em Mossoró para traçar uma linha clara entre as duas urnas que o eleitor potiguar vai preencher em 25 de outubro: para presidente, liberdade total de escolha; para o comando do estado, o pedido é pela chapa 44, dele, sob a bandeira da mudança.
Liberdade na urna presidencial
Na avaliação dele, a própria campanha convive com apoios dos dois lados da corrida nacional — nomes ligados à disputa de Flávio Bolsonaro, do PL, e ao projeto do presidente Lula, do PT — e cada posição política desse torcedor merece respeito. Autodeclarado democrata, disse valorizar as decisões do povo acima de qualquer conveniência eleitoral.
"Eu sou democrata", resumiu o candidato, que garantiu cuidar e valorizar as escolhas do eleitorado.
O recado aos eleitores foi direto: cada um deve escolher o presidenciável em quem confia, sem padrinho e sem pressão. A defesa da decisão livre na eleição nacional, contudo, não se estende ao seu próprio pleito estadual — aí, o discurso puxa para o outro lado.
No estado, o recado é pela chapa 44
Fechado o capítulo presidencial, a fala virou para a disputa potiguar. Allyson pediu votos para a própria candidatura, assinada pelo número 44, e convocou quem o acompanha a trabalhar pela mudança no RN até a última urna. Em resumo: na eleição estadual, o eleitor que quer a mudança proposta pela campanha deve canalizar esse voto no 44.
Separar as duas decisões é tática clássica de segunda volta. Como o eleitor pode dividir a escolha entre campos diferentes nas duas urnas, os candidatos em disputa buscam o voto útil: pedir voz livre onde não concorrem e engajamento total onde concorrem.
Estratégia à parte, o palco escolhido não é por acaso. Mossoró é a segunda maior cidade do RN e a principal praça do Oeste, região que historicamente pesa no resultado das estaduais. Vencer bem no interior e nas cidades médias costuma ser caminho para quem quer emplacar a mudança prometida em campanha.
O que acontece agora
Com a decisão marcada para 25 de outubro, a briga pelo Governo do RN entra na reta final e as agendas dos concorrentes devem se concentrar nas maiores praças do estado, como a Grande Natal e o Oeste potiguar. Atos, pronunciamentos e agendas de rua devem se intensificar nos próximos dias, e a Tribuna RN segue acompanhando os desdobramentos da campanha até a apuração das urnas.
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