Allyson mantém neutralidade na disputa presidencial e foca o 2º turno no RN
Candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra (União Brasil) disse que não apoiará Lula nem Flávio Bolsonaro no segundo turno e que vai priorizar as demandas potiguares no diálogo com o futuro presidente.
Por Tribuna RN
Publicado em 08 de outubro de 2026 às 20:15 • 2 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

NATAL/RN — Allyson Bezerra, do União Brasil, afirmou nesta quinta-feira, dia 8, que seguirá sem palanque na corrida pelo Planalto e não vai endossar nenhum presidenciável na etapa final do pleito de 2026, disputada entre Lula, do PT, e Flávio Bolsonaro, do PL. O anúncio foi feito a pouco mais de duas semanas da votação que define o comando do Executivo estadual, marcada para o dia 25 deste mês.
Segundo o postulante, ficar fora da polarização nacional tem um motivo direto: concentrar todas as forças da reta final de campanha nas questões potiguares. Ele declarou respeitar os eleitores que já escolheram um nome para a Presidência e também aqueles que ainda estão indecisos, mantendo a mesma linha adotada na primeira fase da campanha.
Duelo voto a voto pelo comando do estado
A primeira fase do pleito, disputada no dia 4 deste mês, terminou com margem mínima entre os finalistas, cenário que explica a cautela das campanhas nesta etapa decisiva:
- Placar de Allyson: 733.809 votos, fatia de 36,94% da votação válida, conforme a totalização oficial.
- Placar de Cadu Xavier: 718.300 votos, índice de 36,16%, levando o representante do PT à fase final.
- Dia da definição: 25 deste mês, mesma data em que o país bate o martelo sobre o Planalto.
- Diferença curta: menos de um ponto percentual separa os concorrentes, o que torna cada gesto público peça estratégica.
Com a margem tão estreita, o desempenho dos candidatos no debate sobre a gestão estadual tende a pesar mais na escolha do eleitor potiguar do que o palanque nacional.
Linha de independência e ponte com Brasília
O representante do União Brasil sustentou que repetir agora a postura da primeira fase evita contaminar a campanha estadual com a briga nacional e preserva o diálogo com eleitores que o apoiaram justamente pela promessa de autonomia. Ele reforçou que pretende situar o estado acima de qualquer alinhamento partidário e discutir saídas para os gargalos regionais.
De acordo com o postulante, o plano é erguer uma interlocução permanente com quem sair das urnas como chefe do Planalto, independentemente do campo vencedor. A ideia, segundo ele, é levar ao futuro ocupante do cargo federal uma lista de demandas prioritárias do RN, com ênfase em infraestrutura, segurança e desenvolvimento regional.
O que acontece agora
A campanha entra na fase mais intensa, com agenda cheia na Grande Natal e no interior, debates diretos entre os finalistas e disputa palmo a palmo pelos votos que ficaram com candidaturas eliminadas na primeira fase. Novos movimentos das equipes devem ser anunciados nos próximos dias, e a orientação ao eleitor é acompanhar os canais oficiais da Justiça Eleitoral para confirmar zonas, seções e horários de votação.
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