Álvaro cobra explicações de Allyson sobre citações em investigação da PF
Álvaro Dias cobrou explicações de Allyson Bezerra após divulgação de vídeo ligado à Operação Mederi, que apura supostas irregularidades na saúde em Mossoró.
Por Tribuna RN
Publicado em 25 de setembro de 2026 às 11:56 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

NATAL/RN — O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) cobrou nesta semana explicações do adversário Allyson Bezerra (União Brasil) a respeito de citações ao nome dele em um vídeo que, segundo a divulgação, integraria o conjunto de provas da Operação Mederi, da Polícia Federal. O caso envolve supostas irregularidades em contratos da área da saúde em Mossoró, na região Oeste, durante o período em que Allyson comandou a Prefeitura. Até a publicação desta matéria, não havia condenação definitiva sobre os fatos mencionados, que seguem sob apuração.
De acordo com o material divulgado, a gravação teria sido feita por meio de escuta ambiental em um escritório de uma distribuidora de medicamentos fornecedora do município. Nas imagens, dois empresários conversariam sobre a divisão de valores de um contrato público e um deles mencionaria um suposto percentual destinado a Allyson. A Tribuna RN não teve acesso independente à íntegra dos autos e trata o conteúdo como alegação sob investigação, atribuída à apuração federal e à repercussão política.
O que mostra o vídeo citado na disputa
Segundo o relato publicado, a conversa gravada pelos investigadores ocorreria na sede da empresa e trataria de recursos ligados ao fornecimento de medicamentos para a rede municipal de Mossoró. A Polícia Federal apura se houve superfaturamento e direcionamento de verbas que deveriam atender a população do Oeste potiguar.
Os pontos centrais mencionados na divulgação são:
- Origem da gravação: escuta ambiental realizada por agentes federais em escritório de distribuidora, segundo o divulgado;
- Conteúdo descrito: dois sócios conversariam sobre partilha de valores de contrato da saúde e citariam suposto repasse ao então gestor;
- Percentual mencionado: um dos interlocutores falaria em 15%, versão apresentada por Álvaro como parte dos autos;
- Estágio atual: investigação em curso, sem juízo definitivo de culpa, com contraditório e defesa preservados.
“Estamos falando de dinheiro que deveria comprar medicamentos e cuidar da saúde do povo. Como um camarada desse ainda tem coragem de pedir voto para ser governador do RN?”, questionou Álvaro Dias, segundo a publicação original, ao cobrar explicações do adversário.
A declaração foi dada em tom de campanha, dentro da disputa pelo Governo do Estado, que tem Mossoró como um dos principais colégios eleitorais do interior e a saúde como tema sensível para o eleitor do Oeste, do Seridó e da Grande Natal.
Repercussão na corrida pelo Governo do RN
A Operação Mederi passou a ocupar o centro do debate eleitoral potiguar porque toca em dois eixos decisivos: gestão de recursos da saúde e credibilidade dos candidatos. Álvaro, ex-prefeito de Natal, tenta associar o adversário às suspeitas em Mossoró, enquanto Allyson, ex-prefeito mossoroense, tem negado irregularidades sempre que questionado sobre o tema em agendas públicas.
Para o eleitor do Rio Grande do Norte, o desdobramento prático vai além do embate verbal. A definição sobre a regularidade dos contratos pode afetar desde o ressarcimento de eventuais recursos até a agenda de transparência da próxima gestão estadual, com reflexos em hospitais, unidades básicas e no abastecimento de medicamentos no interior.
O que acontece agora
O caso segue sob apuração das autoridades federais, com perícias, oitivas e análise documental em andamento. A confirmação ou o descarte das suspeitas depende da conclusão formal da investigação e de eventual manifestação do Ministério Público e da Justiça. No campo eleitoral, a tendência é que o tema volte ao debate em entrevistas, debates e na propaganda, cabendo aos candidatos apresentar documentos e esclarecimentos. Até lá, vale o princípio constitucional da presunção de inocência para todos os citados.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
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