Em sabatina, Álvaro diz que Idema trava empregos e promete destravar licenças no RN
Candidato ao Governo do RN afirmou na Jovem Pan News Natal que o licenciamento ambiental afasta investidores e prometeu tornar o Estado o mais atrativo do país para gerar emprego e renda.
Por Tribuna RN
Publicado em 23 de setembro de 2026 às 12:55 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

NATAL/RN — O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) colocou o licenciamento ambiental no centro do debate econômico potiguar. Em sabatina realizada nesta quarta-feira (23) na Jovem Pan News Natal, ele prometeu uma reformulação completa do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) com um objetivo declarado: acabar com a burocracia que, na avaliação dele, espanta empresas e trava a geração de empregos no Estado.
Segundo o ex-prefeito da capital, empreendedores que tentam instalar negócios no Rio Grande do Norte enfrentam uma via-crúcis de exigências dentro do órgão ambiental — e muitos acabam levando os investimentos para estados vizinhos. A fala mira diretamente um gargalo antigo reclamado pelo setor produtivo potiguar: a demora na liberação de licenças para obras, indústrias, energia e turismo.
A crítica ao funcionamento atual do Idema
Durante a sabatina, Álvaro descreveu um ciclo que, para ele, resume o problema: o empreendedor protocola o pedido, atende a uma exigência, e em seguida recebe outra — e depois mais outra — sem previsibilidade de quando o processo termina. Em suas palavras durante o programa:
“Você vai dar entrada num projeto do Idema para pedir o licenciamento, eles pedem, solicitam uma questão, você atende, aí eles solicitam outra, aí solicitam outra, aí solicitam outra. Olha, isso é inadmissível.”
Ainda de acordo com o candidato, o excesso de etapas e a falta de prazos claros transformaram o órgão em um obstáculo ao desenvolvimento, quando a função dele deveria ser compatibilizar a proteção ambiental com a atração de empreendimentos. Ele afirmou que o Estado perde investidores para outras unidades da federação justamente por causa dessa lentidão — um diagnóstico que costuma aparecer em conversas com empresários da construção civil, das energias renováveis e do turismo no litoral e no interior potiguar.
Os principais pontos da proposta apresentada na sabatina foram:
- Revisão geral dos procedimentos: mapear cada etapa do licenciamento para eliminar exigências redundantes e dar previsibilidade de prazos a quem investe.
- Reformulação administrativa do Idema: segundo ele, “o Idema vai para o lugar dele”, com mudanças na estrutura e na forma de análise dos processos.
- Apoio a quem empreende: o poder público passaria a atuar como facilitador de projetos, mantidas as normas ambientais necessárias.
- Meta de atratividade: transformar o RN, nas palavras dele, no “Estado mais atrativo da federação para quem quer investir, empreender e gerar emprego e renda”.
O que a promessa significa para a economia potiguar
A proposta toca em um tema sensível para o Rio Grande do Norte, que disputa com estados vizinhos cada novo parque eólico e solar, cada resort no litoral e cada indústria que avalia se instalar no Nordeste. Entidades do setor produtivo reclamam há anos que o tempo de licenciamento no Estado pesa na decisão final do investidor — e qualquer mudança real no rito do Idema teria efeito direto sobre emprego e renda, do Litoral Sul ao Alto Oeste.
Em outra declaração durante a sabatina, o candidato resumiu a linha que pretende adotar em um eventual governo:
“Nós temos de facilitar, de colaborar, de ajudar quem quer investir e empreender. Isso vai acontecer no nosso governo.”
Conclusão
A promessa de reformular o Idema entra agora no cardápio de propostas das Eleições 2026 e deve render debate entre os candidatos — inclusive sobre como acelerar licenças sem fragilizar a fiscalização ambiental, ponto que órgãos técnicos e ambientalistas costumam levantar. Caberá aos eleitores comparar os planos de cada chapa e cobrar detalhamento: quais exigências seriam cortadas, quais prazos seriam fixados e como ficaria a estrutura de fiscalização. Novos detalhes da proposta devem aparecer nas próximas sabatinas e na propaganda eleitoral, e a Tribuna RN segue acompanhando o debate econômico da campanha.
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