Álvaro Dias prega PL neutro no RN e mira força total na disputa nacional
Ex-candidato ao Governo do estado, Álvaro Dias sustenta que o PL deve ficar neutro entre Allyson e Cadu no segundo turno potiguar e voltar energia para a campanha presidencial.
Por Tribuna RN
Publicado em 06 de outubro de 2026 às 21:35 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

NATAL/RN — O ex-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias apresentou nesta terça-feira (6) a tese de que o PL potiguar deve atravessar o segundo turno estadual sem aliança formal com nenhum dos dois finalistas e direcionar a militância para a corrida ao Palácio do Planalto. A declaração foi dada em entrevista ao Blog Saulo Vale, em Natal, e deve ser levada à cúpula regional do partido, que ainda discute o posicionamento oficial para a etapa decisiva no estado.
Pela proposta defendida por Álvaro, a sigla ficaria equidistante tanto da candidatura de Allyson Bezerra, do União Brasil, quanto da postulação de Cadu Xavier, do PT, que disputam o comando do Executivo estadual. O dirigente afirma que pretende submeter o entendimento aos colegas de legenda nos próximos dias, antes de qualquer anúncio institucional.
Posição apresentada em Natal e argumentos centrais
Segundo o relato publicado pelo Blog Saulo Vale, o ex-prefeito da capital justificou a sugestão de isenção com críticas à gestão do atual prefeito de Mossoró, adversário na disputa estadual. Na avaliação pessoal externada por ele, a administração mossoroense teria desempenho insatisfatório, motivo pelo qual descartaria marchar ao lado do União Brasil nesta fase.
De acordo com a mesma entrevista, a restrição também alcançaria o palanque petista. Álvaro indicou que não vê convergência programática com o projeto liderado por Cadu Xavier no RN e, por isso, recomendaria que o PL não assumisse compromisso público com nenhuma das duas chapas ao Governo do Estado.
Os pontos defendidos por ele podem ser resumidos assim:
- Neutralidade estadual: nenhuma adesão oficial a Allyson Bezerra ou a Cadu Xavier no segundo turno para governador;
- Decisão colegiada: levar a tese à direção estadual do PL, que ainda não bateu o martelo sobre o alinhamento;
- Foco nacional: canalizar prefeitos, vereadores e cabos eleitorais para a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência;
- Crítica pontual: avaliação negativa, em caráter opinativo, sobre a gestão municipal em Mossoró, sem imputação de ilícito.
Cenário do segundo turno potiguar e peso do PL
O Rio Grande do Norte vive uma disputa inédita pelo Governo, com Allyson Bezerra e Cadu Xavier separados por margens apertadas no primeiro turno e com mapas regionais bem distintos entre a Grande Natal, o Oeste e o Seridó. Nesse tabuleiro, o comportamento do eleitorado ligado ao PL — que teve Álvaro como nome na primeira etapa — passa a ser observado com lupa por analistas e pelas duas campanhas.
Ainda segundo a entrevista, o ex-candidato avalia que dispersar energia em palanques regionais poderia enfraquecer a mobilização nacional da sigla. A orientação sugerida por ele seria concentrar comitês, lideranças do interior e redes sociais na candidatura presidencial do partido, deixando a escolha estadual a critério individual de cada filiado e simpatizante.
Procuradas por meio dos canais habituais, as direções das duas chapas ao Governo ainda não haviam se manifestado sobre a fala até a publicação desta matéria. A direção estadual do PL, conforme o próprio entrevistado, tampouco havia deliberado oficialmente, de modo que a neutralidade permanece, por enquanto, como posicionamento pessoal a ser debatido internamente.
O que acontece agora
A definição formal do PL no Rio Grande do Norte deve ocorrer após reunião da executiva estadual, que vai ponderar o apelo de Álvaro e as articulações de prefeitos e deputados com bases nos dois palanques. Até lá, a tendência é de movimentação intensa nos bastidores, com sondagens em Mossoró, na Grande Natal e no Seridó sobre transferência de votos e apoios pontuais de lideranças municipais.
Para o leitor potiguar, o recado prático é acompanhar os próximos anúncios oficiais do partido e das campanhas, além do início do horário eleitoral do segundo turno, quando alianças e palanques costumam ficar mais nítidos. A Tribuna RN seguirá atualizando o tema à medida que a legenda e os candidatos se posicionarem de forma institucional.
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