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Anvisa vê risco grave em pó emagrecedor vendido sem controle na internet

Agência alerta que tirzepatida em pó diluída em casa não tem esterilidade garantida e pode causar infecção grave; veja onde comprar com segurança.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 24 de setembro de 2026 às 00:36 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

Anvisa vê risco grave em pó emagrecedor vendido sem controle na internet
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Tribuna do Norte

NATAL/RN — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária emitiu nesta quarta-feira, dia 23, um alerta sobre anúncios em redes sociais que oferecem tirzepatida em pó para diluir e aplicar em casa. O composto é a base das chamadas canetas emagrecedoras e, segundo a agência, a versão em pó vendida online não tem registro, procedência comprovada nem garantia de esterilidade.

De acordo com a Anvisa, o produto regularizado no Brasil é comercializado em farmácias como solução injetável, a exemplo do Mounjaro, ou manipulado somente com prescrição médica e em ambiente controlado. A versão em pó anunciada na internet, ainda segundo o órgão, não passou por avaliação de qualidade, concentração ou contaminantes.

Por que diluir o pó em casa é perigoso

A agência explica que medicamento injetável precisa nascer estéril, ou seja, livre de bactérias e fungos, e ser produzido sob controle rígido. Quando a substância entra direto na corrente sanguínea, qualquer contaminação pode evoluir para infecção grave.

  • Sem origem comprovada: não há como confirmar se o frasco contém de fato o princípio ativo, em qual dose e com quais impurezas.
  • Tutoriais sem segurança: vídeos ensinam a misturar o pó com água ou outra solução e injetar em ambiente doméstico, sem cuidado sanitário.
  • Falsa sensação de limpeza: o fato de o frasco parecer lacrado e o líquido parecer límpido não elimina microrganismos invisíveis a olho nu.
  • Preparo contaminado: a manipulação na cozinha ou no banheiro aumenta o risco de introduzir bactérias na mistura.
  • Comércio na mira da polícia: segundo a Anvisa, a venda clandestina desse tipo de produto já motivou diversas operações policiais no país.

"A crença de que misturar um produto em pó com água ou outra solução e aplicá-lo com uma seringa torna essa mistura segura oferece sérios riscos à saúde, especialmente quando não existe garantia de que o produto seja estéril", informou a Anvisa em nota, reproduzida pela Agência Brasil.

Para o leitor no Rio Grande do Norte, o recado vale para compras feitas por redes sociais, grupos de mensagens e sites sem CNPJ farmacêutico identificado. Desconfie de preços muito abaixo da farmácia, de promessas de emagrecimento rápido e de perfis que não apresentam receita, bula ou responsável técnico.

Outro produto sem registro também é divulgado

No mesmo alerta, a Anvisa cita a oferta do chamado CBL-514, apresentado como redutor de gordura localizada. Segundo a agência, trata-se de um peptídeo sintético ainda em fase 2 de pesquisa clínica, sem registro e sem autorização de venda no Brasil.

Nessa etapa, de acordo com a agência, os estudos apenas começam a testar segurança e eficácia em humanos. Não há, portanto, garantia de que o benefício supere os danos.

  • O que é regular: tirzepatida injetável registrada, vendida em farmácia com receita, ou manipulada com prescrição.
  • O que é irregular: pó para diluir em casa, sem bula, sem lote rastreável e sem controle de esterilidade.
  • Onde denunciar: site da Anvisa, Vigilância Sanitária municipal e, em Natal, canais da Secretaria Municipal de Saúde.
  • Quem procurar: médico endocrinologista ou nutricionista e farmácia com responsável técnico identificado.

Ainda segundo a agência, consumidores que já adquiriram o pó não devem utilizar o material e devem buscar orientação médica em caso de reação, guardando embalagem e comprovante para denúncia.

Conclusão

O alerta reforça uma regra simples para quem vive na Grande Natal e no interior potiguar: emagrecedor injetável só com indicação médica, receita e compra em farmácia regular. Produto em pó de origem desconhecida, diluído no quarto ou na cozinha, não é alternativa mais barata — é risco de infecção, internação e prejuízo.

Até a publicação desta matéria, a Anvisa mantinha o monitoramento dos anúncios e recomendava que a população não seguisse tutoriais de aplicação caseira. Novos comunicados devem ser divulgados pelos canais oficiais da agência.

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