Flávio cita PECs para aliviar fala sobre mudar Constituição e pregar reforma
Em Brasília, senador disse que eventual reforma no Judiciário, redução da maioridade penal e ajustes tributários seriam feitos por emenda constitucional.
Por Tribuna RN
Publicado em 07 de outubro de 2026 às 18:16 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

BRASÍLIA/DF — O presidenciável do PL, senador Flávio Bolsonaro, declarou nesta quarta, 7, na capital federal, que eventuais alterações na Carta que defende tramitariam como emendas parlamentares. Conforme a versão apresentada por ele a repórteres, o pacote reuniria corte da idade penal, remodelação do Judiciário e correções pontuais no sistema de impostos. O gesto busca esfriar a polêmica aberta na véspera, quando ele falou em recorrer a uma suposta maioria legislativa para reescrever a Constituição e "redemocratizar" a nação.
Conforme o relato de quem acompanhou a entrevista, o parlamentar garantiu fidelidade à Carta vigente e disse que cada mudança obedeceria ao rito de emenda, com votação qualificada nas duas Casas. Ele repetiu ainda que dispensaria concorrer a um novo período caso conquiste o Palácio do Planalto no dia 25, quando mede forças com o atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
PECs da maioridade penal, Judiciário e tributos
No diálogo com a imprensa, o candidato destrinchou os três pilares que, na visão dele, sustentariam emendas em um possível mandato.
- Idade penal: prega baixar o marco por emenda, tese que afirma carregar há bastante tempo;
- Sistema de Justiça: diz ser preciso, em expressão dele, remodelar a máquina judicial, sem exibir o modelo pronto;
- Correção nos tributos: sustenta que trechos do novo arcabouço fiscal careceriam de reparo igualmente por emenda;
- Recondução vedada: manifestou-se a favor de encerrar a permissão de novo período seguido e afirmou ter firmado o compromisso de não tentar a sequência;
- Via parlamentar: cada ponto, na versão dele, correria pelo trâmite de emenda, longe de qualquer atalho institucional.
"Tem que haver, sim, uma reforma no Judiciário", declarou o presidenciável a repórteres na capital federal, em registro reproduzido pelo portal potiguar que cobriu a agenda.
A manifestação tenta rebater as leituras de que um bloco congressual robusto serviria para atropelar freios. O postulante classificou como conjectura qualquer interpretação fora do roteiro de emendas.
Repercussão da fala em Goiânia e apoio de União Brasil e PP
O recuo parcial desta quarta surge um dia depois do gesto de terça, 6, em Goiânia, ao lado de Ronaldo Caiado, ex-governador goiano agora alinhado ao PL. Lá, o senador vinculou um Parlamento de feição mais conservadora à oportunidade de comandar as Mesas da Câmara e do Senado e de tocar revisões na Carta. Foi ali que emergiu o vocábulo "redemocratizar".
- Palco goiano: o encontro selou a adesão de Caiado à postulação do PL na etapa final;
- Correlação de forças: a legenda fez 121 cadeiras na Câmara e 28 no Senado, mas seguirá dependente de pactos para bater o placar de emenda;
- Bloco União Progressista: depois de reunião nesta quarta, caciques do União Brasil e do PP declararam, na versão do candidato, respaldo integral à chapa;
- Republicanos no radar: o entorno do PL ainda corteja a sigla para engrossar o palanque do dia 25;
- Embate com Lula: instado sobre democracia, o senador imputou ao petista desequilibrar a relação entre Poderes, leitura que o PT rebate.
Pela apuração dos veículos que acompanharam a agenda, o candidato avaliou ainda que um triunfo petista conviveria mal com o desenho atual do Legislativo. As peças se encaixam na ofensiva para nacionalizar o enredo da governabilidade nesta reta de chegada.
Conclusão
Até o fechamento desta edição, nenhum dos textos de emenda citados havia sido apresentado como peça formal de programa, e desenho, calendário e costura congressual seguiam em aberto. Ao eleitor do RN, cabe checar a evolução das promessas nos canais oficiais das chapas e do Congresso. A contenda deve seguir agitando Natal e o interior até o dia 25, quando se encerra o segundo turno.
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