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Nova arena de Mossoró promete 15 mil lugares e entrega em 36 meses

Projeto no bairro Nova Betânia prevê estádio padrão Fifa, shopping e centro administrativo em PPP de R$215 milhões no Oeste potiguar.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 27 de setembro de 2026 às 23:35 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

Nova arena de Mossoró promete 15 mil lugares e entrega em 36 meses
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

MOSSORÓ/RN — O Oeste potiguar entrou na contagem regressiva para trocar o antigo Leonardo Nogueira por uma arena multiuso. Segundo a construtora responsável, o cronograma de 36 meses firmado com a Prefeitura de Mossoró está mantido após a fase de demolição, com limpeza do terreno e preparação da fundação como próximos passos na Avenida João da Escóssia, no bairro Nova Betânia.

O anúncio foi feito pelo diretor da Nacional Incorporadora e Construtora, Júnior Rebouças, durante encontro com a imprensa no canteiro da obra. De acordo com ele, os primeiros meses concentraram a derrubada das arquibancadas antigas e a finalização dos projetos executivos, etapa que agora abre caminho para a concretagem pesada e para os licenciamentos complementares de cada bloco.

Obra de 100 mil metros quadrados avança na Nova Betânia

A dimensão ajuda a explicar o prazo. Conforme detalhado pela empresa, a arena soma cerca de 100 mil metros quadrados de concreto armado, porte que exigiu quase dois anos e meio apenas de desenho arquitetônico. Para calibrar soluções de cobertura, drenagem, acústica e fluxo de torcedores, a equipe técnica visitou a Arena das Dunas, em Natal, e o Allianz Parque, em São Paulo.

Os pontos centrais apresentados para Mossoró são:

  • Local: Avenida João da Escóssia, bairro Nova Betânia, no terreno do antigo Nogueirão;
  • Prazo contratual: 36 meses a partir do acordo com o município, mantido após a demolição;
  • Etapa atual: limpeza da área, terraplenagem e mobilização para fundações;
  • Próximas fases: estrutura de concreto, cobertura das arquibancadas e instalações, sempre condicionadas às licenças;
  • Padrão de campo: gramado e dimensões alinhados às exigências da Fifa para partidas oficiais.

Segundo Rebouças, a pressa não vai atropelar a técnica. Ele afirmou que cada fase terá o tempo de cura, teste e vistoria necessário, porque a meta é entregar um equipamento que o torcedor reconheça como bem-acabado já no primeiro jogo.

Estrutura prevê futebol, shows, comércio e museu do esporte

O projeto vai além das quatro linhas. Para jogos, a previsão é de mais de 15 mil assentos fixos, todos cobertos. Em configuração para shows e eventos com uso do gramado, a capacidade estimada pode chegar a 45 mil pessoas, o que colocaria Mossoró na rota de grandes turnês que hoje passam longe do interior do RN.

O complexo anunciado inclui:

  • Futebol: vestiários modernos, área premium, camarotes, setor de imprensa e cabines de transmissão;
  • Memória: Museu do Esporte para contar a história de Potiguar e Baraúnas e do futebol oestano;
  • Conveniência: praça de alimentação, supermercado, shopping e centro de eventos integrados;
  • Mobilidade: estacionamento subterrâneo para aproximadamente 1,6 mil veículos;
  • Gestão pública: Centro Administrativo Municipal com mais de 7,4 mil metros quadrados, auditório, refeitório, bicicletário e geração solar.

O modelo é uma parceria público-privada com investimento global acima de R$ 215 milhões, dos quais mais de R$ 180 milhões destinados diretamente à arena. O restante sustenta o centro administrativo e as contrapartidas urbanas do entorno, segundo os números divulgados pela construtora.

A apresentação reuniu torcedores dos dois rivais da cidade. Representantes das torcidas de Potiguar e Baraúnas falaram da saudade dos domingos no Nogueirão, do cachorro-quente na saída e dos clássicos que paravam a Nova Betânia. A avaliação entre eles é que o novo espaço exigirá também organização dos clubes fora de campo para ocupar camarotes, lojas e calendário de eventos.

O que acontece agora

A partir desta etapa, o morador do Oeste deve acompanhar a movimentação de máquinas na João da Escóssia, a montagem do canteiro industrial e a chegada de laudos de sondagem e licenças por bloco. Até a publicação desta matéria, a construtora não detalhou o calendário mês a mês, mas informou que o marco de 36 meses segue como referência oficial do contrato.

Para o torcedor mossoroense, a orientação é acompanhar os comunicados da prefeitura e da empresa sobre interdições pontuais no entorno, vagas de emprego na obra e futuras consultas sobre operação da arena. Se o ritmo de fundação e estrutura se confirmar após a limpeza, a expectativa na região é ver o esqueleto das arquibancadas cobertas ganhar forma ao longo dos próximos ciclos de concretagem.

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