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Um em cada 4 eleitores não escolheu governador no RN no 1º turno

Abstenções, brancos e nulos para o governo somam 669,5 mil registros, ou 25,2% do eleitorado; ausência de 18,3% supera a de 2022 e de 2018.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 05 de outubro de 2026 às 14:56 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

Um em cada 4 eleitores não escolheu governador no RN no 1º turno
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

NATAL/RN — Um em cada quatro potiguares aptos a votar não ajudou a definir o Governo do Estado no primeiro turno, realizado no domingo (4). Somadas, as ausências às urnas e as escolhas por branco ou nulo para governador chegaram a 669.539 registros, o equivalente a 25,2% dos mais de 2,6 milhões de eleitores do Rio Grande do Norte, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizados na manhã desta segunda-feira (5).

O volume chama atenção porque a disputa pelo Executivo estadual vai ao segundo turno, marcado para 25 de outubro, entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT). Ou seja: há um contingente de quase 670 mil eleitores que pode ser disputado voto a voto nas próximas três semanas — da Grande Natal ao Oeste, do Seridó ao Mato Grande.

Os números da disputa pelo governo

O detalhamento por tipo de registro mostra que a maior fatia vem de quem sequer compareceu à seção eleitoral. Confira:

  • Abstenções: 488.493 eleitores, ou 18,3% do eleitorado apto.
  • Votos nulos: 104.522, correspondentes a 4,8% dos votos lançados para o cargo.
  • Votos em branco: 76.524, ou 3,5% dos votos para governador.
  • Total combinado: 669.539 registros, isto é, 25,2% do eleitorado.

Os percentuais têm bases distintas: a ausência é calculada sobre o total de aptos, enquanto brancos e nulos incidem sobre os votos efetivamente depositados nas urnas para o cargo. Na corrida presidencial dentro do RN, o retrato foi parecido — 488.812 ausências (18,3%), 65.943 nulos (3%) e 33.172 brancos (1,5%).

Ausência cresce na comparação com 2022 e 2018

A taxa de comparecimento piorou em relação aos dois últimos ciclos gerais. No primeiro turno de 2022, a abstenção potiguar havia sido de 18,1%; no segundo turno daquele ano — quando só havia a decisão presidencial no estado — caiu para 17%. Em 2018, a falta no primeiro turno ficou em 17,1%. Agora, os 18,3% indicam uma alta, ainda que moderada, do eleitor que deixa de votar.

O paradoxo apareceu nas seções: mesmo com mais faltas, houve relatos de espera superior a três horas em alguns locais de votação no estado neste domingo, o que sugere filas concentradas em determinados turnos e zonas eleitorais, sobretudo nos maiores colégios, como Natal, Mossoró e Parnamirim.

Branco, nulo e falta: entenda a diferença

Os três registros costumam ser confundidos, mas têm efeitos diferentes na conta final, conforme as regras da Justiça Eleitoral:

  • Abstenção: ocorre quando o eleitor apto não aparece para votar nem justifica no dia.
  • Voto em branco: é digitado de propósito na urna, ao teclar "branco" e confirmar.
  • Voto nulo: acontece quando se digita número inexistente para o cargo e se confirma.

Brancos e nulos não migram para o primeiro colocado nem para legenda alguma: eles simplesmente ficam de fora dos votos válidos, que servem de base para calcular os percentuais dos candidatos. E, ao contrário do que circula em correntes, mesmo um volume alto de nulos e brancos não anula a eleição por si só — para vencer no primeiro turno, basta ao mais votado ultrapassar metade dos válidos.

Conclusão

Com Allyson e Cadu disputando o governo no dia 25, além da decisão presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula, o segundo turno tende a mobilizar o eleitor que se ausentou ou anulou o voto na primeira rodada. A orientação da Justiça Eleitoral é conferir local de votação, levar documento oficial com foto e, em caso de impossibilidade, justificar a ausência pelos canais oficiais para evitar pendências no título. O primeiro turno já definiu os oito federais, os 24 estaduais e os dois senadores — Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT) —, de modo que outubro agora se resume a duas escolhas: quem governa o RN e quem preside o Brasil.

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