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Empresas de apostas vão ao STF e ao Congresso contra MP que proíbe bets

Setor que reúne cerca de 180 empresas questiona medida provisória de Lula, fala em insegurança jurídica e tenta reverter a proibição imediata das apostas online no país.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 27 de setembro de 2026 às 19:42 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

Empresas de apostas vão ao STF e ao Congresso contra MP que proíbe bets
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Blog do BG

NATAL/RN — As empresas de apostas online decidiram reagir de forma coordenada à medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que proíbe as bets no país. Representantes de cerca de 180 companhias regularizadas se reuniram por videoconferência na sexta-feira e definiram uma atuação em duas frentes: questionar a constitucionalidade do texto no Supremo Tribunal Federal e negociar mudanças no Congresso Nacional, segundo relato publicado pelo jornal O Globo e repercutido pelo Blog do BG.

A decisão tem efeito imediato, mas precisa ser confirmada por deputados e senadores para continuar valendo. No Rio Grande do Norte, onde clubes, emissoras, comerciantes e torcedores convivem com patrocínios e publicidade do setor, a indefinição preocupa quem depende dessa receita.

Estratégia no Supremo e queixa de prejuízo

De acordo com a apuração original, o grupo pretende apresentar recurso ao STF até terça-feira, possivelmente dentro de ações que já tramitam na Corte. O argumento central seria o de insegurança jurídica para negócios que operavam com autorização e recolheram taxas ao poder público.

  • Número de empresas: cerca de 180 companhias legalizadas participaram da articulação virtual.
  • Tese jurídica: suposta inconstitucionalidade da proibição imediata, sem prazo de transição.
  • Credenciamentos estaduais: o setor avalia sustentar que a medida federal não poderia anular autorizações concedidas pelos estados.
  • Valores pagos: as companhias citam outorgas de R$ 30 milhões com validade de cinco anos e reclamam da ausência de devolução ou compensação.
  • Ressarcimento: executivos estudam pedir indenização futura caso a vedação seja mantida.

Até a publicação desta matéria, o Supremo não havia divulgado publicamente uma decisão sobre o pedido anunciado pelo setor. O espaço segue aberto para manifestação das partes.

Congresso deve deixar decisão para depois do primeiro turno

Na segunda frente, as empresas apostam no Parlamento. Parlamentares ouvidos pelo jornal avaliam que o texto sofrerá alterações, mas a votação ficaria para depois do primeiro turno das eleições, por causa do calendário apertado e da pressão de bancadas ligadas a clubes, finanças e arrecadação estadual.

  • Efeito imediato: a medida já vale, com bloqueio de plataformas e de pagamentos.
  • Prazo constitucional: deputados e senadores precisam analisar a proposta para que ela não perca validade.
  • Pontos em disputa: transição, credenciamentos locais, tributação, publicidade no esporte e fiscalização pelo Ministério da Fazenda.
  • Impacto no RN: América, ABC e times do interior, além de arenas e programas esportivos potiguares, revisam contratos de patrocínio e mídia.

Para o torcedor da Grande Natal e do interior, a orientação é não fazer novos depósitos em plataformas bloqueadas e guardar comprovantes de saldos e apostas em aberto para eventual reclamação nos canais oficiais de defesa do consumidor.

O que muda para o bolso do potiguar

Economistas ouvidos em coberturas recentes apontam três efeitos práticos se a proibição prevalecer: redução de verba publicitária no futebol, queda na arrecadação de taxas e impostos, e migração de apostadores para sites irregulares, mais difíceis de fiscalizar. Se o Congresso flexibilizar, o cenário pode incluir regras mais duras para propaganda, limites de depósito e verificação de identidade.

Conclusão

A queda de braço entre governo, empresas e Congresso está apenas no começo e deve marcar a semana em Brasília. Até a publicação desta matéria, não havia data fechada para julgamento no STF nem para votação no plenário. Novos detalhes sobre transição, devolução de outorgas e regras para clubes devem ser divulgados pelos órgãos responsáveis. Ao leitor potiguar, vale acompanhar os comunicados oficiais e evitar repasses de valores a intermediários que prometam liberar saques de plataformas bloqueadas.

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