Gás de cozinha sobe 10% em um ano e pesa no bolso em Natal
Procon Natal encontrou botijão de até R$ 130 na capital, com média de R$ 114 após alta de 10,67% em um ano; veja onde pesquisar e como denunciar.
Por Tribuna RN
Publicado em 24 de setembro de 2026 às 18:16 • 2 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

NATAL/RN — Encher o botijão ficou mais caro para as famílias natalenses. O preço médio do gás de cozinha de 13 quilos chegou a R$ 114 na capital, após avanço de 10,67% em doze meses, segundo pesquisa do Procon Natal realizada na terça-feira (22) e divulgada pelo portal Agora RN. Um ano atrás, a média era de R$ 103 — ou seja, R$ 11 a mais por unidade.
O levantamento percorreu 30 revendas nas quatro regiões administrativas da cidade e encontrou uma distância de 36,84% entre o ponto mais barato e o mais caro: o botijão sai por R$ 95 em Lagoa Azul e chega a R$ 130 no Potengi, dois bairros da Zona Norte.
Onde o gás pesa mais no bolso
- Maior média: Zona Sul, com R$ 121 por botijão.
- Na sequência: Zona Oeste, com R$ 114, igual à média da capital.
- Zona Norte: média de R$ 110 — mas abriga os dois extremos, do R$ 95 ao R$ 130.
- Zona Leste: média de R$ 111, única região com recuo, após marcar R$ 112 no levantamento anterior.
- Diferença recorde: R$ 35 separam o menor e o maior preço encontrados na cidade.
Para o consumidor, a lição é direta: comparar revendas — inclusive dentro do mesmo bairro — pode render economia relevante no fim do mês.
Por que o preço subiu
De acordo com o Núcleo de Pesquisa do Procon Natal, esta foi a segunda alta identificada em 2026. Em abril, a média já havia passado a R$ 112, com avanço de 1,78%. O órgão associa a movimentação recente a convenções coletivas, negociações salariais e reajustes nos custos anuais das distribuidoras, repassados ao varejo.
O comportamento confirma um ano de pressão sobre o orçamento doméstico na Grande Natal: além do gás, outros itens de consumo e serviços têm exigido malabarismo das famílias, sobretudo as de menor renda, para quem o botijão representa fatia expressiva do custo mensal da casa.
Como pagar menos e reclamar
- Pesquise antes de pedir: compare valores em mais de uma revenda e pergunte sobre taxas de entrega.
- Confira pagamento e entrega: os preços podem mudar conforme a forma de pagamento, e a taxa de entrega precisa ser informada com clareza.
- Consulte a pesquisa completa: a lista dos 30 pontos visitados está disponível no site oficial do Procon Natal.
- Denuncie abusos: atendimento na Rua Ulisses Caldas, 181, na Cidade Alta, ou pelo WhatsApp (84) 3232-6189 — com a nota fiscal em mãos.
Segundo o órgão, a pesquisa prévia é a principal arma do consumidor, já que a diferença entre revendas chega a dezenas de reais pelo mesmo produto.
Conclusão
O gás mais caro comprime a renda das famílias natalenses e reforça a necessidade de pesquisa e planejamento. Com média de R$ 114 e picos de R$ 130, o botijão exige comparação entre revendas e atenção às condições de entrega. O Procon Natal segue monitorando o mercado, e novos levantamentos devem mostrar se a trajetória de alta perde fôlego nos próximos meses.
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