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Brasil conquista dois bronzes e fecha Mundiais paralímpicos com 14 pódios

Seleções de judô por equipes e de triatlo no revezamento garantiram bronze neste domingo na Geórgia e na Espanha e colocaram o país no topo do quadro de medalhas.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 27 de setembro de 2026 às 19:42 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

Brasil conquista dois bronzes e fecha Mundiais paralímpicos com 14 pódios
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

NATAL/RN — O esporte paralímpico brasileiro fechou o domingo com mais dois motivos para comemorar. As seleções de judô, em disputa na Geórgia, e de triatlo, em prova na Espanha, alcançaram o terceiro lugar em competições por equipes e ampliaram a coleção nacional de medalhas em Mundiais da temporada, segundo apuração divulgada pelo portal Agora RN a partir de informações da Agência Brasil.

O resultado confirma a regularidade do país entre as potências da modalidade e serve de inspiração para paratletas potiguares que treinam em Natal, Mossoró e Caicó em busca de espaço em seleções de base e em competições escolares e universitárias.

Judô por equipes garante dois bronzes na Geórgia

Na cidade de Tbilisi, a disputa por equipes reuniu os principais países do judô paralímpico. O Brasil subiu ao pódio nas duas chaves em jogo, com campanhas consistentes do primeiro ao último confronto.

  • Equipe feminina: formada por Rebeca Silva, Meg Emmerich, Larissa Silva e Brenda Freitas, superou o Cazaquistão por 4 a 1 e ficou com o bronze. O ouro foi para a China e a prata para o time de atletas neutros.
  • Equipe masculina: empatou por 3 a 3 com a França e venceu no desempate, com triunfo decisivo de Deyverson de Souza. Também integraram o grupo Arthur Silva, Denis Rosa, Felipe Amorim e Thiego Marques. A Geórgia conquistou o ouro em casa e os atletas neutros levaram a prata.
  • Quadro geral: com os pódios deste domingo, a delegação nacional encerrou o torneio na segunda colocação, somando 12 medalhas — três de ouro, cinco de prata e quatro de bronze. A China terminou na liderança, com nove medalhas no total, sendo quatro douradas.

De acordo com a comissão técnica citada na cobertura original, o formato por equipes exige estratégia diferente das chaves individuais, com alternância de categorias e leitura rápida do adversário a cada luta.

Revezamento do triatlo fecha participação com bronze na Espanha

Em Pontevedra, o Mundial de triatlo paralímpico também terminou com festa verde e amarela. Na prova de revezamento, o trio nacional completou o percurso na terceira posição, atrás dos Estados Unidos, que ficaram com o ouro, e da Austrália, que levou a prata.

  • Time do bronze: Jéssica Ferreira, da classe PTWC, destinada a cadeirantes, Ruiter Silva, da classe PTS5, e Erica Rodrigues, também da PTS5.
  • Segundo pódio na semana: Erica já havia conquistado a prata na sexta-feira na prova individual da classe PTS5, voltada a atletas com deficiências físico-motoras e paralisia cerebral.
  • Cenário da prova: o revezamento mistura classes e exige transições rápidas entre natação, ciclismo e corrida, o que valoriza a regularidade do grupo em vez do brilho isolado de um nome.

Para o torcedor potiguar, o triatlo tem apelo direto: Natal e o litoral do RN recebem provas de rua e de águas abertas ao longo do ano, e o crescimento do paradesporto abre caminho para novos projetos de inclusão nas escolas e nos clubes da Grande Natal.

O que o resultado representa para o RN

A campanha brasileira nos dois Mundiais reforça três pontos importantes para quem acompanha o esporte no Rio Grande do Norte. Primeiro, mostra que o investimento contínuo em categorias de base e em estrutura de treinamento dá retorno em pódio. Segundo, amplia a visibilidade de modalidades que ainda disputam espaço com o futebol na preferência do público. Terceiro, estimula gestores municipais e entidades esportivas a manter calendários acessíveis, com rampas, piso tátil, transporte adaptado e arbitragem capacitada.

Conclusão

O domingo de bronzes na Geórgia e na Espanha consolida o Brasil entre as forças do paradesporto mundial e deixa um recado positivo para o Rio Grande do Norte: com apoio, treino e competições regulares, atletas com deficiência podem ir do projeto social no bairro ao pódio internacional. Até a publicação desta matéria, as federações ainda divulgariam o calendário detalhado das próximas convocações. Novos detalhes sobre bolsas, seletivas e etapas nacionais devem ser anunciados pelos órgãos responsáveis nos próximos dias.

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