Comer em Natal pesa mais: cesta chega a R$ 461 e batata dispara 25% em setembro
Levantamento do Procon Natal mostra cesta a R$ 461,01 em setembro, com 60% dos itens em alta e Zona Leste com o maior preço médio entre as regiões da capital.
Por Tribuna RN
Publicado em 08 de outubro de 2026 às 15:16 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Novo Notícias)

NATAL/RN — Encher o carrinho ficou mais caro para quem vive na capital potiguar. O conjunto de mantimentos encareceu 1,14% no nono mês do ano e atingiu a média de R$ 461,01, conforme apuração do núcleo de estudos do órgão municipal de defesa do consumidor. O trabalho monitorou quatro dezenas de mercadorias nos pontos de venda da cidade e flagrou elevação em duas dúzias delas, ou seis em cada dez itens da relação. O destaque negativo ficou com as bancas de frutas e hortaliças, em escalada de 5,73%, empurrando a despesa doméstica para cima.
O resultado confirma a percepção de quem faz feira nos bairros: batata, tomate e cebola pesaram no bolso, enquanto itens de limpeza e mercearia também registraram ajustes. Para as famílias da Grande Natal, a pesquisa serve como termômetro na hora de comparar preços entre zonas e planejar as compras do mês.
Hortifrúti puxa a alta e batata lidera com salto de 25%
Conforme o órgão municipal, o segmento de frutas, legumes e verduras concentrou as oscilações mais fortes do mês. O tubérculo mais popular na mesa potiguar disparou 25,62%, com o fruto vermelho de salada logo atrás, em elevação de 23,13%, e o bulbo branco de cozinha em acréscimo de 10,83%.
- Batata comum: alta de 25,62%, a maior entre os 40 itens monitorados.
- Tomate: aumento de 23,13% no mês, pressionando saladas e molhos.
- Cebola branca: elevação de 10,83% nas gôndolas pesquisadas.
- Grupo hortifrúti: avanço médio de 5,73%, o mais forte entre os segmentos.
- Panorama geral: 24 produtos mais caros em 40 acompanhados pelo órgão.
Outros segmentos também avançaram, porém em compasso mais brando. Os artigos de asseio doméstico e cuidado pessoal ficaram 1,12% mais salgados, puxados pelo pó de lavar roupas, em acréscimo de 5,76%, e pelo creme de dentes, em elevação de 2,68%. Entre os secos e molhados, o acréscimo médio chegou a 0,63%, com o arroz de grão longo 3,37% mais custoso e o adoçante cristalizado 2,82% acima do ciclo anterior. No setor de proteínas, a oscilação foi de 0,27%, com a ave de corte em elevação de 3,53% e a dúzia de ovos 2,58% mais cara.
Segundo o Núcleo de Pesquisa do Procon Natal, a coleta considera preços praticados em estabelecimentos das quatro zonas administrativas da capital.
Preço muda conforme a zona e varia a cada semana
O levantamento mostra que o endereço da compra faz diferença no total da nota. A Zona Leste registrou a média mais elevada em setembro, de R$ 491,71, com acréscimo de R$ 6,42 em relação ao mês anterior. A Zona Oeste teve a maior elevação entre as regiões, com acréscimo de R$ 12,11 no valor médio.
- Zona Leste: média de R$ 491,71, a mais cara da capital, com alta de R$ 6,42.
- Zona Oeste: maior aumento mensal, de R$ 12,11 no preço médio.
- Zona Norte: única com recuo, média de R$ 459,68, com redução de R$ 0,28.
- Zona Sul: média de R$ 454,78, a menor entre as quatro regiões.
- Oscilação semanal: a cesta passou de R$ 463,18 na primeira semana para R$ 457,65 na segunda, voltou a R$ 462,03 na terceira e fechou a quarta em R$ 459,54.
Para quem mora na Zona Norte de Natal ou circula entre Pajuçara, Potengi e Nossa Senhora da Apresentação, a pequena queda representa um alívio pontual. Já quem compra na Zona Leste, entre Alecrim, Tirol e Petrópolis, precisa redobrar a pesquisa para não estourar o orçamento.
Como economizar na feira e no supermercado
Diante da escalada do hortifrúti, a recomendação do Procon Natal é simples: pesquisar antes de comprar, acompanhar encartes e aproveitar os dias de oferta. Trocar a feira do fim de semana pelo dia de promoção do supermercado pode render economia relevante no fim do mês.
- Compare por zona: os mesmos itens variam dezenas de reais entre Leste, Oeste, Norte e Sul.
- Aproveite o dia da feira: hortifrúti costuma ter desconto em dias específicos da semana.
- Monte a lista antes de sair: priorize o que acabou e evite compras por impulso.
- Fique de olho no atacarejo: arroz, açúcar e limpeza saem mais baratos em embalagens maiores.
- Confira o peso na etiqueta: hortifrúti e açougue exigem atenção ao preço por quilo.
A orientação também vale para moradores de Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Extremoz, que costumam fazer compras em Natal e podem usar a média da capital como referência para pechinchar na Grande Natal.
Conclusão
A cesta básica mais cara em setembro reforça um cenário de pressão sobre o orçamento das famílias natalenses, com o hortifrúti ditando o ritmo dos reajustes. A diferença de preços entre as zonas mostra que pesquisar continua sendo a principal ferramenta de defesa do consumidor. Novos levantamentos do Procon Natal devem detalhar o comportamento dos preços nos próximos meses, e a expectativa é que a variação do clima e da oferta ajude a aliviar a conta da feira. Até lá, planejamento e comparação seguem como aliados de quem precisa alimentar a casa sem descuidar do bolso.
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