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Depois da bariátrica, cirurgia reparadora devolve autoestima, mostra estudo

Pesquisa com 44 pacientes indica ganhos em saúde mental, vitalidade e convívio social três meses após retirar o excesso de pele; entenda quando o procedimento é indicado.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 24 de setembro de 2026 às 23:37 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

Depois da bariátrica, cirurgia reparadora devolve autoestima, mostra estudo
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

NATAL/RN — Emagrecer dezenas de quilos transforma o corpo, o guarda-roupa e a rotina — mas um incômodo costuma permanecer no espelho: as sobras de pele. Segundo o portal Agora RN, um levantamento científico divulgado em agosto de 2026 mostra que a operação que remove esse excedente vai além da estética e melhora indicadores de bem-estar. O trabalho ouviu pessoas submetidas ao procedimento reparador após grande eliminação de peso e registrou avanços já nos primeiros meses.

O tema interessa de perto aos potiguares que enfrentaram a balança com cirurgia bariátrica ou reeducação alimentar e hoje convivem com flacidez na barriga, nos braços, nas coxas ou nos seios. Para esses pacientes, a etapa seguinte do tratamento pode ser justamente o contorno do corpo — desde que exista avaliação médica individual.

O que a pesquisa acompanhou

De acordo com o portal, o estudo saiu na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica e analisou 44 pessoas atendidas no Hospital Estadual de Sapopemba, em São Paulo. A equipe mediu a situação dos voluntários antes da intervenção e repetiu a checagem trimestral depois da alta. Os achados principais foram:

  • Cinco áreas em evolução: capacidade de realizar tarefas do dia a dia, percepção geral do estado de saúde, disposição, vida social e equilíbrio emocional progrediram no período.
  • Confiança recuperada: 95,4% dos entrevistados relataram melhora na relação com a própria aparência após a retirada do excedente cutâneo.
  • Janela de observação: os ganhos apareceram na comparação entre o pré-operatório e os três meses seguintes ao procedimento.
  • Público avaliado: adultos que haviam passado por perda ponderal expressiva e apresentavam pele residual em várias regiões do corpo.

O cirurgião plástico Marco Dallegrave, ouvido na reportagem, resume o dilema de quem emagrece muito: “O paciente perde peso, muda hábitos e conquista novas medidas, mas pode continuar convivendo com excesso de pele, flacidez ou regiões que não acompanharam essa transformação”. E completa: “A cirurgia permite tratar justamente esses pontos”.

Meta-análise confirma o efeito em milhares de casos

Um segundo levantamento, de fôlego bem maior, aponta na mesma direção. Conforme o Agora RN, uma revisão publicada em 2026 no periódico Plastic and Reconstructive Surgery reuniu 15 investigações e 7.339 participantes. Na comparação entre quem fez apenas a bariátrica e quem somou a ela o remodelamento corporal, o segundo grupo saiu na frente em imagem corporal e nos desempenhos físico, psicológico, social e sexual.

Na prática, explicam os especialistas, eliminar a pele que sobrou faz a roupa vestir melhor e torna visível uma mudança que o emagrecimento sozinho nem sempre revela. "Voltar a usar uma roupa que estava guardada, sentir vontade de aparecer em uma fotografia ou simplesmente gostar mais do que vê no espelho são mudanças que têm peso na vida do paciente", afirma Dallegrave.

O conjunto de técnicas que atua nessas áreas — abdômen, braços, coxas e mamas — atende pelo nome de contorno corporal. O objetivo, segundo o médico, deve respeitar as particularidades de cada organismo: “A cirurgia plástica também pode representar o momento em que a pessoa reconhece tudo o que conquistou e decide cuidar daquilo que ainda a incomoda”, diz ele. “O objetivo é buscar um resultado proporcional, natural e coerente com o novo corpo.”

O que acontece agora

Para o leitor do RN que passou por grande perda de peso, o recado dos estudos é procurar uma avaliação especializada antes de qualquer decisão — seja na rede pública, seja na rede particular. Até a publicação desta matéria, os trabalhos indicam benefícios consistentes, mas cada caso exige checagem de peso estabilizado, condições clínicas e expectativas realistas. A orientação é conversar com a equipe que acompanha o pós-bariátrica e tirar dúvidas sobre indicações, riscos e tempo de recuperação. Novos levantamentos devem aprofundar o acompanhamento desses pacientes em prazos mais longos.

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