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CNJ barra R$ 2 bilhões em precatórios e atende pedido da AGU

Decisão da Corregedoria Nacional de Justiça suspendeu R$ 2 bilhões em precatórios apontados como irregulares contra a União após pedido da Advocacia-Geral da União.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 28 de setembro de 2026 às 22:15 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Novo Notícias)

CNJ barra R$ 2 bilhões em precatórios e atende pedido da AGU
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Novo Notícias

BRASÍLIA/DF — A Corregedoria Nacional de Justiça mandou suspender o pagamento de R$ 2 bilhões em precatórios direcionados à União após identificar indícios de emissão fora das regras. O ato foi assinado nesta segunda-feira, dia 28, pelo corregedor nacional, ministro Benedito Gonçalves, segundo o Conselho Nacional de Justiça. A providência responde a uma representação da Advocacia-Geral da União, que apontou falhas na formação dos títulos e risco de prejuízo ao Tesouro.

De acordo com o CNJ, as quantias já se encontravam reservadas para liberação quando ocorreu a intervenção. Com a ordem, os valores ficam bloqueados até a conclusão da apuração. Para o leitor potiguar, o tema interessa de perto: cada bilhão preservado no caixa federal ajuda a manter repasses que sustentam saúde, educação e obras nos municípios do Rio Grande do Norte, da Grande Natal ao interior.

O que foi suspenso e onde o dinheiro estava

Segundo o Conselho, a apuração trata de requisições de pagamento expedidas contra o poder público federal em montante somado de dois bilhões de reais. Ainda de acordo com o órgão, o numerário estava depositado em contas vinculadas à Justiça à espera de destinação aos supostos beneficiários.

  • Valor bloqueado: R$ 2 bilhões em precatórios com indícios de irregularidade.
  • Quem determinou: Corregedoria Nacional de Justiça, por ato do ministro Benedito Gonçalves.
  • Quem provocou: Advocacia-Geral da União, autora do pedido de contenção.
  • Situação atual: quantias retidas e sem liberação até nova ordem.
  • Alcance: títulos emitidos contra a União, com efeito direto no Orçamento federal.

A Advocacia-Geral sustentou, conforme divulgado pelo CNJ, que os documentos apresentavam vícios capazes de comprometer a validade da cobrança. O corregedor acolheu os argumentos e determinou a paralisação imediata dos desembolsos.

Por que o pagamento travou e qual o caminho da apuração

Precatórios são dívidas do poder público reconhecidas por decisão judicial definitiva. O rito prevê inscrição, conferência e fila de quitação. Quando surge suspeita de fraude, duplicidade ou cálculo inflado, a corregedoria pode congelar o fluxo para revisar cada processo.

  • Chegagem de origem: confirmar se existe ação transitada em julgado dando suporte ao crédito.
  • Conferência de valores: revisar memórias de cálculo, juros e correções aplicadas.
  • Titularidade: verificar quem realmente figura como credor e se houve cessão do direito.
  • Regularidade processual: avaliar competência do juízo emissor e cumprimento das normas do CNJ.
  • Destino dos recursos: manter o montante reservado enquanto durar a auditoria.

De acordo com especialistas em finanças públicas ouvidos habitualmente em casos do gênero, esse tipo de freio evita que o contribuinte arque com cobranças infladas. No Rio Grande do Norte, onde prefeituras dependem de transferências da União para fechar as contas do mês, a preservação de receitas federais tem reflexo prático em programas, convênios e emendas que chegam à ponta.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração da Corregedoria Nacional de Justiça. Até a publicação desta matéria, permanecem suspensas as liberações ligadas aos títulos questionados, sem prazo anunciado para desfecho. Novos detalhes devem ser divulgados pelos órgãos responsáveis, incluindo eventual confirmação, anulação definitiva ou regularização parcial dos créditos.

A orientação para credores legítimos da União é acompanhar os comunicados oficiais do CNJ e da AGU e manter a documentação atualizada junto aos advogados constituídos. A medida passa a valer de imediato e deve impactar a programação de desembolsos federais nos próximos dias, com atenção redobrada de gestores no Rio Grande do Norte ao planejar receitas e despesas.

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