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Potigás entra em debate após pagamentos de campanha citados em 2022

Levantamento aponta repasses da campanha de 2022 a dirigentes da Potigás e reacende debate sobre regras da Lei das Estatais no Rio Grande do Norte.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 25 de setembro de 2026 às 16:17 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

Potigás entra em debate após pagamentos de campanha citados em 2022
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Blog do BG

NATAL/RN — O comando da Companhia Potiguar de Gás, a Potigás, voltou ao centro do debate político no Rio Grande do Norte nesta sexta-feira, 25, após a divulgação de um levantamento sobre repasses feitos pela campanha a deputada federal de Samanda Alves, do PT, em 2022, a duas profissionais que ocupariam cargos na estatal. Segundo o apurado pelo Blog do BG, os registros oficiais da Justiça Eleitoral indicam pagamentos com recursos do Fundo Eleitoral e ligações funcionais que agora motivam questionamentos sobre o cumprimento da Lei das Estatais.

De acordo com a publicação, Marina Melo Alves Siqueira teria recebido R$ 36 mil em setembro de 2022, quando aparecia na prestação de contas como responsável pela administração financeira da candidatura. No mesmo período, conforme os documentos citados, ela já exercia a presidência da companhia distribuidora de gás, para a qual havia sido indicada em maio daquele ano. A recondução dela ao cargo ocorreu em novembro de 2025, por indicação do Governo do Estado, acionista da empresa.

O ponto central da discussão no RN

O debate gira em torno do prazo de quarentena previsto na legislação federal para dirigentes de empresas públicas. Pela regra mencionada na apuração, não poderia assumir diretoria quem tivesse atuado, nos 36 meses anteriores, na organização ou execução de campanha eleitoral. O levantamento sustenta que:

  • Pagamento registrado: repasse de R$ 36 mil em 9 de setembro de 2022, com verba do Fundo Eleitoral, em nome da campanha;
  • Função declarada: atuação ligada à gestão financeira da candidatura, conforme a prestação de contas;
  • Cargo simultâneo: exercício da presidência da Potigás no mesmo mês, segundo a folha funcional citada;
  • Intervalo calculado: cerca de 38 meses entre o repasse de setembro de 2022 e a recondução de novembro de 2025;
  • Marco final da campanha: entrega da prestação de contas definitiva em 30 de novembro de 2022, em intervalo inferior a 36 meses da recondução.

Até a publicação desta matéria, não havia decisão judicial definitiva sobre irregularidade na nomeação. A Tribuna RN trata os dados como questionamentos levantados a partir de registros públicos, que ainda dependem de análise dos órgãos de controle e do comitê de elegibilidade da estatal.

Outro nome citado e os valores envolvidos

A apuração também menciona a trajetória de Laíssa da Costa Ferreira. Segundo o Blog do BG, a empresa dela teria recebido R$ 100 mil da mesma campanha de 2022, na época em que ela ocupava uma subsecretaria no Gabinete Civil do Governo do Estado. Em fevereiro de 2023, ainda de acordo com o levantamento, ela deixou o cargo no Executivo e passou a responder pela gerência de comunicação da Potigás, então presidida por Marina.

O texto cita ainda dois repasses posteriores ligados à mesma rede política:

  • R$ 87 mil pagos por meio da cota parlamentar de Samanda na Câmara Municipal de Natal à empresa de Laíssa;
  • R$ 150 mil contratados para a campanha ao Senado da parlamentar, também envolvendo a mesma empresa.

Os valores foram apresentados pelo veículo de origem a partir de registros de campanha e de atividade parlamentar. A reportagem não afirma desvio de recursos, mas questiona critérios de contratação, eventual acúmulo de funções e o processo de avaliação interna da estatal.

O que acontece agora

O caso segue como apuração jornalística, sem conclusão definitiva dos órgãos fiscalizadores até o fechamento desta edição. Em situações desse tipo, cabe ao comitê de elegibilidade da companhia, à controladoria e, se provocado, ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas avaliar se houve descumprimento da Lei das Estatais e se os serviços pagos pela campanha foram efetivamente prestados, em quais condições e fora do expediente público.

A orientação para o leitor potiguar é acompanhar os próximos posicionamentos oficiais da Potigás, do Governo do Estado e das citadas. A Tribuna RN mantém o acompanhamento do tema e vai atualizar o caso assim que houver nota técnica, parecer do comitê ou manifestação formal das partes envolvidas.

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O Tribuna RN preza pela apuração precisa, imparcialidade e respeito aos cidadãos potiguares. Nossas reportagens seguem rigorosos critérios éticos e jornalísticos. Sugestões e esclarecimentos podem ser encaminhados diretamente aos canais de contato da nossa redação.

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