Congresso é reprovado por 37% e só 18% aprovam, mostra Datafolha
Levantamento ouviu 2 mil eleitores em 125 cidades e revela desgaste do Legislativo a uma semana do primeiro turno; Nordeste tem rejeição menor.
Por Tribuna RN
Publicado em 27 de setembro de 2026 às 19:26 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

NATAL/RN — O Congresso Nacional chega à semana decisiva do primeiro turno sob forte desconfiança do eleitorado. Pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 26, aponta que 37% dos brasileiros classificam a atuação de deputados federais e senadores como ruim ou péssima. Outros 40% definem o trabalho como regular, enquanto apenas 18% o consideram ótimo ou bom. Os que não souberam responder somam 6%, de acordo com os dados repercutidos por portal potiguar neste domingo, 27.
O retrato ajuda a entender o humor do país a sete dias das urnas. Com campanhas para Planalto, governos, Senado e Câmara em curso, a imagem do Legislativo costuma contaminar a avaliação de incumbentes e influenciar o voto em parlamentares que tentam a reeleição no Rio Grande do Norte e nos demais estados.
Quem reprova mais e onde a crítica pesa menos
O detalhamento por perfil revela diferenças claras entre grupos sociais e regiões, sempre segundo o instituto:
- Por afinidade política: entre os que declaram voto em Lula (PT), 22% avaliam o Congresso de forma positiva; entre os que declaram apoio a Flávio Bolsonaro (PL), o índice cai para 15%;
- Por sexo e renda: a condenação é mais intensa entre homens, com 43% de ruim ou péssimo, e entre famílias que recebem acima de cinco salários mínimos, onde o índice chega a 51%. Na faixa de até dois salários, a reprovação recua para 30%;
- Por região: o Sudeste lidera a crítica, com 41% de avaliação negativa, seguido por Centro-Oeste e Norte somados, com 38%, Sul com 36% e Nordeste com 32%, o menor patamar entre as regiões;
- Leitura para o RN: inserido no Nordeste, o eleitorado potiguar aparece no bloco menos hostil ao Legislativo, o que pode abrir espaço para campanhas de deputados e senadores explorarem entregas regionais, como emendas, obras hídricas e ações na saúde.
Para analistas, a predominância do conceito regular, com 40%, indica um contingente expressivo que não condena totalmente o Parlamento, mas também não o chancela. É exatamente esse eleitor intermediário que as chapas tentam converter na última semana com discursos sobre renovação, experiência e capacidade de articulação em Brasília.
Como a pesquisa foi feita
A credibilidade de qualquer sondagem depende da metodologia, e neste caso os parâmetros foram divulgados de forma transparente pelo instituto, conforme a cobertura original:
- Amostra: 2.002 eleitores entrevistados em 125 municípios de todas as regiões do país;
- Período: coleta realizada entre 22 e 23 de setembro de 2026;
- Margem: dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%;
- Registro: protocolo BR-00304/2026 no Tribunal Superior Eleitoral, exigido para divulgação em período eleitoral;
- Financiamento: custo de R$ 307.641,60 bancado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo.
Essas informações permitem checagem pública e são o padrão exigido para sondagens eleitorais no Brasil. O eleitor que quiser comparar séries históricas pode consultar o acervo do instituto e observar a evolução da imagem do Congresso ao longo da legislatura.
Conclusão
O levantamento confirma que o Legislativo entra na reta final sob julgamento severo, mas sem rejeição monolítica. A fatia de 40% que avalia como regular mantém o jogo aberto para candidatos ao Senado e à Câmara que souberem apresentar resultados concretos para o Nordeste e para o RN, de melhorias em estradas federais a investimentos em universidades, hospitais e segurança hídrica.
Até a publicação desta matéria, novas rodadas sobre avaliação de instituições não haviam sido anunciadas. A orientação ao eleitor potiguar é acompanhar os registros no TSE, diferenciar pesquisa estimulada de enquetes de internet sem valor estatístico e pesar, além da imagem do Congresso como um todo, o histórico individual de cada parlamentar que pede voto no estado.
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