Reprovação ao STF chega a 47% e bate recorde desde 2019
Levantamento Datafolha divulgado neste sábado mostra rejeição recorde ao Supremo, divisão entre eleitorados de Lula e Flávio e apoio majoritário a um código de ética para ministros.
Por Tribuna RN
Publicado em 26 de setembro de 2026 às 23:20 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

BRASÍLIA/DF — Quase metade dos brasileiros desaprova o desempenho dos ministros do Supremo Tribunal Federal, segundo levantamento do instituto Datafolha divulgado neste sábado (26). O patamar de avaliação negativa atingiu 47%, o mais alto desde o começo da série histórica, em 2019, e coloca a Corte no centro do debate político às vésperas da eleição.
De acordo com o instituto, outros 31% dos entrevistados classificam a atuação como intermediária, enquanto 18% a consideram positiva e 4% não opinaram. O resultado amplia a pressão sobre o Judiciário e alimenta a discussão sobre regras de conduta para os magistrados da cúpula.
Raio-x dos números e divisão por eleitorado
O levantamento detalha um país dividido quando o recorte é o voto declarado para a Presidência. A leitura dos dados ajuda a entender como a imagem do Tribunal varia conforme a preferência eleitoral:
- Rejeição geral no pico: 47% atribuem conceito negativo ao trabalho dos ministros, o maior percentual apurado pelo Datafolha em sete anos de acompanhamento.
- Avaliação intermediária estável: 31% enxergam o desempenho como mediano, sem aprovação nem reprovação enfática.
- Aprovação restrita: somente 18% avaliam a Corte de forma positiva, enquanto 4% preferiram não responder.
- Entre apoiadores de Lula: 32% aprovam os magistrados e 24% os desaprovam, quadro mais equilibrado, segundo o instituto.
- Entre apoiadores de Flávio Bolsonaro: a desaprovação dispara a 69%, com apenas 6% de aprovação, revela a sondagem.
Para o leitor potiguar, o dado interessa de perto: a disputa presidencial move a campanha no Rio Grande do Norte, do Alto Oeste ao Seridó, da Grande Natal ao Vale do Açu, e a percepção sobre o Supremo costuma aparecer nos debates sobre regras eleitorais, direitos de resposta e propaganda na televisão e no rádio.
Código de ética e como a pesquisa foi feita
Outro ponto medido pelo Datafolha foi a proposta de um regramento de conduta para os integrantes da Corte, ideia encampada pelo presidente do Tribunal, ministro Edson Fachin. Conforme a sondagem, 45% dos entrevistados se dizem favoráveis à adoção de um código de ética, enquanto 33% se manifestam contra a iniciativa.
A metodologia, segundo o instituto, seguiu o padrão das sondagens nacionais:
- Amostra e período: 2.002 eleitores ouvidos entre terça (22) e quarta (23), em abordagem presencial em locais de grande circulação.
- Encomenda e margem: o estudo foi contratado pelos jornais Folha e Globo, com oscilação máxima estimada de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
- Confiança e registro: o grau de confiança informado é de 95%, e o protocolo está inscrito no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00304/2026.
O que acontece agora
O índice recorde tende a manter o Supremo sob escrutínio nas próximas semanas, com desdobramentos na agenda do Congresso, na corrida presidencial e nas campanhas estaduais, inclusive no Rio Grande do Norte. Até a publicação desta matéria, não havia anúncio de nova rodada do levantamento. Novos detalhes sobre metodologia e estratos da amostra devem ser consultados nos canais oficiais do Datafolha e no sistema de registro do TSE, e o eleitor potiguar deve acompanhar os próximos capítulos com atenção às fontes primárias.
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