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Allyson lidera gastos e Álvaro tem maior receita na disputa pelo Governo do RN

Dados do TSE mostram Allyson Bezerra com R$ 6,67 milhões em despesas contratadas e Álvaro Dias com R$ 5,02 milhões arrecadados na reta final da campanha ao Governo do Estado.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 19:35 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (G1 RN)

Allyson lidera gastos e Álvaro tem maior receita na disputa pelo Governo do RN
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / G1 RN

NATAL/RN — A corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte chega à reta final com caixas bem diferentes. Levantamento do G1 RN com base nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que as despesas contratadas pelas quatro principais candidaturas variam de R$ 44,9 mil a R$ 6,67 milhões. O prefeito de Mossoró licenciado Allyson Bezerra (União Brasil) concentra o maior volume de contratações, enquanto o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL) apresenta a maior arrecadação declarada até agora.

Os números se referem às atualizações prestadas entre 17 e 28 de setembro e não retratam necessariamente o mesmo instante financeiro de cada campanha, segundo ressalva do próprio levantamento. Disputam o Palácio Potengi, além de Allyson e Álvaro, o deputado Cadu de Lula (PT) e o professor Robério Paulino (PSOL). A cinco dias do primeiro turno, o dinheiro contratado dá a medida do tamanho das estruturas que cada chapa colocou nas ruas do estado.

Quanto cada candidatura movimentou

Confira o retrato financeiro declarado por cada campanha, de acordo com os dados do TSE compilados pelo G1 RN:

  • Allyson Bezerra (União Brasil) — contratou R$ 6,67 milhões em despesas e declarou R$ 4,65 milhões em receitas, dos quais R$ 4,05 milhões vieram da direção nacional do partido.
  • Álvaro Dias (PL) — arrecadou R$ 5,02 milhões, quase integralmente repassados pela direção nacional do PL, e concentrou os gastos em serviços de terceiros e material impresso.
  • Cadu de Lula (PT) — declarou R$ 1,38 milhão em receitas e R$ 2,91 milhões em despesas contratadas, com recursos vindos majoritariamente das direções nacionais do PT e do PSB.
  • Robério Paulino (PSOL) — apresentou a estrutura mais enxuta, com R$ 101,2 mil em receitas e R$ 44,9 mil em despesas contratadas.

No detalhamento, a campanha de Allyson destinou as maiores fatias a serviços prestados por terceiros (R$ 3,49 milhões), mobilização de rua (R$ 902,2 mil), advocacia (R$ 670 mil) e impressos (R$ 658,2 mil). A de Álvaro Dias aplicou R$ 3,69 milhões em serviços de terceiros, além de impressos, advocacia e adesivos. Cadu investiu com força em produção de rádio e TV (R$ 500 mil) e locação de veículos (R$ 398,2 mil). Robério concentrou os poucos recursos em serviços de terceiros e militância.

Contratado não é o mesmo que pago

Um ponto técnico exige atenção do eleitor, segundo alerta do Tribunal Regional Eleitoral do RN (TRE-RN): despesa contratada não significa despesa paga. A campanha pode firmar um contrato hoje e quitar a fatura semanas depois. Por isso, o valor contratado costuma superar o dinheiro que efetivamente já saiu do caixa — cenário verificado nas campanhas de Allyson, Álvaro e Cadu.

O TSE mantém dois painéis paralelos: o de contratações ao longo da campanha e o de prestações de contas, que seguem atualizadas até a entrega final. Para o primeiro turno de 2026, o prazo de apresentação das contas definitivas termina em 3 de novembro. Havendo segundo turno, o limite passa para 14 de novembro. É nessa prestação final que a Justiça Eleitoral confere cada nota, cada doador e cada fornecedor.

De onde vem o dinheiro

O levantamento escancara a dependência das candidaturas em relação aos fundos partidários nacionais. Na campanha de Allyson, 87,15% da receita vieram da direção nacional do União Brasil. Na de Álvaro, o PL nacional respondeu por 99,63% do total arrecadado. Cadu recebeu a maior parte do PT nacional, com reforço do PSB nacional e doação do deputado federal Fernando Mineiro. Robério teve 88,93% das receitas originadas da direção nacional do PSOL, mais R$ 11 mil de recursos próprios.

Conclusão

Os valores revelam estratégias distintas na reta final: Allyson aposta na maior máquina de rua e comunicação, Álvaro sustenta a maior arrecadação com forte injeção do PL nacional, Cadu opera com estrutura intermediária ancorada no PT e Robério faz campanha modesta, de base militante. O eleitor potiguar pode consultar todos os recibos e notas no portal de prestação de contas do TSE antes de votar. Novos balanços devem ser publicados à medida que as campanhas atualizarem os lançamentos, e o julgamento final das contas caberá à Justiça Eleitoral após o pleito.

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Fonte da Informação Veículo de origem: G1 RN (via RSS)
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