Campanha de Flávio aciona Justiça contra servidor da Secom por caso da santa
Defesa do candidato pede prisão preventiva, busca e apreensão e preservação de provas após compartilhamento apontado como falso sobre a padroeira; TSE já mandou remover postagens.
Por Tribuna RN
Publicado em 26 de setembro de 2026 às 16:22 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

BRASÍLIA/DF — A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou à Justiça Eleitoral um pedido de prisão preventiva contra o servidor George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). Segundo a defesa, o servidor teria incentivado a circulação de conteúdo falso que associa o candidato a uma suposta proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O caso foi divulgado neste sábado (26) e ocorre a poucos dias do primeiro turno.
De acordo com o Blog do BG, com informações do Poder 360 e da Jovem Pan, a peça também solicita busca e apreensão de equipamentos e a preservação de registros das redes sociais do investigado. A postagem que motivou a representação teria sido apagada após a repercussão. Até a publicação desta matéria, a Secom não havia se manifestado oficialmente sobre o pedido.
O que a campanha alega e o que a defesa do servidor diz
A notícia-crime sustenta que o coordenador teria compartilhado no X uma mensagem que orientava seguidores a manter a divulgação da versão apontada como inverídica. Para os advogados do candidato, a conduta configuraria disseminação deliberada em período eleitoral, com potencial de influenciar eleitores católicos.
Os pontos centrais do pedido, segundo os relatos publicados, são:
- Prisão preventiva: solicitada à Justiça Eleitoral contra o servidor apontado como responsável pelo compartilhamento;
- Apreensão de aparelhos: pedido de busca em equipamentos para perícia de postagens e mensagens;
- Preservação de provas: guarda de registros de redes sociais para evitar apagamento de rastros;
- Contexto eleitoral: fato ocorre na reta final, quando boatos ganham tração rápida no ambiente digital.
O outro lado também se manifestou. Ao site Poder 360, George Marques afirmou não concordar com a publicação sobre a santa e disse não se recordar de ter republicado o conteúdo, atribuindo um eventual compartilhamento a um equívoco. “Lembro de tê-lo lido, mas isso não significa que eu compartilhe este pensamento”, declarou, conforme reproduzido pela imprensa. O espaço segue aberto para manifestação complementar da Secom e da defesa técnica do servidor.
Origem do boato e decisão do TSE sobre remoções
A versão contestada liga Flávio a um projeto de 2007 do então deputado Professor Victório Galli, que propunha trocar a expressão “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta foi arquivada na Câmara em 2008 e, segundo o apurado, não tem Flávio como autor.
O Tribunal Superior Eleitoral já atuou sobre o tema. O ministro André Mendonça determinou a remoção de publicações e classificou como “notoriamente inverídica” a atribuição ao candidato, conforme noticiado nos últimos dias. A campanha também levou o episódio à Procuradoria-Geral Eleitoral e fala em rede coordenada, com milhões de visualizações em poucas horas. A emissora GloboNews, citada no imbróglio, pediu desculpas após comentário exibido no programa “Em Pauta” ter circulado fora de contexto, de acordo com os relatos.
Para o leitor potiguar, que acompanha a disputa nacional com atenção redobrada por causa dos palanques no RN, o episódio reforça o peso da checagem: antes de repassar vídeos e cards no WhatsApp, vale conferir a fonte, a data e a decisão oficial da Justiça Eleitoral.
O que acontece agora
O caso segue sob análise da Justiça Eleitoral, que vai decidir se recebe a notícia-crime, se determina diligências ou se arquiva o pedido. Até lá, o servidor permanece no cargo e à disposição das autoridades, sem qualquer condenação. A orientação para eleitores no Rio Grande do Norte é acompanhar os canais oficiais do TSE, desconfiar de correntes alarmistas e evitar repostar material sem confirmação. Novos desdobramentos devem ser divulgados pelos órgãos responsáveis nos próximos dias.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
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