Hospital Tarcísio Maia é alvo de denúncia sobre ratos e lotação em Mossoró
Relato atribuído a um paciente cita roedores na unidade, uso improvisado de um gato e corredores ocupados no maior hospital do Oeste potiguar; gestão ainda não respondeu.
Por Tribuna RN
Publicado em 16 de outubro de 2026 às 14:20 • 2 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Mossoró Notícias)

MOSSORÓ/RN — O Hospital Regional Tarcísio Maia, principal unidade pública de saúde do Oeste potiguar, virou alvo de uma denúncia que circula nesta sexta-feira (16) relatando falhas de higiene e superlotação. Segundo relato atribuído a um paciente e repercutido pelo portal Mossoró Notícias, haveria roedores circulando pelas dependências e um gato estaria sendo mantido no local na tentativa de afugentar os animais. Fotografias associadas ao relato ainda mostrariam macas espalhadas pelos corredores, com pacientes aguardando atendimento fora dos leitos regulares.
Até a publicação desta matéria, a direção da unidade e a Secretaria de Estado da Saúde Pública ainda não haviam divulgado manifestação pública sobre o caso, conforme apuração da reportagem. A Tribuna RN mantém o espaço aberto para o posicionamento oficial dos gestores responsáveis pelo hospital.
O que aponta o relato
- Suposta presença de roedores: o denunciante afirma ter visto ratos na unidade e diz que um gato teria sido colocado no local para conter os animais.
- Corredores ocupados: as imagens que acompanham a denúncia exibem pacientes em macas fora dos quartos, quadro típico de demanda acima da capacidade instalada.
- Origem do conteúdo: o material partiu de um paciente do próprio hospital e foi divulgado por um portal mossoroense, sem perícia técnica independente até o momento.
- Situação da apuração: trata-se, por enquanto, de uma denúncia sem confirmação oficial, e não de um laudo sanitário conclusivo.
Referência para todo o Oeste potiguar
O Tarcísio Maia concentra urgências, internações e cirurgias de Mossoró e de dezenas de cidades do Oeste, o que faz qualquer episódio de lotação repercutir em cadeia: quando os leitos se esgotam, os pacientes aguardam em macas pelos corredores e as transferências para outras unidades da rede estadual passam a depender de vagas reguladas pelo Estado.
Em hospitais, a vigilância sanitária costuma exigir rotinas documentadas de dedetização, armazenamento protegido de resíduos e alimentos e barreiras físicas contra pragas. A confirmação de roedores em ambiente hospitalar, se comprovada por vistoria, configuraria risco sanitário grave, pois esses animais podem veicular leptospirose, salmonelose e outras infecções em local que abriga pacientes recém-operados e com imunidade fragilizada.
O que acontece agora
A expectativa é que a direção do HRTM e a gestão estadual informem se existe registro recente de dedetização, qual a taxa atual de ocupação dos leitos e quais providências serão adotadas diante do relato — de vistoria técnica a reforço na limpeza e no controle de pragas. Quem precisar do hospital deve manter o atendimento normalmente e, diante de qualquer irregularidade, formalizar queixa nos canais oficiais, como a ouvidoria da unidade, a plataforma OuvidorRN e a Vigilância Sanitária de Mossoró, guardando fotos, datas e números de protocolo. Novos esclarecimentos devem ser divulgados pelos órgãos responsáveis, e a Tribuna RN seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.
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