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STF aciona PF contra onda de vandalismo em igrejas e imagens de santos

Ministro Flávio Dino determinou que a Polícia Federal apure denúncias de depredação de imagens católicas em vários estados, após relatos recebidos desde o fim de semana.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 15:35 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

STF aciona PF contra onda de vandalismo em igrejas e imagens de santos
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Tribuna do Norte

BRASÍLIA/DF — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou a Polícia Federal abrir investigação sobre uma série de ataques contra imagens católicas registrada em diferentes regiões do país. A ordem foi assinada nesta quarta-feira (30), após o gabinete do ministro reunir relatos de depredações de estátuas de santos, algumas delas dentro de igrejas, recebidos ao longo dos últimos dias.

Segundo as informações divulgadas até agora, as denúncias começaram a chegar depois de uma decisão do próprio ministro no último domingo. A partir desse material, Dino avaliou que há indícios de uma ação espalhada, e não de episódios isolados, o que justificaria a atuação da Polícia Federal em âmbito nacional.

O que motivou a ordem de investigação

O ponto central do despacho é a suspeita de que os ataques estejam se repetindo em vários estados, com características parecidas. Entre os pontos destacados pelo ministro estão:

  • Alvos semelhantes: imagens de santos católicos, em espaços religiosos e templos;
  • Locais variados: ocorrências dentro de igrejas e em áreas externas de devoção;
  • Intervalo curto: relatos concentrados nos dias seguintes à decisão de domingo;
  • Disseminação: indícios de que os episódios estejam sendo compartilhados e replicados.

De acordo com o STF, o material reunido pelo gabinete inclui notícias, registros enviados por fiéis e comunicados de paróquias. A avaliação inicial é de que somente uma apuração centralizada, com acesso a dados de diferentes unidades da federação, pode dizer se existe articulação entre os casos ou se tratam de imitações sem ligação direta.

Como a Polícia Federal deve conduzir a apuração

Com a determinação, a Polícia Federal passa a reunir boletins de ocorrência, imagens de câmeras de segurança e depoimentos de responsáveis por igrejas atingidas. O trabalho deve mapear datas, cidades e o modo de ação em cada episódio, além de verificar possíveis autores e motivações.

No Rio Grande do Norte, onde a devoção católica marca o calendário de dezenas de municípios — de Santa Rita de Cássia, em Santa Cruz, às festas de padroeiros no Seridó e no Oeste —, a notícia acendeu o alerta entre párocos e comunidades. Até a publicação desta matéria, não havia confirmação oficial de caso potiguar ligado a essa sequência nacional, mas a orientação das autoridades é que qualquer depredação em templo seja registrada imediatamente na delegacia mais próxima ou pelos canais oficiais da Polícia Civil e da Polícia Federal.

Especialistas em segurança ouvidos em coberturas semelhantes costumam lembrar que danos a patrimônio religioso podem configurar crimes como dano qualificado e intolerância religiosa, a depender do que a investigação comprovar em cada situação concreta.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração da Polícia Federal, que deve enviar ao relator do Supremo um relatório com o levantamento nacional dos episódios. A partir desse documento, o ministro vai decidir se mantém o acompanhamento no STF ou se destina os autos às instâncias competentes em cada estado.

A orientação para fiéis e responsáveis por paróquias no RN é redobrar os cuidados com a guarda dos templos, preservar imagens de câmeras e acionar as forças de segurança diante de qualquer movimentação suspeita. Novos detalhes devem ser divulgados pelos canais oficiais do Supremo e da Polícia Federal à medida que a investigação avançar.

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