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Consult vê Allyson na frente e empate técnico por vaga no 2º turno no RN

A quatro dias do voto, pesquisa Consult/TN mostra Allyson Bezerra isolado na liderança e Álvaro Dias e Cadu de Lula separados por 2,41 pontos na briga pelo segundo turno.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 01 de outubro de 2026 às 13:35 • 5 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

Consult vê Allyson na frente e empate técnico por vaga no 2º turno no RN
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Tribuna do Norte

NATAL/RN — A reta final da corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte tem um líder isolado e uma disputa completamente aberta pela outra vaga no segundo turno. É o que aponta a avaliação do diretor do Instituto Consult, Paulo de Tarso, divulgada nesta quinta-feira (1º), a quatro dias do primeiro turno marcado para domingo (4). Segundo o levantamento Consult/Tribuna do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil) aparece na dianteira, enquanto Álvaro Dias (PL) e Cadu de Lula (PT) estão separados por apenas 2,41 pontos percentuais, diferença dentro da margem de erro.

A análise foi apresentada em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal (93,5 FM). De acordo com Paulo de Tarso, o quadro atual mostra um distanciamento do primeiro colocado em relação aos concorrentes, mas não permite cravar quem avança com ele para a segunda etapa. O instituto ouviu 1.700 eleitores em 64 municípios das 12 regiões do estado, entre 24 e 26 de setembro, com margem máxima de 2,37 pontos e confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR 04825/2026 e RN 02343/2026.

Números do Governo mostram líder isolado e briga acirrada

Na pesquisa estimulada para o Governo, os percentuais são os seguintes, segundo a Consult:

  • Allyson Bezerra (União Brasil): 36,18% das intenções de voto;
  • Álvaro Dias (PL): 24,41%;
  • Cadu de Lula (PT): 22%;
  • Brancos, nulos e indecisos somados: 16,88%, sendo 6,82% que dizem não escolher ninguém e 10,06% que não souberam responder.

A diferença entre Álvaro e Cadu é de 2,41 pontos, praticamente igual à margem de erro de 2,37 pontos. Por isso, na avaliação do diretor, não há como definir o segundo finalista neste momento.

“O que a gente viu foi um descolamento do Allyson em relação àquela disputa que vinha, pelo menos nas nossas pesquisas”, afirmou Paulo de Tarso.

“Eu não posso dizer quem vai ao segundo turno com toda clareza”, completou, ao comentar a proximidade entre o segundo e o terceiro colocados.

A série histórica da Consult ajuda a entender o movimento. No fim de agosto, Allyson tinha 30%, Álvaro marcava 26,41% e Cadu aparecia com 16,06%. No início do mesmo mês, os números eram 30,18%, 27,65% e 13,06%, respectivamente. Ou seja, o primeiro colocado cresceu cerca de seis pontos em um mês, enquanto o segundo oscilou para baixo e o terceiro avançou de forma consistente.

No recorte de votos válidos, que exclui brancos, nulos e indecisos e simula a contagem oficial das urnas, o cenário fica assim:

  • Allyson: 43,52% (variando de 41,15% a 45,89% pela margem);
  • Álvaro: 29,37% (de 27% a 31,74%);
  • Cadu: 26,47% (de 24,1% a 28,84%).

“É o resultado das urnas. Vamos supor que fosse o resultado das urnas. Ou seja, sem os votos brancos, sem os nulos, sem os indecisos. É o quanto o candidato poderia ter, caso a eleição fosse hoje”, explicou o diretor.

Mesmo com a alta, a estimativa central de Allyson segue abaixo da maioria absoluta necessária para liquidar a eleição já no domingo. O grupo que ainda responde “não sabe”, na leitura do instituto, tende a se definir nos últimos dias e concentra-se mais entre mulheres, entre eleitores de 35 a 44 anos e entre pessoas de menor escolaridade.

“O 'não sabe' não se decidiu e está olhando o cenário”, disse Paulo de Tarso.

Na leitura política, ele observou ainda os vínculos das candidaturas com a polarização nacional. Allyson teria evitado atrelar diretamente a campanha ao embate presidencial, enquanto Cadu construiu a imagem colada ao presidente Lula. Pelos cruzamentos internos, boa parte do eleitor de Lula estaria votando em Allyson para o Governo, ao passo que o eleitor de Flávio Bolsonaro tenderia a apoiar Álvaro.

Senado tem primeiro voto definido e segundo voto em aberto

A disputa pelas duas cadeiras do Senado pelo RN tem comportamento diferente entre a primeira e a segunda escolha do eleitor, de acordo com a Consult. Como cada potiguar pode votar em dois nomes, o instituto mede as duas opções separadamente e depois soma o resultado.

Na primeira indicação, o quadro é mais consolidado:

  • Styvenson Valentim (Podemos): 39,35%;
  • Zenaide Maia (PSD): 16,71%;
  • Samanda de Lula (PT): 12,88%;
  • Não souberam responder: 14,94%.

Já na segunda indicação, a dispersão é bem maior:

  • Coronel Hélio (PL): 16,12%;
  • Zenaide Maia: 14,12%;
  • Rafael Motta (PDT): 11,12%;
  • Styvenson: 8,24%;
  • Samanda: 5,29%;
  • Não sabem: 30,41% e não escolhem ninguém: 12,88%, somando 43,29% sem nome citado.

Na soma das duas escolhas, Styvenson lidera com 23,80%, seguido por Zenaide com 15,41%, Coronel Hélio com 9,91%, Samanda com 9,08% e Rafael Motta com 7,53%. Segundo Paulo de Tarso, há um cruzamento relevante: quem cita Styvenson como primeira opção costuma dividir a segunda entre Coronel Hélio e Zenaide.

“Muitas vezes os candidatos que têm mandato, o eleito não está olhando muito para partido. Eles estão vendo as ações”, resumiu o diretor.

Para a Câmara Federal, a sondagem espontânea aponta Nina Souza com 6,41%, Sargento Gonçalves com 4,29%, Natália Bonavides com 4,06%, Robinson Faria com 4%, Benes Leocádio com 3,41% e General Girão com 3,29%. O dado mais forte, porém, é o tamanho da indefinição: 42,76% não souberam apontar um nome e 5,65% disseram não votar em ninguém. Para a Assembleia Legislativa, Tomba Farias tem 3%, Cinthia de Allyson 2,24%, Ezequiel Ferreira 2,12%, Júlio César 2%, Francisco do PT e Dr. Gustavo Soares 1,94% cada, com 40,35% sem candidato. O diretor lembrou que, no proporcional, o voto de legenda e o desempenho de partidos e federações decidem as vagas.

“Não vamos esquecer desse voto de legenda porque ele é importante”, afirmou.

Conclusão

A fotografia a quatro dias da votação indica primeiro turno competitivo no Rio Grande do Norte: Allyson Bezerra chega à véspera ampliando a vantagem, mas ainda sem percentual suficiente para vencer de primeira, enquanto Álvaro Dias e Cadu de Lula travam um empate técnico pela segunda vaga. No Senado, a primeira escolha parece mais encaminhada e a segunda segue totalmente em aberto, com mais de quatro em cada dez eleitores sem indicar um segundo nome. Com quase 17% de brancos, nulos e indecisos no Governo e mais de 40% sem candidato no proporcional, a definição deve ficar para os últimos movimentos de campanha, com peso decisivo da Grande Natal, do Oeste e do Seridó. O primeiro turno ocorre neste domingo (4) e um eventual segundo turno está marcado para 25 de outubro, segundo o calendário eleitoral.

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