Artesãs de Mãe Luíza transformam cuidado e talento em renda em Natal
Moradora acolhida com as filhas em casa de apoio descobriu no conserto de bonecas um ofício e hoje integra grupo que gera renda no bairro da Zona Leste.
Por Tribuna RN
Publicado em 26 de setembro de 2026 às 21:55 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

NATAL/RN — Um gesto de cuidado dentro de uma casa de apoio mudou o rumo profissional de Kátia Ferreira, de 54 anos, no bairro de Mãe Luíza, na Zona Leste de Natal. Acolhida no local com as duas filhas, ela passou a consertar bonecas danificadas que chegavam à instituição e, nesse trabalho manual, descobriu vocação para o artesanato. A história foi contada pela Tribuna do Norte em reportagem sobre economia criativa no bairro.
Mãe solo atípica, Kátia relatou dificuldade inicial para reconhecer o próprio talento e para se sentir parte de um coletivo de artesãs. Segundo o relato publicado, o cenário começou a mudar há cinco anos, quando a aproximação com o grupo abriu caminho para aprendizado, autoestima e geração de renda na Grande Natal.
Do acolhimento ao ofício no bairro
Mãe Luíza é um dos bairros mais conhecidos da Zona Leste natalense, marcado por forte vida comunitária, proximidade com a praia e rede de projetos sociais. É nesse contexto que a trajetória de Kátia ganhou forma: o conserto das bonecas, feito de início como ajuda na casa de apoio, revelou habilidade com costura, pintura, acabamento e reaproveitamento de materiais.
- Quem: Kátia Ferreira, de 54 anos, mãe solo atípica, moradora de Mãe Luíza.
- Onde: casa de apoio no bairro de Mãe Luíza, em Natal, na região da Grande Natal.
- Ponto de virada: o conserto voluntário de bonecas danificadas que chegavam à instituição.
- Desafio inicial: reconhecer o próprio talento e integrar-se a um grupo de mulheres artesãs.
- Mudança: aproximação com o coletivo há cerca de cinco anos, segundo o relato original.
De acordo com a Tribuna do Norte, o processo não foi imediato. Conciliar os cuidados com as filhas, a rotina da casa de apoio e o aprendizado de um ofício exigiu constância. O artesanato entrou primeiro como ocupação terapêutica e depois como possibilidade concreta de trabalho.
Rede de mulheres e geração de renda
A experiência de Kátia ilustra um movimento mais amplo da economia criativa em Natal e no interior do RN: pequenos coletivos, feiras, encomendas personalizadas e vendas por redes sociais que transformam habilidade manual em sustento. Para mulheres chefes de família, o formato tem apelo prático, porque permite produzir em casa, em horários flexíveis e com investimento inicial baixo.
- Trabalho em coletivo: troca de técnicas, divisão de tarefas e apoio mútuo entre artesãs.
- Produtos com identidade: peças manuais, personalizadas e ligadas à cultura potiguar.
- Canais de venda: feiras locais, encomendas, bazares e divulgação boca a boca na comunidade.
- Efeito social: autoestima, autonomia financeira e referência para outras mães do bairro.
- Efeito econômico: renda complementar ou principal sem deslocamento para longe de casa.
Segundo a reportagem que originou a pauta, foi a convivência com o grupo que ajudou Kátia a enxergar valor no que fazia. O relato reforça um ponto comum a iniciativas de geração de renda na Grande Natal: além da técnica, a rede de apoio sustenta a permanência das mulheres na atividade.
Conclusão
A caminhada de Kátia Ferreira mostra como atenção, acolhimento e capacitação podem converter um saber doméstico em profissão. Da restauração de bonecas ao artesanato autoral, o percurso resume o potencial da economia criativa em Mãe Luíza: gerar renda, fortalecer vínculos e abrir futuro para mães solo e suas famílias. Novas ações de formação, feiras e pontos de venda no bairro e na capital devem ampliar o alcance dessas artesãs nos próximos meses.
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