Empresário relata empurrão de segurança em festa ligada a ministro do STF
Homem diz que parou para filmar bloqueio em São Paulo e teria o celular atingido; versão é unilateral e não há confirmação oficial até a publicação.
Por Tribuna RN
Publicado em 27 de setembro de 2026 às 18:20 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

SÃO PAULO/SP — Um empresário que se identificou como Gabriel Kanner publicou neste fim de semana um relato em vídeo sobre um desentendimento com um integrante de uma equipe de segurança nos arredores de uma festa familiar ligada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, realizada no sábado (26), em São Paulo. Segundo a versão apresentada por ele, o carro teria sido parado nas proximidades do evento para registrar a movimentação, quando o celular foi atingido e ele acabou empurrado pelas costas. Até a publicação desta matéria, não havia confirmação oficial e independente sobre a dinâmica do episódio.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais neste domingo (27), após republicação do vídeo por perfis de notícias, e passou a circular com interpretações políticas. A Tribuna RN apurou o conteúdo a partir do relato divulgado pelo próprio empresário e do texto publicado pelo Blog do BG, sem adotar como fato comprovado nenhum dos juízos emitidos no vídeo.
O que foi relatado no vídeo
De acordo com o relato do empresário, a sequência teria sido a seguinte:
- Parada para filmar: ele afirma que estacionou o veículo para registrar com o celular a movimentação de bloqueio policial perto do local da festa.
- Celular atingido: um homem apontado por ele como segurança teria batido no aparelho durante a filmagem.
- Empurrão: na sequência, o mesmo homem o teria empurrado pelas costas.
- Saída do local: ainda segundo o relato, ele deixou a área após ser orientado a retirar o carro.
O vídeo não traz, no trecho apurado, imagens contínuas que permitam verificar de forma independente cada etapa, nem identifica formalmente o profissional citado. Por isso, o episódio segue tratado como versão unilateral de uma das partes envolvidas.
Repercussão política e pontos sem comprovação
Na parte final da gravação, o empresário ampliou o relato para o campo político e fez declarações fortes contra o ministro, incluindo pedidos de impeachment e prisão e uma acusação grave sem apresentação de documentos no material apurado. Segundo o Blog do BG, ele também fez uma afirmação envolvendo o Supremo e um banqueiro, igualmente sem prova exibida no conteúdo divulgado.
A Tribuna RN opta por não reproduzir essas frases como se fossem fatos. Em coberturas desse tipo, a regra é separar com clareza:
- Fato apurado: existe um vídeo público em que um homem narra um desentendimento com um segurança em São Paulo.
- Versão em apuração: se houve agressão, quem é o profissional citado e se houve excesso de parte a parte.
- Opinião do autor do vídeo: as declarações políticas e as acusações feitas por ele, que dependem de provas e do devido processo legal para qualquer conclusão.
Procurar a versão da outra parte é o caminho padrão nesses casos. Até o fechamento, não constava no material apurado manifestação do segurança citado, da família organizadora do evento ou do gabinete do ministro sobre o desentendimento específico.
O que acontece agora
O episódio não tem, até aqui, registro policial, laudo ou decisão judicial divulgados que permitam afirmar agressão, lesão ou responsabilidade. O desdobramento natural, caso alguma parte queira levar o caso adiante, é o registro formal da ocorrência, a preservação das imagens do local e a oitiva de testemunhas, etapas que costumam definir se houve infração, ato ilícito civil ou apenas um conflito pontual em área com controle de acesso.
Para o leitor potiguar, o caso serve de alerta prático sobre filmagens em áreas com bloqueio de trânsito ou segurança privada: a orientação é manter distância segura, seguir a sinalização, não obstruir a via e, em caso de conflito, registrar boletim de ocorrência e buscar os canais oficiais em vez de confronto direto.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
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