Allyson lidera com 44% e RN pode decidir governo no 1º turno, diz Exatus
Pesquisa Exatus ouviu 1.500 eleitores e mostra Allyson Bezerra na frente, com Cadu e Álvaro empatados na disputa pela segunda vaga a dez dias da eleição.
Por Tribuna RN
Publicado em 24 de setembro de 2026 às 19:16 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

NATAL/RN — A corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte chega à reta final com um líder isolado e uma briga aberta pela outra vaga de um possível segundo turno. Segundo levantamento do Instituto Exatus encomendado pelo Grupo Agora RN, o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) soma 44,11% das menções no cenário estimulado, contra 22,52% de Cadu de Lula (PT) e 20,60% de Álvaro Dias (PL). A sondagem foi aplicada em todas as regiões potiguares, do Seridó ao Alto Oeste, entre os dias 21 e 23 de setembro, a dez dias do primeiro turno.
De acordo com o instituto, foram ouvidos 1.500 votantes, com margem estimada em 2,53 pontos percentuais para mais ou para menos e grau de confiança de 95%. Conforme a pesquisa, a diferença do ponteiro para os dois perseguidores passa de 21 pontos, patamar que o mantém sozinho na dianteira na Grande Natal, no Oeste e nas demais regiões do estado.
Briga pela segunda vaga fica no empate
O segundo lugar numérico pertence ao petista, mas a distância para o ex-prefeito da capital não permite falar em vantagem consolidada, segundo os números divulgados. A separação entre Cadu e Álvaro é de apenas 1,92 ponto, intervalo inferior à margem declarada, o que configura empate técnico entre os dois na disputa pela presença em eventual turno complementar.
- Cadu de Lula: com 22,52%, o nome de urna de Carlos Eduardo Xavier, ex-titular da Fazenda estadual, oscila numa faixa aproximada de 20% a 25% quando aplicada a margem.
- Álvaro Dias: com 20,60%, o ex-gestor natalense varia numa banda próxima, entre cerca de 18% e 23%, sobreposta à do adversário direto.
- O que está em jogo: quem terminar em segundo lugar garante lugar contra o líder caso a decisão se estenda, o que valoriza cada ponto entre o petista e o candidato do PL.
- Demais nomes: Professor Robério Paulino (PSOL) tem 0,29%, Rodrigo de Bolsonaro (Agir) marca 0,20%, Henrique Lyra (PCO) registra 0,09% e Godeiro Linharess (DC) aparece com 0,06%.
Ainda segundo o levantamento, 9,27% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder, enquanto 2,86% indicaram nenhuma opção, branco ou nulo. Somados, os eleitores sem candidato definido somam 12,13% da amostra, contingente superior à distância entre o segundo e o terceiro colocados e decisivo para os dias restantes de campanha no interior e na capital.
Votos válidos e cenário de turno único
Na conversão que exclui brancos, nulos e indecisos, o ponteiro alcança por volta de 50,20% das preferências válidas, de acordo com os dados apresentados. O índice fica numericamente acima da metade exigida para liquidação imediata do pleito, mas a sobra é de apenas 0,20 ponto, insuficiência que, diante da margem de erro, mantém dois desfechos plausíveis para o Rio Grande do Norte.
- Vitória direta: confirmada a fatia acima da metade dos votos válidos, o primeiro colocado encerra a disputa em 4 de outubro, sem necessidade de nova votação.
- Turno complementar: se o índice recuar para baixo do meio dos válidos, os dois nomes mais votados voltam às urnas em 25 de outubro.
- Peso da margem: como o levantamento admite variação para ambos os lados, nem a definição imediata nem a prorrogação podem ser descartadas neste momento.
- Metodologia: a consulta é do tipo estimulado, em que o eleitor recebe a lista de postulantes antes de declarar a preferência, formato padrão para comparar cenários.
Os três primeiros nomes concentram juntos 87,23% das citações, enquanto os quatro últimos somam 0,64%, conforme a tabela estimulada. O estudo possui os protocolos RN-00755/2026, para a disputa estadual, e BR-04294/2026, ligado ao levantamento presidencial, e foi contratado pelo grupo responsável pelos jornais Agora RN e O Correio de Hoje.
Conclusão
O quadro desenhado a dez dias da votação mostra um favorito destacado e uma segunda vaga indefinida no Rio Grande do Norte. Novos levantamentos, agendas de campanha em Natal, Mossoró e Caicó, debates e a movimentação dos indecisos devem dizer se o eleitorado potiguar resolve a parada no primeiro turno ou leva a decisão para 25 de outubro. Até a publicação desta matéria, o cenário indicava liderança folgada de Allyson e igualdade estatística entre Cadu e Álvaro na luta pelo outro posto da eventual final.
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