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Allyson chega a 44% e amplia folga na disputa pelo Governo do RN, diz Exatus

Nova rodada da pesquisa Exatus mostra Allyson Bezerra com 44,11% na corrida ao Governo do RN, seguido por Cadu com 22,52% e Álvaro Dias com 20,60%, em empate técnico pelo segundo lugar.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 24 de setembro de 2026 às 22:23 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

Allyson chega a 44% e amplia folga na disputa pelo Governo do RN, diz Exatus
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

NATAL/RN — A corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte ganhou números novos nesta quinta-feira (24). Segundo a pesquisa Exatus contratada pelo Grupo Agora RN, o candidato Allyson Bezerra, do União Brasil, aparece com 44,11% das intenções de voto no cenário estimulado, quando uma lista de nomes é apresentada ao eleitor. O levantamento ouviu 1.500 pessoas entre os dias 21 e 23 de setembro e mantém o ex-prefeito de Mossoró na liderança isolada da disputa estadual.

O resultado representa uma oscilação positiva de 0,78 ponto percentual em relação à rodada anterior, realizada entre 14 e 16 de setembro, quando Allyson marcava 43,33%. De acordo com o instituto, a margem de erro é de aproximadamente 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Na prática, variações dessa ordem ficam dentro da faixa de oscilação e não indicam mudança consolidada de um levantamento para outro.

Números da nova rodada no RN

A principal novidade do levantamento atual está na distância para os adversários. Com 44,11%, Allyson abre 21,59 pontos de frente sobre o segundo colocado, conforme os dados divulgados pelo instituto.

  • Allyson Bezerra (União Brasil): 44,11% das intenções de voto, ante 43,33% na rodada anterior.
  • Cadu de Lula (PT): 22,52%, contra 21,07% no levantamento passado, com alta de 1,45 ponto.
  • Álvaro Dias (PL): 20,60%, diante de 20,27% na pesquisa anterior, em variação de 0,33 ponto.
  • Demais nomes: Professor Robério Paulino (PSOL) tem 0,29%; Rodrigo de Bolsonaro (Agir), 0,20%; Henrique Lyra (PCO), 0,09%; e Godeiro Linhares (DC), 0,06%.
  • Sem candidato definido: a soma de nenhum, branco, nulo e não sabe ou não respondeu caiu de 15,06% para 12,13%.

O instituto registra a pesquisa estadual sob o protocolo RN-00755/2026. A mesma rodada inclui ainda cenários para a Presidência da República e para as duas vagas do Senado, segundo o material divulgado.

Briga aberta pelo segundo lugar

Se a liderança segue folgada, a disputa pela segunda posição continua indefinida. Cadu aparece numericamente à frente, com 22,52%, enquanto Álvaro soma 20,60%. A diferença entre os dois é de 1,92 ponto percentual, patamar inferior à margem de erro — ou seja, os dois permanecem em empate técnico.

O movimento recente favorece o petista. Na rodada de 7 a 9 de setembro, Álvaro ainda estava na frente, com 22,20% contra 17,59% de Cadu. No levantamento seguinte, de 14 a 16 de setembro, o quadro virou: Cadu passou a 21,07% e Álvaro a 20,27%, com 0,80 ponto de separação. Agora, essa distância numérica mais que dobrou, mas sem romper o empate técnico.

Para o eleitor potiguar, o recado é direto: há um favorito claro na ponta, porém a vaga de eventual adversário no segundo turno segue em disputa voto a voto entre o representante do PT e o do PL. A definição dessa segunda colocação tende a concentrar a atenção das campanhas na reta final, sobretudo na Grande Natal, no Oeste e no Seridó, onde estão os maiores colégios eleitorais do estado.

Série histórica mostra crescimento desde abril

A comparação com o início da série revela uma trajetória consistente de alta para o líder. Em abril, Allyson tinha 37,29% e já ocupava o primeiro lugar. Desde então, passou por 41,01% em maio, 41,78% em julho, 41,90% no início de setembro, 43,33% na metade do mês e agora 44,11%. O avanço acumulado é de 6,82 pontos percentuais, e o índice atual é o maior de toda a sequência.

O caminho dos concorrentes foi diferente. Cadu saiu de 10,74% em abril para os atuais 22,52%, mais que dobrando o percentual inicial — a maior evolução numérica entre os três principais nomes. Álvaro, que tinha 24,91% em abril e chegou a 26,05% em julho, recuou para 20,60% na rodada atual, patamar 4,31 pontos abaixo do ponto de partida.

Outro sinal da campanha em aquecimento é a queda das respostas sem candidato. Em abril, quase um quarto dos entrevistados (24,35%) não indicava nenhum nome, entre nenhum, branco, nulo e não sabe ou não respondeu. Agora, esse grupo soma 12,13%. A redução mais forte veio das respostas nenhum, branco ou nulo, que caíram de 5,53% para 2,86%, enquanto o não sabe oscilou de 9,53% para 9,27%.

O que acontece agora

Até a publicação desta matéria, o cenário indica favoritismo amplo de Allyson, mas sem definição matemática sobre um eventual segundo turno. Somados, os adversários alcançam 43,76%, praticamente o mesmo patamar dos 44,11% do líder — diferença que a margem de erro não permite cravar como decisão em primeiro turno.

A orientação para o leitor é acompanhar as próximas rodadas com atenção à metodologia: quem encomendou, quem executou, quantas entrevistas foram feitas, qual o período de coleta e qual a margem de erro. Novas pesquisas devem ser divulgadas até a véspera da votação, e cada levantamento retrata apenas o momento da coleta. A decisão final cabe ao eleitor potiguar nas urnas, com apuração oficial conduzida pela Justiça Eleitoral.

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