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Saída do Itaú da Augusto Severo leva Câmara de Mossoró a audiência pública

Encerramento do atendimento presencial do Itaú no Centro de Mossoró, previsto para outubro, reuniu sindicato, vigilantes e vereadores em audiência na Câmara Municipal.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 28 de setembro de 2026 às 00:15 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (TCM Notícia)

Saída do Itaú da Augusto Severo leva Câmara de Mossoró a audiência pública
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / TCM Notícia

MOSSORÓ/RN — O anúncio do fim do atendimento presencial da agência do Banco Itaú na Avenida Augusto Severo, no Centro de Mossoró, provocou reação imediata na capital do Oeste potiguar. Sindicalistas, vigilantes e autoridades se reuniram em audiência pública na Câmara Municipal para discutir os impactos da medida, prevista para se concretizar ao longo do mês de outubro, segundo informou a TCM Notícia.

O encerramento do ponto físico acendeu o alerta para dois problemas que andam juntos sempre que um banco fecha as portas no interior: o futuro dos empregos diretos e terceirizados ligados à unidade e a perda de um serviço essencial para comerciantes, aposentados e moradores do Centro que ainda resolvem a vida financeira no balcão.

O que está em jogo com o fechamento

A agência da Augusto Severo é um endereço tradicional do comércio mossoroense, em uma das avenidas mais movimentadas da cidade. De acordo com o apurado pela TCM Notícia, a audiência pública na Câmara colocou na mesa os seguintes pontos:

  • Empregos ameaçados: bancários e vigilantes que atuam na unidade temem demissões ou transferências para outras cidades da região Oeste.
  • Atendimento ao público: clientes idosos, pequenos lojistas e prestadores de serviço do Centro dependem do caixa presencial e do gerente para operações do dia a dia.
  • Efeito no comércio: menos movimento na avenida significa menos clientes para lojas, lanchonetes e prestadores do entorno da agência.
  • Prazo curto: com o encerramento projetado para outubro, a categoria cobra do banco uma transição negociada, sem desligamentos abruptos.

Representantes sindicais defenderam na audiência que o lucro do sistema financeiro não justifica o abandono de praças importantes como Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte e polo de toda a região Oeste.

Bancos fechando portas no interior

O caso mossoroense não é isolado. Nos últimos anos, grandes bancos vêm enxugando a rede física em todo o país, concentrando o atendimento em canais digitais e em poucas agências por região. No interior do Nordeste, o roteiro se repete: a unidade fecha, os caixas eletrônicos somem e o cliente precisa se deslocar para outra cidade ou aprender a resolver tudo pelo celular.

Para uma parcela grande da população do Oeste potiguar, essa transição está longe de ser simples:

  • Inclusão digital incompleta: muitos aposentados e trabalhadores informais têm dificuldade com aplicativos e dependem do atendimento humano.
  • Segurança: idosos sacando benefícios em terminais distantes ficam mais expostos a golpes e abordagens de criminosos.
  • Economia local: cada agência fechada retira empregos formais e enfraquece a circulação de renda no Centro das cidades.
  • Papel do poder público: audiências como a da Câmara de Mossoró servem para pressionar os bancos e cobrar alternativas, como postos de atendimento ou correspondentes reforçados.

Vereadores presentes ao debate indicaram que vão encaminhar os pleitos da categoria à direção do banco e aos órgãos de defesa do consumidor, cobrando garantias para funcionários e clientes.

Conclusão

O fechamento da agência do Itaú na Augusto Severo marca mais um capítulo do encolhimento bancário no interior potiguar e deixa Mossoró diante de um desafio concreto: preservar empregos e atendimento digno em meio à digitalização acelerada. A mobilização na Câmara mostra que a cidade não pretende assistir calada à saída de um serviço estratégico do seu Centro.

Até a publicação desta matéria, o banco não havia detalhado um plano de realocação de funcionários e clientes, segundo o apurado. Novos desdobramentos devem surgir das negociações entre sindicato, Câmara Municipal e a instituição financeira. A orientação para correntistas é acompanhar os comunicados oficiais e procurar o Procon em caso de prejuízo com a mudança.

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Fonte da Informação Veículo de origem: TCM Notícia (via RSS)
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