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Fim das apostas no Brasil racha classe artística e levanta alerta sobre mercado clandestino

Medida provisória que barra apostas de quota fixa dividiu artistas e influenciadores e deu até 5 de outubro para saques; entenda prazos e o que muda para o apostador potiguar.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 26 de setembro de 2026 às 21:36 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

Fim das apostas no Brasil racha classe artística e levanta alerta sobre mercado clandestino
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

NATAL/RN — O veto às apostas de quota fixa no Brasil, anunciado pelo Governo Federal na sexta-feira (25) por meio de medida provisória, rachou a classe artística entre a quinta-feira (24) e este sábado (26) e ligou o sinal de atenção para milhares de apostadores potiguares. Cantoras e influenciadoras sem contrato com o ramo aplaudiram a decisão, enquanto criadores que faturavam com propaganda de plataformas protestaram e previram a fuga de usuários para sites piratas, segundo apuração do portal Agora RN.

O embate escancarou dois grupos bem distintos. De um lado estão vozes que nunca venderam espaço para casas de aposta e enxergam na proibição uma forma de conter o endividamento das famílias. Do outro estão produtores de conteúdo que mantinham parcerias pagas com o segmento e agora veem uma fonte de renda secar de uma hora para outra — argumento que rendeu enxurrada de críticas nas redes, com internautas apontando interesse financeiro por trás do discurso contra a medida.

Quem aplaudiu e quem reclamou da canetada

Entre os que celebraram, o nome de maior peso é o da cantora Anitta, de projeção internacional, que reagiu com palmas a uma publicação sobre o veto. A apresentadora Luisa Mell, ligada à causa animal, e a influenciadora Dora Figueiredo, conhecida por pautas de comportamento, também divulgaram mensagens favoráveis. Conforme o levantamento do Agora RN, nenhuma das três tinha vínculo publicitário conhecido com plataformas.

O youtuber Felipe Neto engrossou o coro a favor e aproveitou para revisitar o próprio passado. Ele voltou a dizer que divulgar uma casa de apostas foi a pior decisão da carreira e admitiu que aceitou o contrato movido por ganância. O criador ainda defendeu punição para quem trocar de país apenas para seguir anunciando plataformas vetadas ao público brasileiro.

Na trincheira oposta apareceram:

  • Jon Vlogs: youtuber de viagens e estilo de vida, com histórico de campanhas para o setor e nome ligado à criação de uma marca própria de apostas, disse que seguirá jogando em Las Vegas mesmo com o bloqueio nacional.
  • Davi Brito: campeão do BBB 24 e garoto-propaganda de uma operadora, alegou que o veto não acaba com o jogo e empurra o apostador para endereços sem fiscalização.
  • Rico Melquiades: vencedor de A Fazenda 13, questionou se todos os males do país caberiam na conta das plataformas e cobrou colegas patrocinados que silenciaram; no mesmo dia, anunciou mudança para Portugal a partir de outubro, sem vincular a decisão à proibição.
  • Dayanne Bezerra: advogada e influenciadora, irmã de Deolane Bezerra, sustentou que tirar do ar as empresas autorizadas fortalece quem opera na ilegalidade.
  • BRKK e Luqueta: streamers do universo gamer, admitiram riscos de dependência e prejuízos pessoais, mas mesmo assim se disseram contrários ao bloqueio total.

Prazos, saques e bloqueio: o que vale a partir de agora

A medida provisória produz efeitos imediatos e mexe direto no bolso de quem tem saldo parado em aplicativos, inclusive no interior do RN e na Grande Natal. Pelas regras divulgadas pelo Governo Federal:

  • Novos aportes: depósitos estão suspensos nas plataformas desde o anúncio.
  • Publicidade: campanhas inéditas estão vetadas; peças já contratadas podem circular somente até 5 de outubro.
  • Bloqueio: a partir da zero hora do dia 6, sites e aplicativos devem sair do ar no país.
  • Resgate do saldo: o apostador tem até as 23h59 de 5 de outubro para sacar; quem perder o prazo recebe o valor de volta pela rede bancária entre 9 e 14 de outubro, com suporte da Caixa Econômica Federal quando preciso.
  • Punição para propaganda: projeto enviado ao Congresso prevê de dois a quatro anos de prisão para certas modalidades de divulgação, sem alcançar conteúdo jornalístico, educativo, acadêmico ou crítico.

O texto ainda precisa do aval da Câmara e do Senado em até 120 dias para seguir valendo, e a tramitação promete queda de braço entre governo, oposição e bancadas ligadas ao setor.

O que acontece agora

Para o leitor potiguar, o recado prático é conferir saldos, pedir o resgate dentro do prazo e desconfiar de links que prometam apostas após o bloqueio — esses endereços tendem a operar sem verificação de identidade, sem limite de depósito e sem ferramenta de autoexclusão. A orientação é acompanhar os canais oficiais do Governo Federal e da Caixa sobre o calendário de devolução. Até a publicação desta matéria, o Congresso ainda não havia pautado a votação da medida, e novos desdobramentos devem surgir nos próximos dias.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Agora RN (via RSS)
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