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Bap projeta rombo de R$ 430 milhões no Flamengo sem as bets

Presidente rubro-negro diz que proibição das apostas atingiria futebol, esportes olímpicos e patrocínios, e cobra transição para rever contratos no Congresso.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 26 de setembro de 2026 às 20:35 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

Bap projeta rombo de R$ 430 milhões no Flamengo sem as bets
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

NATAL/RN — O embate entre o Flamengo e o governo federal em torno das casas de apostas ganhou um número de impacto nesta sexta-feira, 25. O presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, declarou em entrevista à CNN Brasil que o clube pode deixar de arrecadar entre R$ 400 milhões e R$ 430 milhões em 2027 se o fim das bets for aprovado no país. Segundo o dirigente, o baque seria sentido muito além do futebol profissional.

"Isso traria impactos desastrosos para o Flamengo como um todo, não só no futebol, mas também nos esportes olímpicos", afirmou Bap. De acordo com ele, o clube não teria como absorver uma queda dessa magnitude sem um período de adaptação para reorganizar o orçamento. O presidente, porém, não explicou como chegou à conta de até R$ 430 milhões nem detalhou quais acordos e fontes de receita entraram no cálculo.

Nota oficial e o contrato com a Betano

Em nota divulgada na sexta-feira, o Flamengo se colocou contra a proibição do mercado regulado de apostas. O clube sustenta que uma mudança repentina nas regras atingiria contratos já assinados e comprometeria receitas estruturadas com base no marco atual. O texto defende fiscalização mais rígida e punição a quem descumpre a lei, mas rejeita o banimento total da atividade.

O principal vínculo do clube com o setor é o acordo com a Betano, que rende cerca de R$ 266 milhões por ano pelo espaço mais nobre da camisa rubro-negra — apontado como o maior patrocínio em vigor no futebol brasileiro. Como o valor supera em muito a cifra do contrato isolado, a projeção de Bap indica que a conta inclui efeitos diretos e indiretos sobre outras receitas, embora a composição não tenha sido revelada.

Na avaliação do clube, registrada no posicionamento oficial, o fim das operadoras autorizadas não eliminaria as apostas no país. O risco, segundo o Flamengo, seria empurrar apostadores para plataformas clandestinas, com perda de arrecadação de impostos e menos recursos destinados ao esporte.

Efeito em cadeia no futebol e próximos passos em Brasília

O alerta do Flamengo não está isolado. Levantamento citado na cobertura do caso mostra que 14 dos 20 clubes da Série A exibem marcas de apostas na parte da frente das camisas. Empresas do segmento já passaram a avisar equipes sobre a possibilidade de rescisão imediata dos acordos caso a proibição avance, o que amplia o temor de uma crise financeira generalizada no setor.

A discussão esquentou depois que o governo federal anunciou medidas para restringir a operação das plataformas, incluindo um cronograma para que os apostadores retirem os saldos mantidos nas contas. O tema ainda depende da análise do Congresso Nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito que os clubes precisarão se adaptar ao novo cenário, enquanto dirigentes e entidades do futebol cobram, em manifestações conjuntas, uma transição que permita renegociar contratos e rever orçamentos.

Conclusão

Até a publicação desta matéria, o rombo de R$ 400 milhões a R$ 430 milhões é uma estimativa apresentada pela presidência do Flamengo, não uma perda contabilizada. O tamanho real do prejuízo vai depender do texto que sair do Congresso, do alcance de uma eventual proibição e das cláusulas de cada contrato em vigor. Novos desdobramentos devem surgir com a tramitação das medidas do governo e a reação dos demais clubes, e a Tribuna RN segue acompanhando os reflexos para o esporte e a economia.

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