Flávio critica MP das bets no Rio e promete proibir Tigrinho se eleito
Em evento no Rio, Flávio Bolsonaro chamou de eleitoreira a MP de Lula para limitar bets, defendeu manter apostas esportivas com controle e prometeu banir cassinos on-line como o Tigrinho.
Por Tribuna RN
Publicado em 26 de setembro de 2026 às 23:24 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

RIO DE JANEIRO/RJ — O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) subiu o tom contra a medida provisória que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara para restringir as apostas on-line no país. Em agenda no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (25), o parlamentar classificou a iniciativa como demagógica e movida pelo calendário eleitoral, e afirmou que o texto poderia ser desidratado depois da votação.
Segundo o relato do Agora RN, a declaração foi dada após cerimônia do curso de formação de praças da Polícia Militar fluminense, que reuniu ainda postulantes do PL ao governo e ao Senado no estado. O tema das bets, que mobiliza clubes, apostadores e o Congresso, ganhou lugar cativo na campanha — com reflexos diretos no Rio Grande do Norte, onde casas de apostas patrocinam times, movimentam o comércio e preocupam famílias endividadas.
O que Flávio disse no evento
A fala do candidato concentrou três recados: crítica ao momento escolhido pelo Planalto, promessa de veto aos cassinos virtuais e defesa de um tratamento distinto para o esporte:
- Crítica ao governo: para o senador, o Planalto encampou a restrição às vésperas do pleito com viés populista, e a proposta correria o risco de ser revista após as urnas.
- Regulamentação sob ataque: o candidato também questionou a forma como as apostas digitais foram disciplinadas no país durante a gestão Lula, associando o modelo atual ao crescimento dos sites.
- Promessa de campanha: se chegar ao Palácio do Planalto, Flávio diz que vai vedar os cassinos on-line, citando nominalmente plataformas do estilo do chamado Jogo do Tigrinho.
- Exceção para o esporte: na visão apresentada no Rio, as apostas de quota fixa sobre competições esportivas — como partidas de futebol — poderiam seguir em funcionamento, desde que submetidas a travas e fiscalização.
De acordo com o candidato, é preciso separar duas prateleiras: de um lado, os jogos de cassino virtual, que ele pretende banir; de outro, os palpites sobre eventos esportivos reais, passíveis de controle por mecanismos de verificação, limites e tributação.
Repercussão e o pano de fundo em Brasília
A manifestação não é isolada. Nos últimos dias, Flávio já havia defendido publicamente o fim dos cassinos digitais com a preservação regulada das apostas esportivas, e voltou ao assunto no Rio para amarrar a posição à agenda de campanha. O governo federal, por sua vez, discute internamente o desenho da medida provisória para conter as apostas eletrônicas, enquanto parlamentares se dividem entre proibição ampla, regulação dura e manutenção do mercado com arrecadação.
No Rio Grande do Norte, o debate chega por várias portas:
- Futebol local: clubes das séries C e D e do estadual exibem marcas de bets no uniforme e temem perda de receita em caso de vedação total.
- Bolso do torcedor: consumidores potiguares acompanham com atenção as regras de saque, os prazos de transição e o bloqueio de plataformas irregulares anunciados por Brasília.
- Campanha no estado: aliados de Lula e de Flávio no RN repetem os argumentos nacionais nos palanques, da Grande Natal a Mossoró, de Caicó ao Vale do Açu.
O que acontece agora
A medida provisória ainda está em formulação no Executivo e, quando editada, terá efeito imediato, mas precisará do aval do Congresso em até 120 dias para virar lei em definitivo. Até a publicação desta matéria, não havia texto oficial divulgado com prazos, multas ou lista de plataformas alcançadas. A orientação é que apostadores acompanhem os comunicados do governo federal e desconfiem de promessas de ganho fácil, enquanto clubes e empresas do setor aguardam a redação final para calcular impactos.
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