STF reage a arquivamento no CNMP e expõe racha sobre chefia da PGR
Ministro Gilmar Mendes elogiou Paulo Gonet após o CNMP negar investigação e criticou o colega André Mendonça. Entenda o impasse em Brasília e a repercussão para o RN.
Por Tribuna RN
Publicado em 26 de setembro de 2026 às 18:56 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

NATAL/RN — A disputa em torno do comando do Ministério Público Federal ganhou um novo capítulo em Brasília na sexta-feira, 25, com reflexos acompanhados de perto por quem acompanha a política nacional a partir do Rio Grande do Norte. De acordo com relato divulgado pela Tribuna do Norte, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, celebrou a deliberação do Conselho Nacional do Ministério Público que afastou a abertura de um procedimento contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Na mesma fala, o magistrado tornou a dirigir reprovações públicas ao colega de Corte André Mendonça, deixando evidente a fratura interna no tribunal.
O episódio concentra, em um só lance, três instituições centrais da República: o Supremo, a chefia do Ministério Público Federal e o colegiado responsável por fiscalizar a atuação de procuradores. Para o leitor potiguar, o desfecho interessa porque define o ritmo de investigações federais, de pareceres enviados ao Judiciário e de ações com impacto direto nos estados, incluindo o RN.
O que o colegiado decidiu sobre Gonet
Segundo a publicação de origem, o Conselho Nacional do Ministério Público optou por não instaurar investigação contra o chefe da Procuradoria-Geral da República. O ministro Gilmar Mendes interpretou o resultado como um atestado de idoneidade do procurador-geral.
Em declaração reproduzida pelo portal potiguar, o magistrado afirmou que a deliberação:
"apenas confirmou a lisura de um homem íntegro, que dedicou a vida ao País e às instituições".
A manifestação, conforme o relato, foi feita em tom de defesa institucional. Para quem acompanha de Natal, da Grande Natal ou do interior, vale entender os papéis:
- PGR: chefia o Ministério Público Federal, propõe ações ao STF e emite pareceres em temas nacionais.
- CNMP: colegiado que acompanha a conduta administrativa de membros do Ministério Público em todo o país.
- STF: Corte que julga autoridades com foro especial e arbitra conflitos entre Poderes.
Até a publicação desta matéria, o relato disponível não detalhava placar, votos individuais nem a íntegra dos fundamentos adotados pelos conselheiros. A Tribuna RN mantém o foco no que foi oficialmente divulgado, sem antecipar motivações que não constem dos comunicados.
Nova troca de farpas com Mendonça
Ainda de acordo com a mesma publicação, Gilmar Mendes aproveitou a ocasião para renovar críticas ao ministro André Mendonça. O conteúdo exato das novas observações não foi transcrito na íntegra no trecho apurado, mas o registro indica que o decano voltou a se contrapor ao colega em meio ao debate sobre a condução da Procuradoria-Geral.
O atrito entre os dois não é isolado. Nos últimos meses, divergências públicas entre integrantes do Supremo passaram a ocupar espaço frequente no noticiário de Brasília, com declarações cruzadas sobre julgamentos, indicações e o papel do Ministério Público. Para o público do RN, esse pano de fundo ajuda a explicar por que uma decisão administrativa em um conselho de controle ganha contornos de crise política.
Do ponto de vista técnico, especialistas ouvidos habitualmente nesse tipo de cobertura costumam separar dois planos:
- Plano disciplinar: avalia se há elementos para apurar conduta funcional de um procurador.
- Plano político-institucional: mede o apoio, o desgaste e a sustentação do chefe do Ministério Público diante dos demais Poderes.
A decisão do CNMP atua no primeiro plano. As falas de ministros do Supremo, por sua vez, repercutem no segundo.
Por que o tema chega ao RN
Mesmo decidido em Brasília, o assunto alcança diretamente a rotina potiguar. A Procuradoria-Geral da República se manifesta em processos que envolvem repasses federais, obras, políticas sociais e investigações com ramificações nos estados. Quando a chefia do órgão está sob questionamento, o andamento desses procedimentos tende a ser observado com lupa por gestores, parlamentares e operadores do Direito no Rio Grande do Norte.
Além disso, o episódio alimenta o debate eleitoral de 2026, já aquecido em Natal, Mossoró, Caicó e Santa Cruz. Aliados e adversários do governo federal costumam usar episódios do Supremo como termômetro da relação entre Palácio do Planalto, Congresso e tribunais superiores.
O que acontece agora
O arquivamento da análise no âmbito do conselho encerra, neste momento, a possibilidade de uma apuração disciplinar contra o procurador-geral naquele colegiado, conforme o relato divulgado. Isso não impede, em tese, que novos fatos, representações ou questionamentos judiciais venham a ser apresentados por outros caminhos institucionais.
A orientação para o leitor é acompanhar os canais oficiais do STF, da PGR e do CNMP para a divulgação de notas, atas e eventuais esclarecimentos dos ministros citados. Até a publicação desta matéria, não havia registro público de resposta formal do ministro André Mendonça às novas críticas mencionadas no relato. Novos detalhes devem ser divulgados pelos órgãos responsáveis e a Tribuna RN seguirá atualizando o tema com atenção à precisão e ao equilíbrio entre as versões.
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