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Discurso de Lula na ONU sobre Gaza repercute e Hamas elogia posição

Presidente condenou ações militares em Gaza e ataques contra civis israelenses na Assembleia Geral; representante do grupo avaliou fala como positiva.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 26 de setembro de 2026 às 18:35 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

Discurso de Lula na ONU sobre Gaza repercute e Hamas elogia posição
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Blog do BG

NATAL/RN — O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, repercutiu no Oriente Médio neste sábado (26). O representante político do Hamas no Irã, Khaled Qaddoumi, afirmou ao portal Metrópoles que avaliou como positiva a manifestação do brasileiro sobre o conflito na Faixa de Gaza. A declaração foi divulgada pelo Blog do BG e movimentou o debate diplomático acompanhado com atenção por lideranças, acadêmicos e comunidades religiosas no Rio Grande do Norte.

Na fala na ONU, Lula criticou a operação militar comandada pelo governo de Benjamin Netanyahu e, ao mesmo tempo, condenou os ataques do Hamas contra moradores de Israel. A posição dupla tenta equilibrar a defesa de civis palestinos com a rejeição a ações armadas contra civis israelenses.

O que Lula disse em Nova York

Segundo registros oficiais da Presidência e trechos reproduzidos pela imprensa, o presidente brasileiro adotou tom duro contra a continuidade dos bombardeios e citou o sofrimento de famílias na região.

Os principais pontos do pronunciamento foram:

  • Crítica a Netanyahu: Lula afirmou que gerações de palestinos vão carregar o trauma do que chamou de genocídio contra mulheres e crianças em Gaza;
  • Condenação ao Hamas: declarou que civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância de atos terroristas do grupo;
  • Apelo humanitário: defendeu cessar-fogo, proteção de civis, liberação de reféns e ampliação da ajuda humanitária;
  • Saída diplomática: reforçou a defesa de dois Estados e do papel da ONU na mediação do conflito.

“Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza. Civis israelenses pagaram o preço do radicalismo e da intolerância dos atos terroristas do Hamas”, afirmou Lula, segundo a transcrição divulgada.

Para analistas ouvidos por veículos nacionais, o discurso buscou recolocar o Brasil como voz do Sul Global em temas humanitários, sem romper canais com nenhum dos lados envolvidos na ajuda humanitária.

Reação do Hamas e histórico do embate

Ainda de acordo com o Metrópoles, Qaddoumi disse que Lula escolheu estar do lado certo da história e que o presidente atua em defesa dos direitos dos palestinos. Não é a primeira vez que o grupo elogia o brasileiro. Em 2024, manifestações semelhantes ocorreram após Lula criticar a ofensiva israelense em Gaza.

O pano de fundo inclui:

  • Guerra prolongada: confrontos intensos na Faixa de Gaza com milhares de mortos e deslocados, segundo agências humanitárias;
  • Pressão internacional: cobranças por cessar-fogo, corredores humanitários e investigação de violações;
  • Posição brasileira: Itamaraty mantém defesa de cessar-fogo imediato, assistência humanitária e solução negociada;
  • Repercussão interna: falas de Lula sobre o tema costumam dividir opiniões no Congresso, entre governistas e oposição.

No Rio Grande do Norte, onde vivem comunidades árabes e judaicas e há forte presença de grupos religiosos, o tema costuma gerar debates em universidades, igrejas e redes sociais. Professores de relações internacionais da UFRN ouvidos em ocasiões anteriores costumam ponderar que elogios de grupos em conflito não significam alinhamento automático do Brasil, mas refletem o uso político do discurso.

O que acontece agora

A diplomacia brasileira deve seguir com gestos em duas frentes: apoio a resoluções humanitárias na ONU e articulação para envio de ajuda por meio de agências internacionais. Até a publicação desta matéria, o Itamaraty não havia anunciado nova viagem ou medida adicional específica sobre Gaza. O governo israelense ainda não havia comentado oficialmente a nova manifestação de Qaddoumi.

Conclusão

O episódio mostra como uma fala na Assembleia Geral ultrapassa Nova York e chega a Natal, Mossoró e Caicó em poucas horas. O discurso de Lula combinou condenação à operação militar em Gaza e repúdio a ataques contra civis israelenses, o que gerou leitura positiva por parte do Hamas e mantém aceso o debate sobre o papel do Brasil na mediação. Novos desdobramentos devem surgir nas próximas sessões da ONU e em notas oficiais do Itamaraty, que a Tribuna RN seguirá acompanhando.

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