Nota de pastores sobre padroeira agita disputa e mira fala de Lula
Conselho de pastores divulgou nota em defesa de Flávio Bolsonaro e criticou o presidente Lula por suposta notícia falsa sobre Nossa Senhora Aparecida na reta final da campanha.
Por Tribuna RN
Publicado em 29 de setembro de 2026 às 00:42 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

BRASÍLIA/DF — O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil divulgou neste domingo uma nota pública em apoio ao senador Flávio Bolsonaro e com críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por causa de uma versão falsa que circula sobre a padroeira do país. Segundo o colegiado, a narrativa de que o parlamentar acabaria com o título de Nossa Senhora Aparecida não procede e estaria sendo usada para opor católicos e evangélicos na fase decisiva da corrida eleitoral.
De acordo com o material divulgado, o grupo classifica o episódio como uma invenção com objetivo político. O texto sustenta que nem o candidato nem as lideranças religiosas teriam qualquer plano para mexer em feriados, devoções ou celebrações de outra fé. Para quem acompanha a disputa do Rio Grande do Norte, onde a devoção à santa mobiliza paróquias da Grande Natal ao Seridó, o recado tenta conter o estrago de um boato com forte apelo emocional.
O que diz o documento divulgado pelo conselho
A manifestação foi apresentada como uma resposta institucional do Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil, entidade que, segundo a publicação de origem, foi criada pelo pastor Silas Malafaia. O documento leva ainda a assinatura de outros doze líderes religiosos e adota um tom duro contra o que chama de uso eleitoral de uma inverdade.
- Repúdio ao boato: o grupo afirma rejeitar com firmeza a circulação da versão sobre o fim do título de padroeira e diz que a história foi desvirtuada no debate político.
- Crítica ao presidente: o texto atribui ao chefe do Planalto e a seus aliados a responsabilidade por espalhar a suposta invenção para desgastar um adversário na reta final.
- Apelo à convivência: os signatários declaram que fiéis das duas tradições convivem em harmonia e negam qualquer articulação para cancelar festas, feriados ou cultos.
- Peso das assinaturas: além de Malafaia, outros doze pastores subscrevem a nota, o que amplia o alcance da mensagem entre igrejas de diferentes regiões.
“Evangélicos e católicos vivem em paz. Não existe nenhuma iniciativa por parte de líderes evangélicos, junto a nenhuma candidatura, para promover o cancelamento de feriados ou cultos de qualquer religião”, afirma o documento, segundo a publicação que divulgou a nota.
Boato sobre a padroeira contamina a reta final
A polêmica gira em torno de uma alegação sem comprovação de que, se eleito, Flávio Bolsonaro retiraria de Nossa Senhora Aparecida a condição de padroeira do Brasil. De acordo com o conselho, não há proposta, conversa ou compromisso nesse sentido. A versão ganhou tração em redes sociais e passou a pautar declarações de ambos os lados, o que ajuda a entender por que o assunto saiu do campo da fé e entrou no centro do confronto eleitoral.
Para o eleitor potiguar, o tema tem ressonância direta. No Rio Grande do Norte, festejos, novenas e romarias dedicadas à santa lotam igrejas em Natal, Mossoró, Caicó e no interior, além de movimentar comércio, turismo religioso e transmissões locais. Quando um boato toca um símbolo tão presente no cotidiano, o efeito costuma ser imediato em grupos de família, corredores de igreja e rodas de conversa no trabalho.
Do ponto de vista da campanha, episódios assim funcionam como teste de reação rápida. Quem é citado precisa desmentir com clareza, apresentar porta-vozes e evitar que a suspeita se fixe. Já quem acusa tenta transformar a dúvida em desgaste permanente. Por isso, segundo analistas ouvidos em coberturas do pleito, a checagem em fontes oficiais e em veículos com apuração própria virou uma etapa essencial antes de compartilhar qualquer conteúdo sobre religião e eleição.
Conclusão
O caso segue em acompanhamento, com novas declarações esperadas dos dois campos nos próximos dias. Até a publicação desta matéria, o que há de concreto é a nota do colegiado evangélico com apoio ao senador e críticas ao presidente, além da negação de qualquer plano contra a padroeira. A orientação para o eleitor do Rio Grande do Norte é redobrar o cuidado com correntes e vídeos sem origem identificada, conferir o teor em canais oficiais e acompanhar os desdobramentos pelos meios que fazem apuração direta dos fatos.
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