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Pirâmide do ouro: helicóptero de R$ 10 mi é apreendido em megaoperação

Ação do MPSP cumpriu 13 mandados em SP e no Rio, apreendeu aeronave, carros de luxo e armas e apura prejuízo a mais de 2 mil vítimas de falso investimento em ouro.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 30 de setembro de 2026 às 00:15 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

Pirâmide do ouro: helicóptero de R$ 10 mi é apreendido em megaoperação
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

NATAL/RN — Um suposto esquema de pirâmide financeira disfarçado de investimento em ouro virou alvo de uma grande ofensiva policial nesta terça-feira (29). Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a Operação Sanakay cumpriu 13 mandados de busca e apreensão na capital paulista, em cidades da Grande São Paulo e no Rio de Janeiro, e apreendeu um helicóptero Robinson R66 avaliado em mais de R$ 10 milhões. O caso, revelado pelo portal Agora RN, interessa diretamente ao leitor potiguar porque o golpe usava promessa de lucro rápido, armadilha que costuma alcançar investidores do Rio Grande do Norte pelas redes sociais.

De acordo com os investigadores, o grupo teria movimentado cerca de R$ 500 milhões e deixado mais de 2 mil vítimas no prejuízo. Parte dos aportantes, ainda segundo a apuração, chegou a vender bens pessoais na expectativa de retorno alto e não conseguiu reaver os valores.

Como funcionava o suposto esquema

Conforme detalhado pelo MPSP, os investigados apresentavam aos clientes uma tese aparentemente sofisticada: o dinheiro seria usado para comprar ouro e revendê-lo no mercado internacional com margem elevada. Os valores, porém, não teriam o destino anunciado.

Os apuradores descrevem a engrenagem da seguinte forma:

  • Promessa de rentabilidade alta: oferta de ganhos acima do mercado a partir da compra e revenda do minério.
  • Aparência de solidez: uma fatia dos recursos permanecia aplicada para simular rendimentos e sustentar a confiança.
  • Efeito cascata: os supostos lucros iniciais serviam para atrair parentes, amigos e novos grupos de investidores.
  • Desvio para luxo: outra parcela teria bancado padrão de vida elevado, com bens de alto valor em nome de terceiros.

A investigação trata os fatos, até aqui, como hipótese criminal em apuração. Nenhuma condenação definitiva foi anunciada, e os nomes dos investigados seguem preservados nos informes oficiais divulgados até a publicação desta matéria.

O que foi apreendido e o tamanho do bloqueio

O ponto mais visível da ofensiva foi a localização da aeronave em um hangar no bairro Santa Fé, em Osasco, na Grande São Paulo. Além do helicóptero, as equipes recolheram, segundo o MPSP, veículos de padrão superior, barras e peças de ouro, seis armas de fogo, munições, uma prensa, cerca de quatro quilos de pólvora, estojos e projéteis.

A frente patrimonial da apuração é ampla:

  • Sequestro judicial: em agosto, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 162 milhões ligados ao grupo.
  • Medidas anteriores: em abril, bens de 137 pessoas físicas e 32 empresas já haviam sido atingidos, incluindo imóveis, veículos, saldos bancários e aplicações.
  • Recuperação de ativos: o objetivo declarado é recompor ao menos parte das perdas das vítimas, com venda judicial futura dos bens, se autorizada.
  • Frente policial: a operação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Recuperação Patrimonial (GAEPP), com o Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) da Polícia Civil paulista e o 1º Batalhão de Choque da PM.

Para o potiguar, o alerta é objetivo: desconfie de oferta que garanta lucro fixo alto, pressione por aportes rápidos ou peça sigilo sobre a estratégia. Antes de investir, confira o CNPJ, verifique se a empresa tem autorização da Comissão de Valores Mobiliários e nunca transfira quantias para contas de terceiros sem contrato claro.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração do Ministério Público paulista. As diligências continuam para identificar outros possíveis envolvidos, rastrear o caminho do dinheiro e dimensionar o prejuízo total. Os detidos e os bens apreendidos permanecem à disposição da Justiça, e o inquérito vai definir os próximos passos, incluindo eventuais denúncias formais.

Até a publicação desta matéria, não havia informação oficial sobre vítimas no Rio Grande do Norte, mas golpes com a mesma roupagem costumam circular em grupos de mensagens na Grande Natal, no Oeste e no Seridó. A orientação é que quem suspeitar de oferta semelhante preserve comprovantes, extratos e conversas e procure a Delegacia de Defraudações, a Polícia Civil pelo 181 ou o Procon estadual antes de aportar qualquer valor.

Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Agora RN (via RSS)
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O Tribuna RN preza pela apuração precisa, imparcialidade e respeito aos cidadãos potiguares. Nossas reportagens seguem rigorosos critérios éticos e jornalísticos. Sugestões e esclarecimentos podem ser encaminhados diretamente aos canais de contato da nossa redação.

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