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Henrique cobra posição do MDB potiguar pró-Lula e cita 52 anos de partido

Ex-ministro potiguar pediu manifestação pública do diretório estadual em favor de Lula e apelou à direção nacional. Cobrança expõe racha interno do MDB na véspera do 2º turno.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 13 de outubro de 2026 às 20:15 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

Henrique cobra posição do MDB potiguar pró-Lula e cita 52 anos de partido
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Agora RN

NATAL/RN — O potiguar Henrique Eduardo Alves — que já comandou ministério e a Câmara dos Deputados — exigiu nesta terça, dia 13, que o MDB estadual se manifeste abertamente pela continuidade do petista no Palácio do Planalto. Conforme relatado pelo veículo de origem, o ex-ministro usou sua conta na rede X para os apelos, lembrou mais de cinco décadas de vínculo partidário e pediu o empenho da cúpula nacional no enfrentamento com o senador do PL-RJ.

Apelos na rede X e chamado à cúpula nacional

Nas mensagens, Henrique mencionou diretamente o comando nacional emedebista, hoje com Baleia Rossi, e sustentou que a sigla deve agir com coerência diante do próprio passado recente ao lado do governo federal.

  • Canal usado: publicações na rede X, onde o ex-deputado mantém perfil ativo;
  • Interlocutor acionado: a presidência nacional da legenda, cobrada a se mover;
  • Eixo da argumentação: fidelidade à trajetória do partido e compromisso democrático;
  • Compromisso assumido: o próprio Henrique disse tomar para si a cobrança diante do silêncio público do diretório potiguar;
  • Credencial invocada: 52 anos de militância na mesma sigla como lastro do pedido.

As declarações traduzem a avaliação pessoal do ex-ministro e não equivalem a deliberação do diretório estadual, que permanece sem comunicado formal sobre a disputa presidencial da etapa final, marcada para o domingo de votação (25/10).

Divisão emedebista e nó com a corrida estadual

A cobrança deixa à mostra o descompasso interno do MDB em um ano de palanques cruzados no RN. No tabuleiro estadual, o dirigente da legenda no estado, o vice-governador Walter Alves, rompeu com o grupo da governadora e passou a defender publicamente Allyson Bezerra, concorrente de Cadu de Lula pelo governo potiguar.

  • Nome em evidência: Walter Alves, vitorioso em 2022 ao lado de Fátima Bezerra e atual comandante estadual do partido;
  • Caminho estadual de Walter: defesa aberta de Allyson, com pedidos de voto no 44 e peças de campanha nas redes;
  • Mapa da sigla no país: dez representações estaduais, do Nordeste ao Norte, subscreveram manifesto pró-Lula, segundo a CNN Brasil;
  • Ponto sensível: a seção potiguar ficou de fora da lista de subscritores do texto;
  • Corrente oposta: outra ala, com cerca de 15 seções, preferiria o nome do PL na disputa nacional, ainda conforme a mesma apuração;
  • Conteúdo do manifesto: citação a benefícios de transferência de renda, saúde, moradia e acesso ao ensino mantidos nas gestões petistas.

Para quem acompanha a política potiguar, o imbróglio embaralha as duas disputas: no estado, o MDB de Walter atua pelo palanque de Allyson; no plano federal, Henrique tenta reconduzir a legenda ao bloco de sustentação do Planalto, do qual o partido participou na chapa que elegeu Fátima em 2022.

Longa trajetória e retorno à sigla

Filho do ex-governador Aluízio Alves, Henrique fez carreira na legenda e acumulou onze legislaturas consecutivas na Câmara Federal (1971–2015), incluindo a presidência da Casa em 2013–2014. Depois esteve à frente do Turismo federal nas gestões Dilma e Temer.

  • Ruptura em 2022: desligou-se da sigla por atritos com o comando estadual e tentou a Federal por outra legenda, o PSB;
  • Refiliação em 2026: teve o retorno validado pela cúpula nacional em março deste ano;
  • Papel hoje: liderança histórica sem mandato, mas com intervenção direta nas articulações da etapa decisiva.

Conclusão

A ofensiva de Henrique eleva a pressão sobre o diretório potiguar a menos de duas semanas da votação e impõe uma definição pública: acompanhar as dez seções que já fecharam com o Planalto ou preservar o silêncio enquanto outra corrente flerta com o palanque rival. Desdobramentos prováveis até o dia 25 incluem notas oficiais, adesões de prefeitos e gestos das bancadas no RN e em Brasília.

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