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Mossoró chega a 121 homicídios no ano após morte em casa no Sumaré

Homem identificado apenas como Leandro foi achado sem vida na manhã desta quarta-feira em imóvel na rua Manoel Vicente Ferreira; Polícia Civil apura autoria e motivação do crime.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 07 de outubro de 2026 às 16:25 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Mossoró Notícias)

Viatura da Polícia Civil em atendimento de ocorrência em Mossoró
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Mossoró Notícias

MOSSORÓ/RN — A cidade de Mossoró, na região Oeste, contabilizou o 121º homicídio de 2026 na manhã desta quarta-feira (7). Um homem reconhecido até o momento somente pelo primeiro nome, Leandro, foi localizado sem vida em um imóvel residencial na rua Manoel Vicente Ferreira, no bairro Alto do Sumaré. Segundo a Polícia Civil, o corpo apresentava marcas de tiros e o cenário levantou a hipótese de execução.

A ocorrência mobilizou equipes da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) de Mossoró, responsável por esse tipo de investigação no município. Até a publicação desta matéria, ninguém havia sido apontado como autor e o motivo seguia desconhecido, de acordo com as informações repassadas pela corporação.

Imóvel sem vestígio de invasão chama atenção da perícia

O ponto que mais despertou a atenção dos investigadores, segundo o relato policial, foi a condição do imóvel. Ainda de acordo com a Polícia Civil, o homem vivia sozinho no endereço e os agentes não localizaram indícios de entrada forçada no local.

Para quem acompanha a rotina policial no Oeste potiguar, esse detalhe costuma orientar duas linhas iniciais de apuração: a possibilidade de a vítima conhecer quem entrou na casa ou de o agressor ter encontrado uma forma de acesso sem deixar marcas evidentes. Nenhuma dessas hipóteses foi confirmada oficialmente até o fechamento do texto.

  • Local: residência na rua Manoel Vicente Ferreira, Alto do Sumaré, em Mossoró;
  • Momento do achado: manhã desta quarta-feira (7);
  • Vítima: homem tratado inicialmente apenas como Leandro;
  • Sinais constatados: ferimentos compatíveis com disparos de arma de fogo;
  • Situação do imóvel: morador vivia só, sem registro aparente de arrombamento.

A dinâmica exata somente poderá ser descrita após a conclusão dos laudos. Em casos desse perfil, a DHPP costuma cruzar o exame de local, a análise dos projéteis e eventuais imagens de câmeras da vizinhança antes de definir a linha principal do inquérito.

DHPP assume inquérito e busca testemunhas no Alto do Sumaré

A Delegacia de Homicídios de Mossoró ficará à frente das diligências. Segundo a Polícia Civil, o trabalho agora se concentra em ouvir moradores da rua Manoel Vicente Ferreira e do entorno do conjunto Cidade Alta, região que integra a área do Sumaré, para reconstruir as últimas horas da vítima.

Esse tipo de levantamento inclui perguntas sobre movimentação estranha durante a madrugada e a manhã, barulhos de tiros, presença de motos ou carros desconhecidos e a rotina do morador. Qualquer detalhe pode ajudar a estabelecer o horário aproximado do crime, informação que ainda não foi divulgada.

  • Quem investiga: DHPP de Mossoró, unidade especializada em homicídios;
  • O que falta esclarecer: autoria, motivação e horário exato;
  • Próximas etapas: oitivas, perícia complementar e checagem de câmeras;
  • Canal de ajuda: Disque Denúncia 181, com garantia de anonimato.

O Alto do Sumaré é um bairro populoso da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, com trechos residenciais e comerciais. Moradores da região costumam relatar preocupação com crimes violentos, tema recorrente nos debates sobre segurança pública no Oeste, que inclui ainda cidades como Baraúna, Areia Branca e Apodi na área de influência de Mossoró.

Violência letal mantém pressão sobre o Oeste potiguar

Com o registro desta quarta-feira, Mossoró alcançou 121 mortes violentas intencionais em 2026, segundo a contagem citada na apuração inicial. O número reforça a pressão sobre o sistema de segurança no Oeste, região que concentra parte relevante das ocorrências do interior potiguar ao lado da Grande Natal.

Especialistas em segurança costumam lembrar que cada inquérito de homicídio exige preservação do local, rapidez na coleta de vestígios e colaboração da comunidade. A ausência de arrombamento, se confirmada pela perícia, pode indicar um crime planejado, mas somente o inquérito poderá dizer se houve emboscada, discussão anterior ou outro contexto.

Até a conclusão, a orientação das autoridades é que informações sejam repassadas pelos canais oficiais, sem exposição de testemunhas em redes sociais. A divulgação de nomes, fotos ou versões sem confirmação pode atrapalhar diligências e gerar injustiças.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração da DHPP de Mossoró. Os próximos passos incluem a finalização dos laudos periciais, a identificação formal completa da vítima e a busca por testemunhas e imagens que ajudem a apontar autoria e motivação. Novos detalhes devem ser divulgados pela Polícia Civil à medida que as diligências avancem, sem prejuízo do sigilo necessário à investigação.

Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Mossoró Notícias (via RSS)
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