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Colaboradora de resgate no Potengi é achada morta em São Gonçalo

Mulher que teria ajudado a PM a localizar vítima mantida em barco no Rio Potengi foi sequestrada no Golandim, em São Gonçalo do Amarante, e encontrada morta com sinais de violência. Polícia apura o caso.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 25 de setembro de 2026 às 23:59 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

Colaboradora de resgate no Potengi é achada morta em São Gonçalo
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Blog do BG

SÃO GONÇALO DO AMARANTE/RN — Uma mulher apontada como colaboradora das forças de segurança em um resgate realizado no Rio Potengi foi sequestrada na noite de quarta-feira (24) e encontrada morta horas depois no bairro Golandim, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Segundo os primeiros relatos divulgados pela imprensa potiguar, o corpo apresentava sinais de violência extrema. O caso segue sob apuração policial até a publicação desta matéria.

De acordo com o portal Via Certa Natal, citado pelo Blog do BG, a vítima teria repassado aos policiais as informações que permitiram localizar, no dia 23 de agosto, uma mulher mantida refém em uma embarcação no Rio Potengi. Cerca de um mês após aquela ocorrência, a colaboradora foi levada à força e morta. Nenhum suspeito foi apontado nominalmente até o momento.

Resgate no Rio Potengi mobilizou PM em agosto

O episódio anterior, que teria motivado a represália, ocorreu nas proximidades do Passo da Pátria, entre Natal e São Gonçalo do Amarante. Na ocasião, segundo as informações divulgadas:

  • Denúncia decisiva: a mulher agora morta teria indicado o local onde a vítima estaria mantida em um barco no Rio Potengi;
  • Ação conjunta: equipes do helicóptero Potiguar 01, do 1º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão de Choque participaram da diligência;
  • Resultado: os policiais localizaram a embarcação, prenderam os suspeitos presentes e libertaram a mulher mantida refém;
  • Contexto: a vítima original seria submetida ao chamado "tribunal do crime", expressão usada para descrever julgamentos informais impostos por grupos criminosos.

A operação foi tratada na época como um resgate bem-sucedido na região metropolitana, justamente por envolver o emprego do helicóptero da segurança pública e de dois batalhões da PM em um ponto de difícil acesso no leito do rio.

Sequestro no Golandim e morte sob investigação

O novo crime aconteceu no bairro Golandim, um dos mais populosos de São Gonçalo do Amarante. Ainda segundo os relatos publicados, a sequência teria sido a seguinte:

  • Noite de quarta-feira (24): a mulher foi sequestrada por desconhecidos;
  • Horas depois: o corpo foi encontrado na mesma região, com mutilações nas orelhas e na língua;
  • Perícia acionada: o Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) foi chamado para os exames de local e necroscópico, conforme o protocolo em homicídios no RN;
  • Investigação: a Polícia Civil apura autoria e motivação, sem descartar a hipótese de retaliação pela colaboração com a polícia.

Até a publicação desta matéria, as autoridades não haviam divulgado oficialmente a identidade da vítima, a dinâmica exata do sequestro nem prisões relacionadas ao homicídio. A Tribuna RN opta por não expor dados pessoais de vítimas de crimes violentos além do já tornado público pelos órgãos oficiais.

Casos com esse perfil costumam ser investigados pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na Grande Natal, com apoio da PM para levantamentos de área. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque 181, sem necessidade de identificação do denunciante.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração da Polícia Civil. Os próximos passos incluem a conclusão dos laudos do Itep, a oitiva de familiares e testemunhas e a análise de imagens de câmeras da região do Golandim. Se confirmada a ligação entre o homicídio e o resgate de agosto, a investigação deve apurar também eventual atuação de grupo criminoso naquela faixa entre o Passo da Pátria e São Gonçalo do Amarante.

A orientação das autoridades é que moradores com qualquer informação sobre a noite do crime procurem os canais oficiais — 190 para emergências e 181 para denúncias anônimas — sem se expor. Novos detalhes devem ser divulgados pela Polícia Civil ao longo do inquérito.

Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.

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