Jorge do Rosário diz que R$ 400 mil da PF não têm ligação com campanha
Candidato a deputado estadual afirma em nota que valores apreendidos pela Polícia Federal em Mossoró seriam para compromissos de empresa e folha de pessoal.
Por Tribuna RN
Publicado em 03 de outubro de 2026 às 14:16 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Mossoró Notícias)

MOSSORÓ/RN — O candidato a deputado estadual Jorge do Rosário divulgou nota nesta sexta-feira (2) para se manifestar sobre os R$ 400 mil em espécie apreendidos pela Polícia Federal no município. No posicionamento, a assessoria sustenta que a quantia não possui qualquer vínculo com a campanha eleitoral e que o concorrente não recebeu, movimentou ou obteve vantagem a partir desses recursos. O caso permanece sob apuração das autoridades federais, sem conclusão definitiva até a publicação desta matéria.
O episódio ganhou repercussão na região Oeste porque envolve um nome que disputa vaga na Assembleia Legislativa e ocorre na reta final da campanha. Documentos que integram a apuração citam o candidato como sócio majoritário e administrador da empresa titular da conta da qual o montante teria sido provisionado para retirada, conforme relatado pelo portal de origem com base no inquérito.
O que diz a nota divulgada pelo candidato
Segundo a assessoria, o dinheiro teria destinação estritamente empresarial e privada, voltada a compromissos comerciais e ao pagamento de funcionários. O texto também afirma que o candidato está afastado da rotina administrativa da companhia e não participou das movimentações financeiras ligadas ao episódio.
- Negação de vínculo eleitoral: a nota afirma que os valores não se relacionam com a campanha e que nenhum benefício teria chegado ao candidato.
- Destinação alegada: quitação de obrigações junto a fornecedores e da folha de salários da empresa da qual ele é sócio.
- Natureza da operação: a assessoria classifica o trâmite como assunto privado e empresarial, fora do caixa de campanha.
- Afastamento da gestão: o comunicado declara que ele não toma parte na administração cotidiana do negócio nem nas operações financeiras em exame.
- Transparência da campanha: o texto sustenta que as contas eleitorais seguem as exigências de fiscalização e prestação de contas da legislação vigente.
Ainda de acordo com a assessoria, por respeito ao andamento das diligências, a defesa evita especular sobre os fatos e declara confiar no esclarecimento técnico por parte das autoridades competentes.
O que a Polícia Federal apura até agora
Conforme o relato do portal que acompanha o inquérito, a apreensão ocorreu em Mossoró e integra uma investigação que busca esclarecer a origem, o trajeto e a finalidade da quantia em dinheiro vivo. Os investigadores analisam documentos bancários e o contexto do saque para verificar se houve alguma irregularidade, inclusive de caráter eleitoral.
- Valor sob exame: R$ 400 mil em espécie, recolhidos por agentes federais no município do Oeste potiguar.
- Vínculo societário em checagem: papéis da apuração apontam o candidato como sócio majoritário e gestor da firma ligada à conta de origem do provisionamento.
- Linha de investigação: os agentes verificam se a movimentação teve motivação empresarial regular ou alguma conexão com o período eleitoral.
- Estágio atual: diligências em curso, sem denúncia formal nem decisão judicial definitiva sobre responsabilidades.
Até o fechamento desta reportagem, não havia anúncio de indiciamento, denúncia do Ministério Público ou determinação judicial contra o candidato em razão desse episódio específico. Todas as circunstâncias seguem na condição de fatos sob apuração.
O que acontece agora
O caso segue sob apuração da Polícia Federal, que deve aprofundar a análise documental e ouvir os envolvidos antes de encaminhar conclusões ao Ministério Público. O inquérito vai definir os próximos passos, que podem incluir novas diligências, arquivamento ou eventual responsabilização, sempre com direito ao contraditório.
A orientação para o eleitor da região Oeste é acompanhar o desenrolar pelos canais oficiais e aguardar as manifestações formais das instituições, sem tirar conclusões precipitadas em pleno período de campanha.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
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