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Bloqueio de R$ 7 milhões para UTIs trava sem saldo e médicos avaliam parar no RN

Decisão mirava quitar salários atrasados de médicos de UTI em Mossoró e Assú, mas conta única do Estado estava sem fundos; categoria marca assembleia para terça.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 12 de outubro de 2026 às 14:25 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Mossoró Notícias)

Fachada do Hospital Regional Tarcísio Maia em Mossoró, referência em urgência no Oeste potiguar
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Mossoró Notícias

MOSSORÓ/RN — Uma ordem judicial para separar R$ 7 milhões e quitar débitos com médicos que atendem em UTIs da rede estadual não saiu do papel porque, segundo o apurado até aqui, a conta central do Executivo potiguar não tinha recursos livres para o bloqueio. O montante atenderia profissionais lotados em duas unidades estratégicas do interior: o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró, e o Hospital Nelson Inácio dos Santos, em Assú.

De acordo com o Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed-RN), os valores em aberto correspondem a plantões e escalas de maio, ainda sem compensação. A entidade afirma que a indefinição compromete o planejamento das equipes e pressiona o funcionamento de leitos críticos, usados por pacientes em estado grave vindos de Mossoró, do Alto Oeste, do Vale do Açu e de cidades vizinhas.

O que a decisão previa e onde o pagamento emperrou

A medida determinada pela Justiça tinha objetivo prático: reservar a quantia antes que fosse usada em outras despesas, garantindo o repasse direto aos profissionais. Na prática, o cumprimento esbarrou na ausência de saldo disponível na conta única, instrumento pelo qual o Estado concentra receitas e execuções financeiras.

  • Valor alvo do bloqueio: R$ 7 milhões, destinados a médicos de terapia intensiva da rede estadual.
  • Unidades alcançadas: Hospital Tarcísio Maia (Mossoró) e Hospital Nelson Inácio dos Santos (Assú).
  • Período cobrado: atendimentos de maio, ainda sem quitação, segundo o Sinmed-RN.
  • Trava relatada: conta única sem fundos suficientes no momento do cumprimento.
  • Histórico apontado: atrasos recorrentes em contratos da saúde estadual desde 2024, sem calendário público de regularização.

Procurado por meio dos canais oficiais, o Governo do Estado ainda não apresentou, até a publicação desta matéria, um cronograma detalhado para colocar os repasses em dia. A reportagem mantém o espaço aberto para o posicionamento do Executivo e da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

Assembleia na terça pode definir restrição de atendimentos

Diante do impasse, os médicos avaliam reduzir a oferta de escalas nos próximos dias. Uma assembleia da categoria está marcada para terça-feira (13), às 17h, quando devem ser votadas as próximas medidas, incluindo a possibilidade de restrição parcial nos plantões. Situação semelhante, com pendências em contratos, também foi relatada em Natal, o que amplia o alerta sobre a rede estadual como um todo.

O ponto mais sensível é o papel do Tarcísio Maia, principal porta de urgência e emergência do Oeste potiguar. Qualquer diminuição no quadro das UTIs tende a gerar efeito cascata: superlotação no pronto-socorro, transferências represadas e maior espera por leitos em Mossoró e na região. Em Assú, o Hospital Nelson Inácio dos Santos cumpre função equivalente para o Vale do Açu, atendendo casos que exigem estabilização rápida.

Para o leitor potiguar, a orientação é acompanhar os comunicados oficiais do Sinmed-RN e da Sesap antes de se deslocar para atendimentos eletivos, além de priorizar as UPAs e o Samu 192 em situações de urgência. Pacientes com procedimentos agendados devem confirmar a manutenção da escala junto às unidades.

Conclusão

O episódio expõe um gargalo fiscal e de gestão: mesmo com ordem judicial, a quitação depende de caixa disponível e de priorização no fluxo de pagamentos. Até a publicação desta matéria, não havia prazo anunciado para normalizar os valores de maio. Novos detalhes devem ser divulgados após a assembleia da categoria e por manifestações oficiais do Estado, que seguem aguardadas pela Tribuna RN.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Mossoró Notícias (via RSS)
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