Lula cita fim das bets e provoca Flamengo e Corinthians em comício
Em comício em São Paulo, o presidente criticou clubes patrocinados por bets e citou o São Paulo como exemplo de conquistas sem o setor, enquanto Janja gesticulava atrás dele.
Por Tribuna RN
Publicado em 27 de setembro de 2026 às 20:36 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

SÃO PAULO/SP — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender restrições às apostas eletrônicas durante comício realizado neste sábado (26), em São Paulo, e citou diretamente Flamengo e Corinthians ao rebater a pressão de clubes patrocinados pelo setor. A cena chamou atenção porque a primeira-dama Janja apareceu logo atrás dele fazendo sinal de “não” com o dedo, numa tentativa de interromper a fala, mas o presidente manteve o discurso sobre as bets.
O tema interessa de perto ao torcedor potiguar. América-RN e ABC, além de clubes do interior como Potiguar de Mossoró e Santa Cruz de Natal, disputam calendários nacionais em que o patrocínio de casas de aposta se tornou fonte relevante de receita. Qualquer mudança federal nas regras mexe com o orçamento dos times e com a publicidade que chega às camisas, aos estádios e às transmissões acompanhadas no RN.
O que Lula disse no palanque
Segundo o relato do evento, Lula afirmou que os clubes alegam que o fim das bets acabaria com o futebol brasileiro e reagiu citando o São Paulo como contraponto histórico. Ele ainda dirigiu uma pergunta ao ministro Fernando Haddad, presente no ato, sobre o time do coração do auxiliar.
Os pontos centrais da fala, conforme a apuração:
- Crítica direta: Flamengo e Corinthians foram citados como líderes da pressão contra o fim dos patrocínios de bets;
- Argumento histórico: o São Paulo conquistou três títulos mundiais sem patrocínio de apostas, segundo o presidente;
- Intervenção de Janja: a primeira-dama gesticulou pedindo pausa, mas foi ignorada e ele concluiu o raciocínio;
- Contexto oficial: o governo discute endurecer regras e reunir dirigentes da Série A nos próximos dias.
“Hoje os times de futebol, liderados pelo Flamengo e pelo Corinthians e por todos os times, disseram que se eu acabar com as bets, eu vou acabar com o futebol. Haddad, presta atenção. Que time você torce? Haddad é são-paulino. É importante lembrar que o São Paulo foi campeão do mundo três vezes e não tinha bets”, disse o presidente, segundo o relato do comício.
Por que o debate das bets atinge o RN
De acordo com o governo federal, a preocupação central é o endividamento das famílias e o impacto do jogo no consumo. No Rio Grande do Norte, onde o comércio de bairro sente rápido qualquer aperto no bolso do consumidor, de Natal à Grande Natal e do Oeste ao Seridó, entidades de defesa do consumidor têm alertado para apostas feitas por impulso no celular.
Para os clubes locais, o outro lado da conta pesa. Sem cotas de TV equivalentes às dos gigantes do Sudeste, times potiguares dependem de patrocínios pontuais, bilheteria e apoio público. Se as bets perderem espaço, dirigentes terão de buscar novas receitas — de sócio-torcedor a parcerias regionais — para manter elencos e viagens nacionais.
Conclusão
A fala no comício reforça a linha do Planalto de confronto aberto com o setor de apostas e antecipa uma semana de negociação com o futebol. O governo sinaliza encontro com dirigentes da elite do Brasileirão, enquanto os clubes defendem uma transição que não esvazie os caixas. No RN, o torcedor deve acompanhar os próximos anúncios oficiais, pois o desfecho em Brasília vai refletir diretamente no financiamento dos times locais e na publicidade que cerca cada rodada.
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