TSE aperta regras e exige mais dados de pesquisas para o 2º turno
Institutos terão de detalhar perguntas, amostragem e metodologia a partir de 5 de outubro. Medida do TSE amplia transparência na reta final das eleições de 2026.
Por Tribuna RN
Publicado em 26 de setembro de 2026 às 18:15 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

NATAL/RN — Os institutos de pesquisa que atuarem no segundo turno das eleições de 2026 terão de entregar informações mais completas à Justiça Eleitoral. A determinação do Tribunal Superior Eleitoral passa a valer em 5 de outubro, logo após o primeiro turno, e atinge diretamente as disputas acompanhadas de perto pelo eleitor potiguar, do Palácio do Planalto ao Governo do RN.
A iniciativa partiu do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que deve comunicar oficialmente as empresas nos próximos dias. Segundo o tribunal, não há criação de obrigação nova em lei, mas um detalhamento maior dos dados já exigidos no registro de cada levantamento.
O que os institutos terão de informar
Pela nova orientação, as empresas precisarão apresentar com mais precisão os elementos que permitem avaliar a qualidade do levantamento. Entre os pontos citados estão:
- Ordem das perguntas: sequência exata aplicada aos entrevistados, para identificar possível indução em temas como intenção de voto e avaliação de governo;
- População pesquisada: recorte detalhado do público ouvido em cada sondagem;
- Margem de erro e confiança: índices com metodologia explicitada;
- Amostragem e método: forma de seleção dos entrevistados, locais de coleta e tratamento dos dados.
Especialistas ouvidos na discussão avaliam que a ordem dos questionamentos pode influenciar respostas, sobretudo em cenários polarizados. Com o detalhamento, partidos, imprensa e eleitores do Rio Grande do Norte poderão comparar com mais clareza pesquisas sobre Presidência, Governo do Estado, Senado, Câmara e Assembleia Legislativa.
Para o eleitor, a mudança aparece na prática nos registros públicos do TSE, onde ficam disponíveis metodologia, período de coleta, contratante e questionário. A orientação é sempre conferir se a pesquisa citada em redes sociais ou grupos de WhatsApp tem número de registro válido antes de compartilhar.
Selo de acurácia descartado após críticas
Em julho, o presidente do TSE havia sugerido a criação de um Selo Acurácia Eleitoral para destacar os levantamentos que mais se aproximassem do resultado das urnas. A proposta foi abandonada após reação dos institutos.
As empresas argumentaram que sondagens retratam o momento da coleta e não funcionam como previsão de resultado, já que o eleitor pode mudar de voto na reta final. Diante das críticas, o tribunal optou por manter o foco na transparência dos dados, sem ranking oficial de institutos.
A decisão ocorre a oito dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, em um ambiente de forte circulação de números no RN. Levantamentos recentes sobre Governo, Senado e Assembleia têm movimentado as campanhas na Grande Natal, no Oeste e no Seridó, com registros consultados diariamente por partidos e jornalistas.
Conclusão
A nova exigência deve tornar a leitura das pesquisas do segundo turno mais segura para o eleitor potiguar, com acesso ampliado a questionários, margens e métodos. Até a publicação desta matéria, o TSE mantinha o início da vigência para 5 de outubro, com comunicado formal aos institutos nos próximos dias.
Novos detalhes operacionais devem ser divulgados pelo tribunal após a notificação das empresas. A recomendação para o leitor é acompanhar apenas sondagens registradas, verificar a ficha técnica completa e desconfiar de prints sem fonte, link ou número de protocolo na Justiça Eleitoral.
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