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Prefeito de Mossoró pede votos a Allyson em reunião sobre água e saúde no Puxa-Boi

Encontro na comunidade rural Puxa-Boi reuniu cobranças por água e posto de saúde; prefeito Marcos Medeiros teria ligado soluções ao voto em Allyson e Cinthia, segundo o Diário do RN.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 23 de setembro de 2026 às 16:35 • 4 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

Prefeito de Mossoró pede votos a Allyson em reunião sobre água e saúde no Puxa-Boi
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Blog do BG

MOSSORÓ/RN — O prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros (Republicanos), pediu apoio eleitoral ao pré-candidato ao Governo Allyson Bezerra (União Brasil) e à pré-candidata a deputada estadual Cinthia de Allyson (União Brasil) durante um encontro com famílias da comunidade Puxa-Boi, na zona rural do município, que cobravam melhorias no fornecimento de água e no acesso ao atendimento de saúde. O episódio, divulgado nesta quarta-feira (23), foi relatado pelo Diário do RN e repercutido pelo Blog do BG, que aponta uma possível associação entre as respostas da gestão às demandas locais e o voto nos nomes apoiados pelo prefeito.

A reunião aconteceu na própria comunidade, com presença de moradores que apresentaram reclamações antigas sobre a irregularidade da água e a ausência de unidade de saúde próxima. De acordo com o relato publicado, o chefe do Executivo municipal teria condicionado o encaminhamento dessas reivindicações ao fortalecimento político dos candidatos do seu grupo na região Oeste. Até a publicação desta matéria, a Prefeitura de Mossoró não havia divulgado nota oficial com a sua versão sobre o encontro.

Cobranças da comunidade e falas registradas no encontro

Segundo o Diário do RN, o tom do encontro misturou prestação de contas e campanha eleitoral. Moradores pediram providências concretas para dois gargalos do dia a dia no campo: torneiras secas e deslocamentos longos para conseguir consulta ou atendimento básico. A reportagem descreve que o prefeito vestia peças de divulgação eleitoral e estava acompanhado de auxiliares também caracterizados com material dos candidatos.

Durante a conversa, Marcos Medeiros declarou, conforme transcrição divulgada pela imprensa local:

"A gente está andando aqui para pedir voto para o nosso governador. Pedindo voto para Allyson, para a nossa deputada estadual, Cinthia de Allyson. A gente precisa reunir o máximo possível para apoiar o candidato, para que a gente consiga pedir e cobrar."

Ainda de acordo com o relato, pontos centrais do encontro foram:

  • Água na torneira: famílias relataram falhas recorrentes no abastecimento e pediram regularidade no envio de carros-pipa ou na rede que atende a localidade;
  • Saúde perto de casa: a comunidade afirmou não contar com posto em funcionamento no Puxa-Boi e reclamou da distância até a unidade de referência;
  • Transporte sanitário: o prefeito sugeriu organizar um veículo da rede municipal para levar moradores até uma unidade básica em um dia fixo da semana;
  • Presenças no local: a secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, teria acompanhado a agenda, além de integrantes da equipe com itens de campanha;
  • Relato sob reserva: uma pessoa da comunidade, que preferiu não se identificar, disse ao jornal que as promessas de providências vieram acompanhadas do apelo por votos: "A população estava reivindicando a água. Estava reivindicando o problema da UBS, que não tem. Eles prometeram que iam resolver e ele pediu voto também para Allyson e pra Cinthia".

Por que o caso ganhou repercussão no Oeste

O episódio toca em um tema sensível para o período pré-eleitoral no Rio Grande do Norte: o limite entre ato administrativo e propaganda. Pela legislação eleitoral, agentes públicos devem separar a máquina administrativa da disputa, sem vincular a oferta de serviços ao apoio a candidaturas. A avaliação sobre eventual irregularidade, porém, depende de análise da Justiça Eleitoral a partir de provas, representações e direito de defesa — o que ainda não há registro de ter ocorrido neste caso.

Para o leitor do Oeste potiguar, o fato tem peso direto porque Mossoró é o maior colégio eleitoral do interior e costuma dar o tom da disputa na região. Comunidades rurais como o Puxa-Boi, afastadas do centro, dependem fortemente de políticas municipais de água, estradas vicinais e atenção básica. Qualquer sinal de troca de benefícios por voto, mesmo que apenas sugerido em discurso, acende o alerta de lideranças, oposicionistas e órgãos de fiscalização.

Procurada por meio dos canais habituais, a gestão municipal ainda pode apresentar esclarecimentos sobre o contexto das declarações, o caráter do encontro e o cronograma de atendimento ao Puxa-Boi. O espaço segue aberto para a manifestação do prefeito, da secretaria envolvida e dos pré-candidatos citados.

O que acontece agora

O caso segue, por ora, no campo da apuração jornalística e do debate público. Caberá à Justiça Eleitoral, se provocada por partidos, coligações ou Ministério Público Eleitoral, avaliar se as falas e as circunstâncias do encontro configuram conduta vedada ou propaganda antecipada irregular. Até lá, valem a presunção de regularidade dos atos e o direito de resposta dos citados.

A orientação para moradores da zona rural de Mossoró é registrar demandas por água e saúde nos canais oficiais da Prefeitura e da Caern, guardar protocolos e acompanhar o calendário de atendimento anunciado para a comunidade. A Tribuna RN acompanha os desdobramentos e atualiza o caso a cada posicionamento oficial.

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