Walter Alves alinha MDB do RN a Flávio Bolsonaro na reta final do 2º turno
Vice-governador anunciou nesta terça-feira (13) que o diretório potiguar seguirá a maioria nacional do partido e apoiará Flávio Bolsonaro contra Lula no segundo turno do dia 25.
Por Tribuna RN
Publicado em 14 de outubro de 2026 às 14:25 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Agora RN)

NATAL/RN — O vice-governador potiguar e dirigente estadual do MDB, Walter Alves, comunicou no dia 13/10 que a bancada emedebista do estado marchará ao lado do postulante do PL, Flávio Bolsonaro, na etapa decisiva da corrida presidencial, cuja votação ocorre em 25/10. A manifestação apareceu nas redes do próprio vice-governador logo após agenda na capital paulista com a cúpula nacional da sigla, conforme apurou o Agora RN.
Com esse gesto, a representação norte-rio-grandense engrossa o bloco de dezessete comitês regionais que já manifestaram preferência pelo senador fluminense nesta fase derradeira da campanha pelo Planalto. O argumento apresentado por Walter foi acompanhar o entendimento predominante firmado entre as seções da legenda Brasil afora.
Mudança de rota na estratégia do grupo governista
A movimentação altera de forma relevante o tabuleiro desenhado pelo vice-governador neste fim de ciclo eleitoral. Pouco tempo atrás, ao romper com o entorno da gestora Fátima, filiada ao PT, e ao se aproximar do projeto de Allyson, do União, para o Executivo estadual, o dirigente havia indicado que os emedebistas locais preservariam simpatia pela tentativa de permanência de Lula no cargo máximo.
Agora o desenho defendido é outro no palanque local:
- Esfera estadual: sustentação explícita a Allyson, concorrente direto do nome chancelado pelos petistas, Cadu;
- Esfera federal: sustentação explícita ao senador do PL, oponente de Lula na etapa final;
- Discurso oficial: sintonia com a deliberação costurada pela maior parte das seções emedebistas no país.
Conforme a postagem autoral do vice-governador, o diálogo com o timoneiro nacional do partido, o parlamentar paulista Baleia Rossi, sacramentou o acerto. No texto, Walter sustenta que a seccional do RN seguirá a orientação vitoriosa no debate interno entre os estados.
Resposta de cacique histórico escancara racha interno
O posicionamento provocou contragolpe imediato de um nome tradicional da agremiação em solo potiguar. O ex-timoneiro da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves, externou divergência em mensagem na rede X, na qual se desculpou com Lula e sustentou que aquela escolha não traduziria o pensamento de todo o quadro partidário.
De acordo com a cobertura da mídia natalense, Henrique já vinha exigindo há dias uma tomada pública de posição da seccional em prol da postulação petista. Nas cobranças, recordou que a sigla compôs a chapa vitoriosa de Fátima em 2022, ocasião em que Walter figurou como vice, e pediu atuação direta do comando brasileiro na costura.
O cenário de fundo mostra uma legenda fracionada de Norte a Sul:
- Num campo, dezessete seccionais, entre elas a potiguar, que se inclinaram ao senador do PL;
- Noutro campo, dez seccionais nordestinas e nortistas que referendaram a permanência de Lula, a exemplo de Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia;
- Entre os dois polos, veteranos recém-reintegrados, a exemplo de Henrique, que abandonou a agremiação em 2022 por atritos domésticos, tentou a Câmara pelo PSB e sacramentou a volta em março de 2026 pelo diretório brasileiro.
Henrique acumulou onze legislaturas seguidas na Câmara pelo RN, de 1971 a 2015, comandou a Casa no biênio 2013–2014 e chefiou a pasta do Turismo em gestões de Dilma e Temer, capital que agora mobiliza para tentar virar o jogo doméstico.
O que acontece agora
A batida do martelo emedebista pesa na contagem regressiva para a votação de 25/10. Em solo potiguar, onde levantamentos apontam dianteira de Lula, cada adesão é interpretada como sinal para prefeitos, edis e articuladores do Seridó ao Oeste, passando pelo Agreste e pela região metropolitana da capital.
Até o fechamento deste texto, a cúpula regional não informou se organizará evento unificado com o comitê do PL no estado nem qual será o papel de prefeitos da sigla na arregimentação. A expectativa é de que municipalidades e o diretório regional divulguem agenda comum nos próximos dias, possivelmente casada com roteiros de Allyson pelo interior.
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