Conversas em grupo de mensagens revelam articulação prévia da manifestação na UFRN
Mensagens em um grupo no WhatsApp de integrantes do movimento UFRN Anti-Lula 22 apontam que o ato que terminou em tumulto e danos no campus da universidade foi organizado previamente, segundo apurou o Novo Notícias.
Por Tribuna RN
Publicado em 23 de outubro de 2026 às 17:15 • 2 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Novo Notícias)

NATAL/RN — A manifestação que terminou em tumulto, agressões físicas e danos ao patrimônio no campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), na segunda-feira (19), teria sido articulada previamente em canais digitais. A constatação vem de mensagens trocadas em um grupo no WhatsApp por integrantes do movimento "UFRN Anti-Lula 22", às quais o portal Novo Notícias teve acesso e que indicam combinações antecipadas sobre a presença dos participantes no ato.
O conteúdo das conversas aponta que o encontro não surgiu de forma espontânea: a apuração mostra que o grupo digital funcionou como ponto de convergência para o deslocamento dos manifestantes até a universidade. A UFRN ocupa papel central no clima político potiguar neste momento, dado o calendário eleitoral de segundo turno em curso no RN, e a instituição tornou-se palco de disputas simbólicas entre grupos de posições opostas.
O que as conversas indicam
Segundo o material obtido pelo Novo Notícias, os registros no grupo revelam:
- Convocação antecipada dos integrantes do movimento para presença física no campus;
- Coordenação de horários e logística de deslocamento até a universidade antes do dia do ato;
- Postura agressiva planejada, cada vez mais intensa conforme o dia do ato se aproximava, com o resultado que as imagens do tumulto, das agressões e dos danos registrados durante a manifestação registraram.
Contexto maior na Grande Natal
O episódio de segunda-feira se insere em uma sequência de tensões em torno do segundo turno da eleição estadual, com atos políticos cada vez mais frequentes em Natal e cidades próximas. A universidade pública, tradicionalmente um espaço de debates e eventos abertos, passa a discutir medidas de segurança para seus espaços depois dos danos ao patrimônio e das agressões registradas no último dia 19.
Para a comunidade acadêmica, o temor é que novos episódios atrapalhem o funcionamento das aulas e atividades de pesquisa em pleno calendário letivo. Servidores e estudantes relatam preocupação com a circulação de grupos politizados no campus sem controle de entrada. Até o fechamento desta matéria, a UFRN não havia divulgado nota oficial relacionando a articulação digital revelada pelas conversas.
O que acontece agora
A repercussão deve avançar nos próximos dias, tanto no plano acadêmico — com possibilidade de medidas de combate a novos atos tumultuados — quanto no plano investigativo, caso os danos identificados no campus sejam apurados em procedimento próprio. Novos detalhes das conversas e da apuração devem ser divulgados à medida que o material circule e que a universidade e os órgãos de segurança se pronunciem.
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