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Família de potiguar morto na Turquia diz que laudo aponta asfixia e cobra respostas

Irmãos informam que laudo preliminar aponta asfixia não mecânica na morte de Lucas Nascimento, natalense de 33 anos, ocorrida após detenção em centro de migração na Turquia. O corpo chegou ao Brasil no sábado.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 19 de outubro de 2026 às 14:20 • 2 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Novo Notícias)

Imagem ilustrativa sobre a morte do natalense Lucas Nascimento de Medeiros, na Turquia
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Novo Notícias

NATAL/RN — O laudo preliminar sobre a morte do natalense Lucas Nascimento de Medeiros, de 33 anos, na Turquia, aponta asfixia não mecânica. Quem confirma é Marcos Medeiros, irmão da vítima, em relato ao portal Novo Notícias. Segundo a família, Lucas morreu depois de ser detido em um centro de migração no país, e os parentes cobram das autoridades esclarecimentos sobre as circunstâncias exatas do caso. O corpo do potiguar chegou ao Brasil no último sábado (17).

De acordo com o relato dos irmãos Filipe e Marcos Medeiros, Lucas morava em Portugal havia cerca de dez anos e estava a passeio em Izmir, na Turquia. No dia 8 de outubro, ele se envolveu em uma briga na cidade. Conforme o irmão, o natalense procurou a própria polícia para registrar a ocorrência e, no atendimento desse pedido, acabou detido e levado para um centro de migração.

Aviso à família e voo perdido

Ainda segundo os parentes, no mesmo dia da detenção Lucas avisou que seria deportado para o Brasil e chegou a enviar à mãe a própria localização. Uma passagem aérea foi emitida, mas ele não embarcou no voo previsto para 12 de outubro. Nos dias seguintes, as informações repassadas à família mudaram de versão:

  • Primeiro comunicado: o Consulado do Brasil na Turquia teria informado que Lucas foi encontrado morto em um quarto de hotel;
  • Mudança de versão: depois que a família apresentou dados de geolocalização que indicariam a detenção anterior, a informação passou a situar a morte dentro de um centro de detenção migratória;
  • Laudo preliminar: segundo Marcos Medeiros, o documento aponta asfixia não mecânica;
  • Busca por documentos: os irmãos tentam obter registros oficiais que expliquem o que aconteceu entre a detenção e a morte.

Os parentes denunciam descaso no atendimento e levantam suspeitas de violência sob custódia. Até a publicação desta matéria, não havia posicionamento público das autoridades turcas nem do consulado brasileiro sobre as versões apresentadas pela família.

O que acontece agora

Com o corpo em solo brasileiro desde sábado (17), a família cuida dos procedimentos necessários, incluindo as perícias, e afirma que pretende divulgar em breve mais detalhes sobre as medidas adotadas e o andamento dos esclarecimentos. A Tribuna RN acompanha o caso e atualizará a reportagem assim que houver confirmação oficial sobre a investigação da morte.

Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Novo Notícias (via RSS)
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