Suspeita invade casa no Alto Oeste e é detida após agredir adolescente
Caso ocorreu na madrugada de terça-feira (29) no bairro Oitero, em São Miguel; adolescente de 14 anos teria tentado defender o pai e também foi agredida, segundo a PM.
Por Tribuna RN
Publicado em 01 de outubro de 2026 às 13:37 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Tribuna do Norte)

SÃO MIGUEL/RN — Uma mulher de 29 anos foi detida por policiais militares na madrugada desta terça-feira (29) suspeita de invadir uma casa e agredir uma adolescente de 14 anos no bairro Oitero, em São Miguel, no Alto Oeste potiguar. A ação foi atendida por equipes da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar (3ª CIPM), que conduziram a suspeita à delegacia. Segundo a corporação, a adolescente teria se ferido ao tentar proteger o pai durante a confusão dentro do imóvel.
O caso começou, de acordo com a Polícia Militar, quando a suspeita teria lançado uma pedra contra a janela da residência e entrado no local sem autorização. Dentro da casa, ela teria ameaçado um morador com uma faca. A filha dele, de 14 anos, teria entrado no meio para defender o pai e acabou agredida. Após sair do imóvel, a mulher teria voltado e investido novamente contra a jovem. A PM foi acionada e iniciou as buscas na região.
O que a PM apurou no bairro Oitero
Ainda segundo o relato policial, a sequência de fatos no Oitero envolveu invasão, ameaças e confronto direto com moradores e depois com a própria equipe. Os pontos centrais informados pela corporação são:
- Invasão do imóvel: a suspeita teria quebrado parte da janela com uma pedra e entrado na casa na madrugada;
- Ameaça com arma branca: dentro da residência, ela teria tentado atacar o morador com uma faca;
- Agressão à adolescente: a jovem de 14 anos, filha do morador, teria sido agredida ao tentar defender o pai, e teria sido atacada uma segunda vez quando a suspeita retornou ao endereço;
- Localização da suspeita: durante as diligências, os militares teriam encontrado a mulher escondida embaixo de um veículo nas proximidades;
- Resistência à abordagem: ela teria resistido à prisão, sendo necessário o uso de algemas, e teria ainda ameaçado e ofendido os policiais durante o procedimento.
Por se tratar de uma ocorrência com menor de idade envolvida, a identidade da adolescente está preservada. A PM não divulgou nomes de moradores nem detalhes que possam expor a família. O atendimento seguiu o protocolo para casos com agressão em ambiente doméstico e residencial, com isolamento inicial da área e encaminhamento das partes.
Procedimento na delegacia e enquadramento inicial
Após ser contida, a suspeita foi levada à delegacia de plantão da região para ser apresentada à autoridade policial. A ocorrência foi registrada, em tese, com quatro tipificações preliminares:
- Violação de domicílio — por ter entrado na casa sem consentimento;
- Lesão corporal — pelas agressões que teriam atingido a adolescente;
- Ameaça — pelas intimidações relatadas contra moradores e contra a equipe;
- Resistência — por ter dificultado o trabalho policial durante a prisão.
Segundo a Polícia Militar, a mulher teria arremessado uma pedra contra a janela, invadido o imóvel e tentado agredir o morador com uma faca, sendo contida após buscas no bairro.
Cabe agora à Polícia Civil analisar depoimentos, laudos e demais elementos para definir o indiciamento formal. Até a conclusão do inquérito e eventual decisão da Justiça, a mulher deve ser tratada como suspeita, em respeito à presunção de inocência. Informações sobre audiência de custódia e medidas cautelares devem ser divulgadas pelos canais oficiais.
O que acontece agora
O caso segue sob apuração da Polícia Civil no Alto Oeste. Os investigadores devem ouvir moradores, familiares e os militares da 3ª CIPM, além de requisitar exames que ajudem a esclarecer a dinâmica das agressões e a extensão dos ferimentos da adolescente. O inquérito vai indicar se as tipificações iniciais serão mantidas, ajustadas ou ampliadas. A orientação para moradores da região é acionar o 190 em situações de invasão ou agressão em andamento e procurar a delegacia para registrar boletim de ocorrência, preservando provas e relatos para a investigação.
Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.
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