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Cantora de Mossoró cobra remédio de R$ 9 mil para avó com câncer inoperável

Caroline Melo denuncia que o Governo do RN recorreu na Justiça e suspendeu o Pazopanibe 400 mg da avó, com câncer de tireoide, cujo tratamento custa cerca de R$ 9.200 por mês.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 16 de outubro de 2026 às 12:15 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Mossoró Notícias)

Cantora mossoroense Caroline Melo em apelo por medicamento para tratamento da avó
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Mossoró Notícias

MOSSORÓ/RN — Uma artista da terra, Caroline Melo, recorreu às redes sociais nesta semana com um apelo dramático: assegurar que a avó, diagnosticada com um tumor inoperável na tireoide, não fique sem terapia. Em vídeo que circulou na quinta-feira (15), ela relata que o Executivo estadual apresentou novo recurso judicial contra as determinações que garantiam a entrega gratuita do Pazopanibe 400 mg — e que a idosa está outra vez desassistida do fármaco que ajuda a frear a evolução do quadro.

Conforme o depoimento da neta, a terapia demanda duas embalagens do produto a cada mês, ao custo aproximado de R$ 9.200 — quantia que, segundo os parentes, foge ao orçamento doméstico para um uso prolongado. A família chegou a adquirir o medicamento uma vez com dinheiro do próprio bolso, mas não conseguiu sustentar as compras seguintes. A saída foi acionar o Judiciário, que determinou a dispensação pelo poder público a partir do mês de abril — até que as unidades disponíveis se esgotaram e o impasse reapareceu.

O remédio, o custo e a batalha judicial

De acordo com a publicação original do portal Mossoró Notícias, a idosa precisa do Pazopanibe diariamente para tentar frear a progressão do tumor. O histórico descrito pela família reúne os pontos centrais do impasse:

  • Medicamento: Pazopanibe 400 mg, indicado para o quadro da paciente.
  • Dose mensal: dois estojos a cada 30 dias, sem pausas, conforme a prescrição.
  • Custo: por volta de R$ 9.200 ao mês, incompatível com a renda da família.
  • Primeira negativa: o Estado teria negado o fornecimento na via administrativa.
  • Vitória judicial: determinações favoráveis viabilizaram as entregas iniciadas em 22 de abril.
  • Novo capítulo: esgotadas as unidades, o Executivo estadual teria apresentado recurso, e a paciente tornou a ficar sem o fármaco.

Na gravação, Caroline reproduz a frase que deu nome ao desabafo e resume o sentimento da família: os prazos dos processos correm em um ritmo, mas a doença avança em outro. Ela solicita ampla divulgação das imagens até que cheguem às autoridades sanitárias e aos responsáveis pela assistência farmacêutica no estado, sem transformar o caso em disputa partidária — o pedido, diz ela, é por uma vida, a da avó.

Repercussão no Oeste e a fila de quem depende do Estado

O caso ganhou eco rápido em Mossoró e em cidades vizinhas do Oeste potiguar, onde moradores relatam dificuldades parecidas para obter fármacos de alto custo pela rede pública. Especialistas ouvidos em situações semelhantes costumam lembrar que remédios oncológicos fora da lista padrão de distribuição exigem processo administrativo próprio, laudos atualizados e, não raro, ordem judicial — caminho que alonga a espera justamente para pacientes em estado mais grave.

Para a região de Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, o episódio reacende o debate sobre o fluxo de liberação de medicamentos excepcionais: quem prescreve, quem autoriza, quem compra e quem entrega. Enquanto o trâmite corre entre gabinetes e tribunais, cabe aos familiares peregrinar entre farmácias públicas, defensorias e hospitais em busca de uma solução provisória que mantenha o tratamento de pé.

O que acontece agora

Até a publicação desta matéria, a família aguardava uma posição do Governo do Estado sobre a retomada do fornecimento do Pazopanibe e sobre o recurso apresentado contra as decisões favoráveis à paciente. A Tribuna RN mantém o espaço aberto para manifestação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e dos demais órgãos envolvidos, com os esclarecimentos sobre prazos, estoque e alternativas de atendimento. A orientação para famílias em situação parecida no Oeste e em todo o RN é reunir laudos, receitas e negativas formais, procurar a Defensoria Pública ou o Ministério Público e registrar o pedido nos canais oficiais da saúde estadual, sem interromper o acompanhamento médico da paciente.

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Fonte da Informação Veículo de origem: Mossoró Notícias (via RSS)
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