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Polícia mira rota da Colômbia e prende 11 suspeitos no Alto Oeste potiguar

Operação Delphinus cumpriu 11 prisões e 13 buscas no RN, Ceará e São Paulo contra grupo suspeito de tráfico e controle social no Alto Oeste; dois foram detidos em flagrante.

Redação Tribuna RN

Por Tribuna RN

Publicado em 07 de outubro de 2026 às 13:36 • 3 min de leitura • Cobertura Regional • Fonte: RSS (Blog do BG)

Viaturas da Polícia Civil durante operação contra o tráfico no interior do RN
Registro fotográfico da matéria • Fonte: RSS / Blog do BG

ALEXANDRIA/RN — Agentes da Polícia Civil potiguar iniciaram nas primeiras horas de hoje, quarta-feira, dia 7, uma ampla mobilização contra um grupo investigado por abastecer o tráfico na região do Alto Oeste, no interior do estado. Batizada de Operação Delphinus, a ofensiva resultou em onze capturas autorizadas pelo Judiciário e no cumprimento de treze mandados de busca em imóveis no RN, no Ceará e em território paulista. Outros dois homens ainda acabaram detidos em flagrante por suposto tráfico durante as diligências, conforme a corporação.

O alvo central, conforme apontam os investigadores, seria um esquema com estrutura de fornecimento e distribuição de entorpecentes na região de Alexandria, além de suposto financiamento de práticas criminosas e tentativa de impor controle sobre moradores de comunidades locais. Até a publicação desta matéria, a polícia não havia divulgado a identidade dos detidos, que seguem à ordem do Judiciário.

Rota internacional e a marca do golfinho

Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi o suposto caminho percorrido pela droga até o interior potiguar. Conforme a Polícia Civil, parte das cargas sairia da Colômbia e alcançaria o Brasil por via marítima, desembarcando na região do porto de Icapuí, no litoral cearense, para depois seguir por terra até Alexandria e cidades vizinhas do oeste do estado.

  • Marca dos tabletes: os investigadores afirmam que os tijolos de droga destinados à região traziam estampado o desenho de um golfinho, usado como selo do fornecedor.
  • Origem do nome: o batismo da operação vem justamente desse símbolo, já que delphinus remete ao golfinho na nomenclatura científica.
  • Estrutura apurada: o grupo manteria pontos de recebimento, armazenamento e repasse espalhados pelo interior, na leitura dos investigadores.
  • Frente financeira: além do comércio de entorpecentes, a polícia apura se o tráfico bancava outras atividades do grupo na região.

Conforme os investigadores, o trabalho de apuração prossegue para mapear outros possíveis integrantes e o alcance da suposta rede de distribuição.

Onde as ordens foram cumpridas

A mobilização alcançou endereços em quatro cidades potiguares, uma cearense e pontos em território paulista, o que demonstra, na avaliação dos investigadores, a ramificação do esquema para além das divisas do RN.

  • Em solo potiguar: Alexandria, Pilões, Baraúna e Bento Fernandes concentraram a maior parte das buscas.
  • No Ceará: Icapuí, cidade portuária apontada como suposta porta de entrada dos carregamentos.
  • Em São Paulo: alvos ligados à suposta articulação interestadual do grupo.
  • Balanço da jornada: onze capturas por determinação judicial, treze buscas em imóveis e outras duas detenções em flagrante.

Os detidos foram levados às delegacias responsáveis pelos procedimentos e depois transferidos para unidades prisionais. A corporação informou que o material apreendido nos imóveis vai passar por perícia e pode reforçar o inquérito.

O que acontece agora

O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que busca mapear outros possíveis participantes e esclarecer o papel de cada suspeito na engrenagem investigada. Os detidos seguem à ordem do Judiciário e o inquérito vai definir os próximos passos, incluindo eventuais novas fases da operação. A orientação é que moradores da região oeste do estado que tenham informações sobre o esquema procurem os canais oficiais de denúncia, com garantia de sigilo.

Espaço aberto para defesa: Em conformidade com a presunção de inocência até o trânsito em julgado, o espaço abaixo permanece aberto para eventual manifestação dos envolvidos ou de suas respectivas defesas técnicas, conforme determina o Manual Editorial e Jurídico da Tribuna RN.

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